winner's-crime-PB-UKAutor: Marie Rutkoski
Série: The Winner’s Trilogy, #2
Editora: Bloomsbury
Publicação: Março, 2015 
Formato: Paperback
Páginas: 400
Idioma: Inglês

Sinopse: Lady Kestrel’s engagement to Valoria’s crown prince calls for great celebration: balls and performances, fireworks and revelry. But to Kestrel it means a cage of her own making. Embedded in the imperial court as a spy, she lives and breathes deceit and cannot confide in the one person she really longs to trust…
While Arin fights to keep his country’s freedom from the hands of his enemy, he suspects that Kestrel knows more than she shows. As Kestrel comes closer to uncovering a shocking secret, it might not be a dagger in the dark that cuts him open, but the truth.
Lies will come undone, and Kestrel and Arin learn just how much their crimes will cost them in this second book in the breathtaking
Winner’s trilogy.

Opinião:

* * * Sem triângulo amoroso * * *

Bem, isto foi doloroso. Claro que já estava à espera desta sequela não ser pêra doce, só nunca pensei que me esperasse tamanha dose de dor atroz, embrulhada numa camada de puro desespero, atada com uma fitinha a dizer: “Continua exactamente daqui a um ano. Enjoy!

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Porra, que é mesmo angustiante este livro. Pergunto-me se a Rutkoski é algum tipo de dementor que se alimenta da felicidade dos leitores, porque foi isso que senti o tempo todo ao ler o The Winner’s Crime, como se todas as coisas boas e felizes que existiam dentro de mim tivessem sido lentamente sugadas por uma criatura que andou a pairar à minha volta durante os quatro dias que precisei para ler este livro.

Entenda-se que esta é uma sequela brilhante, maravilhei-me com a criatividade de alguns elementos, com a beleza da escrita, com a destreza e genialidade da autora, com a maneira como ela consegue construir esta história aos bocadinhos, por camadas, sem revelar tudo de uma vez—tantas vezes determinadas cenas parecem ser só um à parte, um pormenor sem importância no grande esquema das coisas, mas vai na volta, dez, vinte, trinta capítulos mais tarde aquilo torna-se crucial para o que está a acontecer no presente, e o meu cérebro fazia poof! 

Quanto às personagens, fiquei a gostar muito mais da Kestrel depois deste segundo livro, não é que eu não gostasse dela antes, mas havia ali qualquer coisa que não permitia que ela caísse totalmente nas minhas boas graças, de certa maneira o final até parece um castigo—agora que consigo admirar esta personagem na totalidade, por tudo o que ela fez, por tudo o que ela tentou fazer, por tudo o que ela passou, por tudo o que ela arriscou, o raio do livro termina daquela maneira. Aaaargh!

Arin – Opá, eu por um lado percebo-o, que mais pode um gajo fazer, não é? A Kestrel passa o livro inteiro a desejar a presença, a proximidade dele, quando ele está ausente, e a rejeitá-lo da maneira mais snobe possível quando ele está presente. Tendo em conta que ele só se apercebe desta última parte, que ela só faz para o proteger, óbvio que só há maneira dele sair magoado. Em todo o caso gostava que naquela parte final ele tivesse posto os neurónios a funcionar mais um bocadinho, pensa meu idiota, PENSA. Este livro é uma aflição.

Verex – O Verex é o filho do imperador, o príncipe que está noivo da Kestrel, e claro que fui para esta história decidida a odiá-lo com todas as forças, mas surpresa! não foi preciso—numa parte inicial, com aquelas atitudes de pobre menino rico com daddy issues, ele só me conseguiu causar uns reviramentos de olhos, depois ao longo da narrativa fui percebendo cada vez mais esta personagem, e acontece que ele é só mais um peão infeliz nas mãos do imperador, e acabei por gostar bastante da amizade que se forma entre ele e a Kestrel. Contra todas as probabilidades ele é um aliado, e eu tenho cá para mim que se calhar ele ainda vai ser uma mais valia para o desfecho da série. Não há componente romântica qualquer na relação dele com a Kestrel. Zero.

Tensen – F*CKBOY. Tanto ódio por esta pessoa. Grrrr.

Pai da Kestrel – A maior desilusão deste livro, mas não posso comentar muito mais porque spoilers. Só espero é que a Kestrel não se prejudique mais por causa do pai.

Imperador – Isto é uma cobra autêntica que aqui anda. Mal posso esperar para ler o que lhe espera no último livro. Figas para que seja estupidamente doloroso e que dure muitas horas.

Jess – A ex-melhor amiga. Tão parvinha esta miúda, a sério. Que raio de amiga é que fica chateada daquela maneira porque quer que a Kestrel faça isto e aquilo, mas a Kestrel não quer…? Credo, já não chega a Kestrel ser manipulada constantemente pelo imperador e pelo pai, ainda tinha de ser a boneca da Jess? Ugh.

Roshar – Mais um aliado interessante. Conseguiu divertir-me naquelas cenas em que se põe a atazanar o Arin quase como se fosse um irmão ou um velho amigo, o Arin precisa de mais pessoas assim à volta dele.

E pronto, quem conseguir esperar mais um ano para começar ou continuar a ler esta série, recomendo que o faça, porque de facto estes livros são super angustiantes, especialmente este segundo volume, aquela parte final, aquele cliffhanger do mal, AAAAAHH—era isso que eu teria feito se tivesse conhecimento do verdadeiro horror que são aquelas páginas finais. Em nome da boa saúde mental.

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waitingonwednesdayO Waiting on Wednesday é um blog hop semanal, da autoria do Breaking the Spine, em que se posta sobre livros pelos quais se espera—e desespera.

E esta semana no WOW, o novo livro da Rosamund Hodge, a autora de Cruel Beauty, que li no ano passado e gostei tanto. Cruel Beauty é um retelling super criativo e original de Beauty and the Beast, e por isso não espero menos do Crimson Bound que é um retelling do Red Riding Hood. Tão animada!

Crimson Bound - 05/05

Título: Crimson Bound
Autor: Rosamund Hodge
Editora: Balzer & Bray
Páginas: 448
Publicação: 05 Maio, 2015
Formato: Hardback
ISBN: 9780062224767
Idioma: Inglês

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Sinopse: When Rachelle was fifteen she was good—apprenticed to her aunt and in training to protect her village from dark magic. But she was also reckless—straying from the forest path in search of a way to free her world from the threat of eternal darkness. After an illicit meeting goes dreadfully wrong, Rachelle is forced to make a terrible choice that binds her to the very evil she had hoped to defeat.

Three years later, Rachelle has given her life to serving the realm, fighting deadly creatures in a vain effort to atone. When the king orders her to guard his son Armand—the man she hates most–Rachelle forces Armand to help her hunt for the legendary sword that might save their world. Together, they navigate the opulent world of the courtly elite, where beauty and power reign and no one can be trusted. And as the two become unexpected allies, they discover far-reaching conspiracies, hidden magic… and a love that may be their undoing. Within a palace built on unbelievable wealth and dangerous secrets, can Rachelle discover the truth and stop the fall of endless night?

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* * *

Aproveito ainda este WOW dedicado à Hodge, para fazer referência ao paperback do Cruel Beauty que sai já no próximo mês de Abril, dia 07.

Cruel Beauty


The Secrets of Sir Richard Kenworthy - 01/02

Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet, #4
Editora: Avon
Publicação: 27 Jan, 2015
Formato: Mass Market Paperback
Páginas: 378
Idioma: Inglês

Sinopse: Sir Richard Kenworthy has less than a month to find a bride. He knows he can’t be too picky, but when he sees Iris Smythe-Smith hiding behind her cello at her family’s infamous musicale, he thinks he might have struck gold. She’s the type of girl you don’t notice until the second—or third—look, but there’s something about her, something simmering under the surface, and he knows she’s the one.

Iris Smythe-Smith is used to being underestimated. With her pale hair and quiet, sly wit she tends to blend into the background, and she likes it that way. So when Richard Kenworthy demands an introduction, she is suspicious. He flirts, he charms, he gives every impression of a man falling in love, but she can’t quite believe it’s all true. When his proposal of marriage turns into a compromising position that forces the issue, she can’t help thinking that he’s hiding something… even as her heart tells her to say yes.

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Opinião:

Just Like Heaven, A Night Like This, The Sum of All Kisses, The Secrets of Sir Richard Kenworthyand that’s a wrap!

Opá que saudades eu vou ter das Smythe-Smith, daqueles concertos horrendos, da pseudo-surdez crónica das mães e tias, do embaraço sem fim das artistas, da agonia dos convidados que proporcionam as cenas mais hilariantes, e claro, das mini Smythe-Smith/Pleinsworths que infelizmente só tiveram direito a uma cena neste livro (eu queria muito mais!).

Este último volume é o da Iris, a única Smythe-Smith que consegue tocar o seu instrumento (violoncelo) com moderado talento, mas ainda assim ela detesta actuar nos musicais, porque no meio do quarteto dos infernos mal se nota que uma das performers sabe o que está a fazer.

Devido à sua extrema palidez e falta de cor no geral, a Iris está habituada a ser invisível, raramente um gentleman olha para ela duas vezes, no entanto ela não se chateia nada com isso, muito pelo contrário, durante os bailes ela prefere acomodar-se nas periferias e observar os outros. Até que o dia do malfadado concerto anual chega e vai-se lá entender, mas está um homem, deveras jeitoso, a observá-la o tempo todo. Whaaa?

Este é o herói, Richard Kenworthy, e o que eu não me ri com ele naquela cena que antecede o concerto—e durante. Ao contrário do amigo que o arrastou ao evento, o Richard nunca tinha assistido a um musical das Smythe-Smith, nem fazia a mínima do que o esperava, e o relato dele fez-me dobrar de riso.

O título deste livro é muito apropriado, porque por mais que se tente perceber o que há de errado com o Richard, qual é o motivo escondido para ele de súbito prestar tanta atenção à Iris, é impossível lá chegar. O próprio vai dando umas hints acerca do assunto e dá pelo menos para entender que a razão não está presente, que está longe, possivelmente na sua propriedade, que fica no norte, e é preocupante porque QUE RAIO VAIS TU FAZER À IRIS, you smooth motherf*cker? E porquê a pressa? Qual é o mistério, Dick?? Entretanto a Iris está a ficar caidinha por ele, mesmo sabendo que algo não bate certo, e que o Richard quer-se casar com ela por alguma razão que não seja a sua estranha aparência ou pequeno dote.

O romance entre estes dois depressa se torna agonizante por várias razões, pelo facto do Richard começar a desejar a Iris como um homem desesperado mas mal se atrever a tocar-lhe sequer, pelo facto da Iris querer que ele se aproxime mas porque ele se controla sempre, ela acaba por se sentir rejeitada cena após cena; e claro, o raio do segredo. WTF IS IT??

Gostei muito da Iris, do seu humor inteligente, da sua personalidade no-f*cks-to-give, da sua auto-confiança, do facto dela ser uma rapariga nada popular na sociedade, ter perfeita consciência disso, mas não sentir pena de si própria, muito pelo contrário, ela sabe que não é bonita ou um bom partido, mas sabe que é inteligente, e que se as pessoas lhe derem uma segunda oportunidade vão apreciar a sua companhia; gosto ainda da maneira como ela lida com o Richard mesmo sentindo-se ligeiramente intimidada e fora do seu elemento. A certa altura ela até admite que não sabe flirtar, e é tão engraçado quando ela depois percebe que o está a fazer com o Richard, e que ambos estão a gostar, hehe. Iris.

Quanto ao Richard, mesmo não sabendo qual é a agenda do gajo, é difícil resistir-lhe, ele nem sequer é aquele tipo de herói que se acha o maior pavão do sítio (tipo Colin), o tipo dele é muito mais subtil, ele tem a confiança serena e imperturbável de um actor de palco, às vezes até dá a impressão que ele consegue sempre o que quer só através do pensamento positivo—o próprio fica aparvalhado com a eficácia do seu grande plano. E gosto sobretudo dos diálogos fáceis entre ele a Iris, tendo ela um humor tão específico, mas surpreendentemente ele fala a mesma língua.

O segredo acabou por ser algo que eu realmente não estava à espera, e por muito que o Richard tenha agido mal, mal, muito mal com a Iris no início, é impossível não lhe dar o mínimo dos descontos.

E pronto, o meu favorito da série continua a ser o The Sum of All Kisses, ninguém bate a doida da Sarah e o Hugh, mas acho que este fica num sólido segundo lugar.

4stars

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insurgente-poster-ptFui à estreia do Insurgent na quinta-feira, estava muito mais gente na sessão do que o que eu estava à espera—malditos, eu queria a sala só para mim para fangirlar à vontade sempre que o Theo aparecesse no ecrã, mas humph, raios partam as pessoas.

Adiante.

Gostei bastante da primeira metade do filme, começando por todas aquelas cenas em Amity, foi giro ver as personagens num cenário, numa situação, e até em roupas completamente diferentes do filme anterior, dei por mim a desejar que a história acabasse ali por volta dos primeiros 15 minutos, quando a Tris andava serenamente a carregar um balde de um lado para o outro, o Four brincava com as crianças, os passarinhos chilreavam por toda a parte, o sol brilhava por entre um céu azul resplandecente, campos verdejantes estendiam-se até perder a vista—sigh, este era o final que eu queria.

Entra o Eric, o Max, e mais uma dúzia de Dauntless armados e acaba-se o paraíso bucólico.

Em parte, é esse o plot do filme, Four & Tris em fuga, com os Dauntless que escolheram o lado da Jeanine nos calcanhares.

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Por outro lado temos a Jeanine com uma caixa que só pode ser aberta por um Divergente que passe todas as simulações, e o prémio será uma mensagem dos antepassados.

Eu já não me recordo o suficiente do livro para fazer comparações, mas diga-se que o livro é tão chatinho que todas as mudanças que fizeram à história neste filme foram mais do que bem-vindas.

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Do que eu não gostei assim muito:

  • as simulações para abrir a caixa – porque foram tantas e tão longas. Eu não preciso de 20 minutos de edifícios, pessoas, cenas de toda espécie geradas por computador, a desintegrarem-se. Preciso, por exemplo, assim completamente ao calhas, de mais Four a respirar.
  • afinal a Tris ainda está suicida – durante meses, pelo que via nos trailers, foi-se-me aumentando a esperança de que no filme a Tris não ia tomar a brilhante decisão de se entregar à Jeanine pela calada da noite, e que em vez disso ia falar com o Four, e juntos eles iam pensar numa alternativa não suicida e inteligente. Será que era assim tão difícil??

Hopes & dreams para os próximos filmes:

  • Mais close-ups do Four
  • Ciência que faça sentido
  • A não glorificação do suicídio ou do homicídio
  • Um final diferente


wovenAutor: Michael Jensen & David Powers King
Editora: Scholastic Press
Publicação: Janeiro, 2015
Formato: ebook
Páginas: 352
Idioma: Inglês

Sinopse: All his life, Nels has wanted to be a knight of the kingdom of Avërand. Tall and strong, and with a knack for helping those in need, the people of his sleepy little village have even taken to calling him the Knight of Cobblestown.
But that was before Nels died, murdered outside his home by a mysterious figure.
Now the young hero has awoken as a ghost, invisible to all around him save one person—his only hope for understanding what happened to him—the kingdom’s heir, Princess Tyra. At first the spoiled royal wants nothing to do with Nels, but as the mystery of his death unravels, the two find themselves linked by a secret, and an enemy who could be hiding behind any face.
Nels and Tyra have no choice but to abscond from the castle, charting a hidden world of tangled magic and forlorn phantoms. They must seek out an ancient needle with the power to mend what has been torn, and they have to move fast. Because soon Nels will disappear forever.

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Opinião:

DNF.

Woven conta a história de um jovem camponês, Nels, que morre logo quase no início do livro (isto não é um spoiler, está na sinopse), mas o espírito dele ainda vagueia por aí, até que um dia ele descobre que alguém o consegue ver e ouvir, alguém com quem ele já se cruzou antes e o humilhou à frente de todos: Tyra, a extremamente arrogante e mimada princesa do reino. Contra a sua vontade, e principalmente para se livrar dele, ela lá aceita ajudar Nels a descobrir o que lhe aconteceu, e os dois partem numa jornada em busca de respostas.

Os positivos: Gostei bastante do Nels quando ele não está a fazer olhinhos à Tyra, e da ideia da história no geral, achei o plot bastante criativo e original, quase como se fosse um fairy tale dos tempos modernos. Os autores conseguiram surpreender-me várias vezes ao longo da narrativa—quando eu achava que já sabia a resposta para um determinado mistério, eles conseguiam dar-me a volta, e gosto sempre quando isso acontece.

Os negativos: A Tyra é das personagens mais insuportáveis que já tive o desprazer de ler sobre, ao ponto de me estragar totalmente a leitura, e de eu ter mesmo desistido do livro a cerca de 100 páginas do fim. Não há paciência! É tão, tão desagradável, o tempo todo, está sempre a queixar-se, é incapaz de chamar o Nels pelo nome, chama-o de peasant ou ghost, porque acha que ele tem de merecer ser chamado pelo próprio nome por ela—ora essa! Eu ainda achei que isto era só uma coisa inicial, que ela ao longo da história ia mudar um bocadinho, e que eu ia conseguir gostar minimamente dela, mas credo, a 100 páginas do fim e ela estava ainda mais chata. Pior do que isto, é ter o Nels a apaixonar-se por ela, quando ela o trata abaixo de cão o tempo todo. Como é possível??

Entretanto li algumas reviews para o Woven, e pelos vistos a Tyra muda de atitude mesmo na recta final, e honestamente nem sei o que é pior, ter uma heroína que se comporta de maneira desprezível de início ao fim—mas que pelo menos é consistente, ou ter uma heroína que se comporta de maneira desprezível até aos 99% da leitura e depois tadah! De súbito passa a ser boazinha. Nope, isto para mim não dá.

2stars

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waitingonwednesdayO Waiting on Wednesday é um blog hop semanal, da autoria do Breaking the Spine, em que se posta sobre livros pelos quais se espera—e desespera.

E esta semana no WOW, o primeiro volume da nova trilogia de Kerstin Gier. Quer dizer, nova para quem não vive na Alemanha, porque o original já lá foi publicado em 2013.

Capa… *O*

Dream a Little Dream - 15/04

Título: Dream a Little Dream
Série: The Silver Trilogy, #1
Autor: Kerstin Gier
Editora: Henry Holt & Company Inc
Páginas: 336
Publicação: 15 Abril, 2015
Formato: Hardback
ISBN: 9781627790277
Idioma: Inglês

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Sinopse: Mysterious doors with lizard-head knobs. Talking stone statues. A crazy girl with a hatchet. Yep, Liv’s dreams have been pretty weird lately. Especially this one where she’s in a graveyard at night, watching four boys perform dark magic rituals.
The really weird thing is that Liv recognizes the boys in her dream. They’re classmates from her new school in London, the school where’s she’s starting over because her mom has moved them to a new country (again). But they seem to know things about her in real life that they couldn’t possibly know, which is mystifying. Then again, Liv could never resist a good mystery…

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Título original: Rubinrot
Título em português: Rubi
Autor: Kerstin Gier
Série: Ruby Red Trilogy, #1
Editora: Square Fish
Publicação: Maio, 2012 (1ª ed.2009)
Formato: Paperback
Páginas: 322
Idioma: Inglês

Sinopse: Sixteen-year-old Gwen lives with her extended—and rather eccentric—family in an exclusive London neighborhood. In spite of her ancestors’ peculiar history, she’s had a relatively normal life so far. The time-traveling gene that runs like a secret thread through the female half of the family is supposed to have skipped over Gwen, so she hasn’t been introduced to “the mysteries,” and can spend her time hanging out with her best friend, Lesly. It comes as an unwelcome surprise when she starts taking sudden, uncontrolled leaps into the past.

She’s totally unprepared for time travel, not to mention all that comes with it: fancy clothes, archaic manners, a mysterious secret society, and Gideon, her time-traveling counterpart. He’s obnoxious, a know-it-all, and possibly the best-looking guy she’s seen in any centrury…

Opinião:

Acho que não teria lido o Ruby Red se não tivesse sido pelas meninas do Read-along, até porque eu nem votei nele para ser lido no romance paranormal, mas depois queria participar na leitura e lá me juntei à festa, assim um bocado às cegas, e correu bem!

Ruby Red conta a história de Gwen, uma adolescente com uma vida mais ou menos normal, até que completa os malfadados dezasseis anos de idade, e descobre que consegue viajar no tempo sem que ela tenha controlo algum sobre isso. Isto ainda a vai obrigar a envolver-se com uma sociedade secreta, cujos membros se recusam a dar-lhe todas as respostas que ela quer e precisa. Ainda por cima ela é o Ruby, a última viajante de uma linhagem muito antiga, e possuiu um talento/magia especial, que eu suponho que esteja de alguma forma ligado a uma profecia, mas isso fica para as cenas dos próximos capítulos.

Os viajantes normalmente são treinados desde tenra idade nas mais diversas áreas, história, línguas, etiqueta, etc, isto é o que lhes permite passarem despercebidos quando viajam para séculos totalmente diferentes daqueles em que eles nasceram—mas como a Gwen entrou nesta coisa de time travel aos trambolhões, não tem preparo nenhum para o que lhe espera, e isto naturalmente resulta numas cenas bem divertidas, e outras nem tanto.

O ponto forte deste livro para mim é a Gwen, o que eu não me diverti com esta rapariga, ela é tão engraçada, tão esperta, tão tola, tão cheia de genica, e tão boa pessoa sem ser uma Mary Sue, que eu acho impossível alguém ler este livro e ficar-lhe indiferente, mesmo sendo o plot completamente louco e improvável. E outra coisa, este livro foi originalmente escrito em alemão, eu li a tradução inglesa, que, diga-se, está impecável, mas ainda assim por vezes nota-se uma ligeira estranheza, mais nos diálogos, mas não é que isso para mim torna o livro ainda mais engraçado?? Não sei se é porque ajuda à confusão geral em que se torna a vida da Gwen, já que a maior parte do tempo ela não sabe bem o que se está a passar… opá, não sei, só sei que não me incomodou nada.

Os dois únicos problemas deste livro para mim foram: 1. acontecer pouca coisa, este é sem dúvida um livro introdutório, fica-se a conhecer o mundo e ideia da história no geral, mas no fim ainda ficam tantas perguntas no ar à espera de resposta, e por muito que a pobre da Gwen ande o livro todo às avessas, a tentar perceber onde é que se encaixa nesta loucura dos viajantes do tempo, no fim fiquei com a sensação que pouco ou nada tinha acontecido; e 2. a maneira como acaba, honestamente aquilo não parece um final (ou sequer cliffhanger), parece ser apenas o parágrafo que a editora achou por bem ser o último, para poder dividir a história por mais volumes e vender mais livros. Malvados.

Dito isto, quero muito ler os próximos livros da série (já estão a caminho! :D), e, Jasus, ver o próximo filme!! Desespero***

Inicialmente tinha dado a este livro três estrelas, mas estava a escrever a opinião e não parava de pensar que não me sentia bem com esse rating, por isso aqui fica o upgrade para as quatro estrelas—até porque eu gostei mesmo da Gwen, e para mim as personagens são sempre o mais importante.

4stars

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* * *

Rubinrot, o filme

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Quanto ao filme, oh meu Deus, vou-me repetir, mas é tão divertido, e está fiel ao livro quase até ao ponto do exagero, embora a ordem de alguns acontecimentos tenha sido trocada, e haja algumas cenas novas, que, na minha humilde opinião, foram um excelente acréscimo, até porque como disse antes, o livro é muito introdutório, e falta-lhe assim qualquer coisa mais… intensa, conclusiva, o que sem dúvida foi conseguido com os tais acréscimos.

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E nota-se tão bem que os alemães são os maiores picuinhas no que diz respeito a pormenores e a querer fazer tudo certinho e direitinho, prova número 2 (a número 1 é o que já disse antes acerca da adaptação estar muito fiel): os actores escolhidos para os papéis principais parece que foram literalmente arrancados das páginas do livro, não só a nível físico, mas por causa das interpretações.

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Absolutamente tudo o que eu disse sobre a Gwen-livro posso repetir para a Gwen-filme, ainda por cima a atriz que a interpreta é tão—e à falta de melhor palavra—fofinha, tão adorável, um boneca autêntica, que só apetece pegar nela, protegê-la de todos os males do mundo, e fazer-lhe trancinhas no cabelo; por outro lado é terrivelmente divertido vê-la meter-se em embrulhadas de toda a espécie, tropeçar, cair, espalhar todo o conteúdo da carteira no chão, espalmar o tabuleiro do almoço na camisola, ficar completamente descomposta na presença do Gideon, ainda por cima ela é super pálida e fica logo com as maçãs do rosto rosadinhas, haha, tão divertido.

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Quanto ao Gideon, de quem eu nem falei na opinião do livro, o moço é tão convencido, mas tão totó ao mesmo tempo, aquela combinação forehead slap perfeita. O Gideon sabe fazer tudo, esgrima, danças de época, krav maga, ele toca violino, consegue desbobinar por ordem todos os reis de Inglaterra, de trás para a frente se for preciso, entre outras coisas, até que lhe aparece uma Gwen no caminho e ai meu Deus, a minha missão! Ela não sabe fazer nada! Vai destruir todo o meu trabalho! Ela nem sabe quem sucedeu os Stuarts em 1702! Quer dizer?? 

Cala o bico, Gideon! xD

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Mas ele na verdade tem bom coração e *gasps* sentido de humor, e isso vai-se notando cada vez mais ao longo do filme. Até porque eu não suporto jerks, e posso dizer que ele não é um—é mais um betinho, e como tal tem um bocadinho a mania.

E um guarda-roupa asqueroso prai dois ou três tamanhos acima.

E um cabelinho a precisar de um corte urgente.

(De resto, é muito jeitoso.)

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A parte final é muito emocionante, ia-me dando uma paragem cardiorrespiratória por causa da Gwenny, mas não quero spoilar.

Em suma, um filme muito boa onda, divertido, romântico, e que funciona como um complemento do livro. Quero tanto ver o Saphirblau, que tem tão bom aspecto, aaah! *O*

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Nota: Vi o Rubinrot com a dobragem em inglês porque foi o que arranjei, e posso recomendar. Ainda que seja estranho pensar que estou a ver um filme originalmente falado em alemão, quando as personagens são suposto ser britânicas, e a dobragem ainda faz o desfavor de ser com sotaque americano. A alternativa é ver com o audio original, alemão, arranjar subtitles em inglês, e ter as personagens a fazer de conta que são naturais de Londres. Basicamente é ignorar estes pormenores e ver uma versão qualquer, pela Gwenny, vale a pena!




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