waitingonwednesdayO Waiting on Wednesday é um blog hop semanal, da autoria do Breaking the Spine, em que se posta sobre livros pelos quais se espera—e desespera.

E esta semana no WOW, o novo livro da Sandy Hall, a mesma autora de A Little Something Different que eu gostei tanto. A capa é tão gira. *heart eyes*

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Título: Signs Point To Yes
Autor: Sandy Hall
Editora: Swoon Reads
Páginas: 240
Publicação: 20 Outubro, 2015
Formato: Paperback
ISBN: 9781250066008
Idioma: Inglês

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Sinopse: Jane, a superstitious fangirl, takes an anonymous babysitting job to avoid an unpaid internship with her college-obsessed mom. The only problem? She’s babysitting the siblings of her childhood friend and new crush, Teo. Teo doesn’t dislike Jane, but his best friend Ravi hates her, and is determined to keep them apart. So Teo’s pretty sure his plans for a peaceful summer are shot. His only hope is that his intermittent search for his birth father will finally pan out and he’ll find a new, less awkward home. Meanwhile, at Jane’s house, her sister Margo wants to come out as bisexual, but she’s terrified of how her parents will react. In a summer filled with secrets and questions, even Jane’s Magic 8 ball can’t give them clear answers, but Signs Point to Yes.

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* * *

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toptentuesday

Top Ten Tuesday, esta semana com o tema Ten Books You Recently Added To Your To-Be-Read List, mas vou dizer antes wishlist, porque só adiciono à TBR livros que compro/recebo, e para a wishlist vai tudo o resto, livros que quero mesmo ler e planeio em adquirir, e livros que me chamam a atenção por esta razão e aquela (depois até me esqueço da maioria, mas isso faz parte do exercício), e acho que é mais esse o espírito deste Top Ten, do que propriamente estar aqui a listar livros que comprei recentemente—até porque isso pode ser visto na rubrica da mailbox.

A maior parte destes títulos vou tentar arranjar via NetGalley. Aqui vai:

1. Spinning Starlight, R.C.Lewis —  Li o Stitching Snow, retelling da Snow White, pela mesma autora no ano passado e gostei bastante, e fiquei com a Lewis debaixo de olho desde então, e imaginem a minha surpresa quando soube que ela ia escrever um retelling do conto dos Six Swans, QUERO TANTO.  Publicação: 06 de Outubro, 2015.

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2. Signs Point To Yes, Sandy Hall — Um novo livro da Sandy Hall, YAASSS! Mal acabei de ler o A Little Something Different fui procurar mais livros da autora, e foi com horror que constatei que não havia mais nenhum publicado ainda. Felizmente mais para o fim deste ano vai ser lançado o Signs Point To Yes, e a sinopse é como música para os meus ouvidos—instant pre-order. Publicação: 20 de Outubro, 2015.

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3. Soundless, Richelle Mead — Não sou fã da Richelle Mead, li o primeiro volume de Vampire Academy e gostei mais ou menos, ainda cheguei a comprar o segundo livro da série mas sinceramente não sei se alguma vez lhe vou pegar. No entanto, esta nova série parece ser muito interessante, é sobre mitologia chinesa.

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4. A Thousand Nights, E.K. Jonhston — Retelling do conto d’ As Mil e Uma Noites. A capa é maravilhosa. Publicação: 06 de Outubro, 2015.

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5. A Whole New World, Liz Braswell — Este é o primeiro livro de uma série de retellings de clássicos da Disney com um twist, e claro que este é do Aladino. Aqui fica um bocadinho da sinopse:

Each book asks the question: What if one key moment from a familiar Disney film was changed? This dark and daring version ofAladdin twists the original story with the question: What if Jafar was the first one to summon the Genie?

Estou super curiosa para ver o que vai sair daqui. Publicação: 01 de Setembro, 2015.

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6. Vengeance Road, Erin Bowman — Tem uma capa tão gira, e é sobre uma rapariga que se vai disfarçar de rapaz (adoro) e partir à descoberta da verdade por detrás do homicídio do pai. Publicação: 01 de Setembro, 2015.

A Book of Spirits and Thieves

7. A Book of Spirits and Thieves, Morgan Rhodes — Ainda não li nada da Morgan Rhodes, mas já estive para comprar o The Falling Kingdoms tantas vezes que nem é bom pensar. Entretanto vêm aí uma nova série da autora, e parece-me interessante, embora a capa seja assim para o mehPublicação: 23 de Junho, 2015.

The Improbable Theory of Ana and Zak

8. The Improbable Theory of Ana and Zak, Brian Katcher — Parece-me ser um romance meio maluco, light, e fofinho. Publicação: 18 de Junho, 2015.

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9. Dreamstrider, Lindsay Smith — Covergasm. Este tem uma sinopse muito interessante e a história parece ser muito complexa. Lembra-me um bocadinho assim pequenino do Bone Season…? Publicação: 06 de Outubro, 2015.

10. Inherit the Stars, Tessa Elwood — Um debut, ainda sem capa ou data de publicação definida, e eu adoro a mini-sinopse que fala de uma rapariga obrigada a tomar o lugar da irmã num casamento de conveniência entre duas famílias da realeza intergaláctica, whaaaaa?? Publicação: finais de 2015.

Este meme é da autoria do The Broke and the Bookish.


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Yo, pessoal, na próxima quarta-feira é Abril, não se deixem enganar.

Uma Vida ao Teu Lado — 09 de Abril

(The Longest Ride)

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Como dá para perceber pelo poster, este filme é adaptado de um romance do Nicholas Sparks. A história parece ser a do costume: casal heterossexual, caucasiano, extremamente atraente, e com um ou dois problemas, apaixona-se loucamente, mas vão ter de enfrentar os tais problemas como pessoas crescidas se querem cavalgar juntos into the sunset. O protagonista masculino é o filho do Clint Eastwood (se bem que no poster não parece nada ele, que raio? Idem para a protagonista, não parece nada a Britt Robertson de perfil), e é um bocadinho estranho olhar para ele porque o moço é fotocópia do pai.

O livro está disponível em português com edição da ASA; e há uma edição paperback, em inglês, que está neste momento com 50% off no The Book Depository, uma bargain.

* * *

O Conto da Princesa Kaguya — 09 de Abril

(Kaguya-hime no monogatari)

O Conto da Princesa Kaguya

Do Studio Ghibli chega O Conto da Princesa Kaguya, aqui fica a sinopse oficial já que pelo trailer não dá para perceber muito bem o que se passa:

Encontrada dentro de uma cana de bambu brilhante, uma pequena bebé é criada por um velho cortador de bambu e a sua mulher, tornando-se numa jovem bela e requintada, uma verdadeira princesa. Do campo à grande cidade, ela encanta todos os que consigo se cruzam, incluindo cinco pretendentes nobres a quem Kaguya pede missões aparentemente impossíveis, para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Além dos cinco pretendentes, a jovem chama a atenção do próprio Imperador… mas qual será mesmo o destino da Princesa Kaguya?

* * *

The Moon and the Sun — 16 de Abril

(The Moon and the Sun)

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Okay, este é baseado no livro de Vonda N. McIntyre, com o mesmo nome, e tirando os Avengers, é o filme que mais me interessa da fornada de Abril, mas preocupa-me o facto de ainda não haver um título em português, ou sequer um trailer?? Em toda a net só consigo encontrar uma ou duas fotos do Pierce Brosnan e da Kaya Scodelario, como é possível? Quem também entra neste filme é o maluco do Ben Lloyd-Hughes (o Will no Divergent).

Parece-me interessante porque me lembra um bocadinho do Stardust, só que com uma sereia. Então, há um rei francês que quer capturar estas criaturas e comê-las, porque supostamente ingerir carne de sereia confere imortalidade. Ew.

Será que estreia mesmo em Abril? :(

* * *

Selfless — 23 de Abril

(Selfless)

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Tem um aspecto tão freaky este filme.

* * *

Vingadores: A Era de Ultron — 29 de Abril

(Avengers – Age of Ultron)

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AAAAVEEENGEERRSSS!!! :D

(fontes: sapo filmes, filmspot; todas as datas de estreia estão sujeitas a alteração)

winner's-crime-PB-UKAutor: Marie Rutkoski
Série: The Winner’s Trilogy, #2
Editora: Bloomsbury
Publicação: Março, 2015 
Formato: Paperback
Páginas: 400
Idioma: Inglês

Sinopse: Lady Kestrel’s engagement to Valoria’s crown prince calls for great celebration: balls and performances, fireworks and revelry. But to Kestrel it means a cage of her own making. Embedded in the imperial court as a spy, she lives and breathes deceit and cannot confide in the one person she really longs to trust…
While Arin fights to keep his country’s freedom from the hands of his enemy, he suspects that Kestrel knows more than she shows. As Kestrel comes closer to uncovering a shocking secret, it might not be a dagger in the dark that cuts him open, but the truth.
Lies will come undone, and Kestrel and Arin learn just how much their crimes will cost them in this second book in the breathtaking
Winner’s trilogy.

Opinião:

* * * Sem triângulo amoroso * * *

Bem, isto foi doloroso. Claro que já estava à espera desta sequela não ser pêra doce, só nunca pensei que me esperasse tamanha dose de dor atroz, embrulhada numa camada de puro desespero, atada com uma fitinha a dizer: “Continua exactamente daqui a um ano. Enjoy!

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Porra, que é mesmo angustiante este livro. Pergunto-me se a Rutkoski é algum tipo de dementor que se alimenta da felicidade dos leitores, porque foi isso que senti o tempo todo ao ler o The Winner’s Crime, como se todas as coisas boas e felizes que existiam dentro de mim tivessem sido lentamente sugadas por uma criatura que andou a pairar à minha volta durante os quatro dias que precisei para ler este livro.

Entenda-se que esta é uma sequela brilhante, maravilhei-me com a criatividade de alguns elementos, com a beleza da escrita, com a destreza e genialidade da autora, com a maneira como ela consegue construir esta história aos bocadinhos, por camadas, sem revelar tudo de uma vez—tantas vezes determinadas cenas parecem ser só um à parte, um pormenor sem importância no grande esquema das coisas, mas vai na volta, dez, vinte, trinta capítulos mais tarde aquilo torna-se crucial para o que está a acontecer no presente, e o meu cérebro fazia poof! 

Quanto às personagens, fiquei a gostar muito mais da Kestrel depois deste segundo livro, não é que eu não gostasse dela antes, mas havia ali qualquer coisa que não permitia que ela caísse totalmente nas minhas boas graças, de certa maneira o final até parece um castigo—agora que consigo admirar esta personagem na totalidade, por tudo o que ela fez, por tudo o que ela tentou fazer, por tudo o que ela passou, por tudo o que ela arriscou, o raio do livro termina daquela maneira. Aaaargh!

Arin – Opá, eu por um lado percebo-o, que mais pode um gajo fazer, não é? A Kestrel passa o livro inteiro a desejar a presença, a proximidade dele, quando ele está ausente, e a rejeitá-lo da maneira mais snobe possível quando ele está presente. Tendo em conta que ele só se apercebe desta última parte, que ela só faz para o proteger, óbvio que só há maneira dele sair magoado. Em todo o caso gostava que naquela parte final ele tivesse posto os neurónios a funcionar mais um bocadinho, pensa meu idiota, PENSA. Este livro é uma aflição.

Verex – O Verex é o filho do imperador, o príncipe que está noivo da Kestrel, e claro que fui para esta história decidida a odiá-lo com todas as forças, mas surpresa! não foi preciso—numa parte inicial, com aquelas atitudes de pobre menino rico com daddy issues, ele só me conseguiu causar uns reviramentos de olhos, depois ao longo da narrativa fui percebendo cada vez mais esta personagem, e acontece que ele é só mais um peão infeliz nas mãos do imperador, e acabei por gostar bastante da amizade que se forma entre ele e a Kestrel. Contra todas as probabilidades ele é um aliado, e eu tenho cá para mim que se calhar ele ainda vai ser uma mais valia para o desfecho da série. Não há componente romântica qualquer na relação dele com a Kestrel. Zero.

Tensen – F*CKBOY. Tanto ódio por esta pessoa. Grrrr.

Pai da Kestrel – A maior desilusão deste livro, mas não posso comentar muito mais porque spoilers. Só espero é que a Kestrel não se prejudique mais por causa do pai.

Imperador – Isto é uma cobra autêntica que aqui anda. Mal posso esperar para ler o que lhe espera no último livro. Figas para que seja estupidamente doloroso e que dure muitas horas.

Jess – A ex-melhor amiga. Tão parvinha esta miúda, a sério. Que raio de amiga é que fica chateada daquela maneira porque quer que a Kestrel faça isto e aquilo, mas a Kestrel não quer…? Credo, já não chega a Kestrel ser manipulada constantemente pelo imperador e pelo pai, ainda tinha de ser a boneca da Jess? Ugh.

Roshar – Mais um aliado interessante. Conseguiu divertir-me naquelas cenas em que se põe a atazanar o Arin quase como se fosse um irmão ou um velho amigo, o Arin precisa de mais pessoas assim à volta dele.

E pronto, quem conseguir esperar mais um ano para começar ou continuar a ler esta série, recomendo que o faça, porque de facto estes livros são super angustiantes, especialmente este segundo volume, aquela parte final, aquele cliffhanger do mal, AAAAAHH—era isso que eu teria feito se tivesse conhecimento do verdadeiro horror que são aquelas páginas finais. Em nome da boa saúde mental.

4stars

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waitingonwednesdayO Waiting on Wednesday é um blog hop semanal, da autoria do Breaking the Spine, em que se posta sobre livros pelos quais se espera—e desespera.

E esta semana no WOW, o novo livro da Rosamund Hodge, a autora de Cruel Beauty, que li no ano passado e gostei tanto. Cruel Beauty é um retelling super criativo e original de Beauty and the Beast, e por isso não espero menos do Crimson Bound que é um retelling do Red Riding Hood. Tão animada!

Crimson Bound - 05/05

Título: Crimson Bound
Autor: Rosamund Hodge
Editora: Balzer & Bray
Páginas: 448
Publicação: 05 Maio, 2015
Formato: Hardback
ISBN: 9780062224767
Idioma: Inglês

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Sinopse: When Rachelle was fifteen she was good—apprenticed to her aunt and in training to protect her village from dark magic. But she was also reckless—straying from the forest path in search of a way to free her world from the threat of eternal darkness. After an illicit meeting goes dreadfully wrong, Rachelle is forced to make a terrible choice that binds her to the very evil she had hoped to defeat.

Three years later, Rachelle has given her life to serving the realm, fighting deadly creatures in a vain effort to atone. When the king orders her to guard his son Armand—the man she hates most–Rachelle forces Armand to help her hunt for the legendary sword that might save their world. Together, they navigate the opulent world of the courtly elite, where beauty and power reign and no one can be trusted. And as the two become unexpected allies, they discover far-reaching conspiracies, hidden magic… and a love that may be their undoing. Within a palace built on unbelievable wealth and dangerous secrets, can Rachelle discover the truth and stop the fall of endless night?

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* * *

Aproveito ainda este WOW dedicado à Hodge, para fazer referência ao paperback do Cruel Beauty que sai já no próximo mês de Abril, dia 07.

Cruel Beauty


The Secrets of Sir Richard Kenworthy - 01/02

Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet, #4
Editora: Avon
Publicação: 27 Jan, 2015
Formato: Mass Market Paperback
Páginas: 378
Idioma: Inglês

Sinopse: Sir Richard Kenworthy has less than a month to find a bride. He knows he can’t be too picky, but when he sees Iris Smythe-Smith hiding behind her cello at her family’s infamous musicale, he thinks he might have struck gold. She’s the type of girl you don’t notice until the second—or third—look, but there’s something about her, something simmering under the surface, and he knows she’s the one.

Iris Smythe-Smith is used to being underestimated. With her pale hair and quiet, sly wit she tends to blend into the background, and she likes it that way. So when Richard Kenworthy demands an introduction, she is suspicious. He flirts, he charms, he gives every impression of a man falling in love, but she can’t quite believe it’s all true. When his proposal of marriage turns into a compromising position that forces the issue, she can’t help thinking that he’s hiding something… even as her heart tells her to say yes.

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Opinião:

Just Like Heaven, A Night Like This, The Sum of All Kisses, The Secrets of Sir Richard Kenworthyand that’s a wrap!

Opá que saudades eu vou ter das Smythe-Smith, daqueles concertos horrendos, da pseudo-surdez crónica das mães e tias, do embaraço sem fim das artistas, da agonia dos convidados que proporcionam as cenas mais hilariantes, e claro, das mini Smythe-Smith/Pleinsworths que infelizmente só tiveram direito a uma cena neste livro (eu queria muito mais!).

Este último volume é o da Iris, a única Smythe-Smith que consegue tocar o seu instrumento (violoncelo) com moderado talento, mas ainda assim ela detesta actuar nos musicais, porque no meio do quarteto dos infernos mal se nota que uma das performers sabe o que está a fazer.

Devido à sua extrema palidez e falta de cor no geral, a Iris está habituada a ser invisível, raramente um gentleman olha para ela duas vezes, no entanto ela não se chateia nada com isso, muito pelo contrário, durante os bailes ela prefere acomodar-se nas periferias e observar os outros. Até que o dia do malfadado concerto anual chega e vai-se lá entender, mas está um homem, deveras jeitoso, a observá-la o tempo todo. Whaaa?

Este é o herói, Richard Kenworthy, e o que eu não me ri com ele naquela cena que antecede o concerto—e durante. Ao contrário do amigo que o arrastou ao evento, o Richard nunca tinha assistido a um musical das Smythe-Smith, nem fazia a mínima do que o esperava, e o relato dele fez-me dobrar de riso.

O título deste livro é muito apropriado, porque por mais que se tente perceber o que há de errado com o Richard, qual é o motivo escondido para ele de súbito prestar tanta atenção à Iris, é impossível lá chegar. O próprio vai dando umas hints acerca do assunto e dá pelo menos para entender que a razão não está presente, que está longe, possivelmente na sua propriedade, que fica no norte, e é preocupante porque QUE RAIO VAIS TU FAZER À IRIS, you smooth motherf*cker? E porquê a pressa? Qual é o mistério, Dick?? Entretanto a Iris está a ficar caidinha por ele, mesmo sabendo que algo não bate certo, e que o Richard quer-se casar com ela por alguma razão que não seja a sua estranha aparência ou pequeno dote.

O romance entre estes dois depressa se torna agonizante por várias razões, pelo facto do Richard começar a desejar a Iris como um homem desesperado mas mal se atrever a tocar-lhe sequer, pelo facto da Iris querer que ele se aproxime mas porque ele se controla sempre, ela acaba por se sentir rejeitada cena após cena; e claro, o raio do segredo. WTF IS IT??

Gostei muito da Iris, do seu humor inteligente, da sua personalidade no-f*cks-to-give, da sua auto-confiança, do facto dela ser uma rapariga nada popular na sociedade, ter perfeita consciência disso, mas não sentir pena de si própria, muito pelo contrário, ela sabe que não é bonita ou um bom partido, mas sabe que é inteligente, e que se as pessoas lhe derem uma segunda oportunidade vão apreciar a sua companhia; gosto ainda da maneira como ela lida com o Richard mesmo sentindo-se ligeiramente intimidada e fora do seu elemento. A certa altura ela até admite que não sabe flirtar, e é tão engraçado quando ela depois percebe que o está a fazer com o Richard, e que ambos estão a gostar, hehe. Iris.

Quanto ao Richard, mesmo não sabendo qual é a agenda do gajo, é difícil resistir-lhe, ele nem sequer é aquele tipo de herói que se acha o maior pavão do sítio (tipo Colin), o tipo dele é muito mais subtil, ele tem a confiança serena e imperturbável de um actor de palco, às vezes até dá a impressão que ele consegue sempre o que quer só através do pensamento positivo—o próprio fica aparvalhado com a eficácia do seu grande plano. E gosto sobretudo dos diálogos fáceis entre ele a Iris, tendo ela um humor tão específico, mas surpreendentemente ele fala a mesma língua.

O segredo acabou por ser algo que eu realmente não estava à espera, e por muito que o Richard tenha agido mal, mal, muito mal com a Iris no início, é impossível não lhe dar o mínimo dos descontos.

E pronto, o meu favorito da série continua a ser o The Sum of All Kisses, ninguém bate a doida da Sarah e o Hugh, mas acho que este fica num sólido segundo lugar.

4stars

ENGoodreadsThe Book Depository

insurgente-poster-ptFui à estreia do Insurgent na quinta-feira, estava muito mais gente na sessão do que o que eu estava à espera—malditos, eu queria a sala só para mim para fangirlar à vontade sempre que o Theo aparecesse no ecrã, mas humph, raios partam as pessoas.

Adiante.

Gostei bastante da primeira metade do filme, começando por todas aquelas cenas em Amity, foi giro ver as personagens num cenário, numa situação, e até em roupas completamente diferentes do filme anterior, dei por mim a desejar que a história acabasse ali por volta dos primeiros 15 minutos, quando a Tris andava serenamente a carregar um balde de um lado para o outro, o Four brincava com as crianças, os passarinhos chilreavam por toda a parte, o sol brilhava por entre um céu azul resplandecente, campos verdejantes estendiam-se até perder a vista—sigh, este era o final que eu queria.

Entra o Eric, o Max, e mais uma dúzia de Dauntless armados e acaba-se o paraíso bucólico.

Em parte, é esse o plot do filme, Four & Tris em fuga, com os Dauntless que escolheram o lado da Jeanine nos calcanhares.

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Por outro lado temos a Jeanine com uma caixa que só pode ser aberta por um Divergente que passe todas as simulações, e o prémio será uma mensagem dos antepassados.

Eu já não me recordo o suficiente do livro para fazer comparações, mas diga-se que o livro é tão chatinho que todas as mudanças que fizeram à história neste filme foram mais do que bem-vindas.

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Do que eu não gostei assim muito:

  • as simulações para abrir a caixa – porque foram tantas e tão longas. Eu não preciso de 20 minutos de edifícios, pessoas, cenas de toda espécie geradas por computador, a desintegrarem-se. Preciso, por exemplo, assim completamente ao calhas, de mais Four a respirar.
  • afinal a Tris ainda está suicida – durante meses, pelo que via nos trailers, foi-se-me aumentando a esperança de que no filme a Tris não ia tomar a brilhante decisão de se entregar à Jeanine pela calada da noite, e que em vez disso ia falar com o Four, e juntos eles iam pensar numa alternativa não suicida e inteligente. Será que era assim tão difícil??

Hopes & dreams para os próximos filmes:

  • Mais close-ups do Four
  • Ciência que faça sentido
  • A não glorificação do suicídio ou do homicídio
  • Um final diferente




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