Rogue One: Uma História de Star Wars, o filme

01Jan17

rogue-one-posterPrimeiro post de 2017!

Isto vai relativamente curto porque não tenho assim muito a dizer sobre o Rogue One, que fui ver há cerca de uma semana numa sessão surpreendentemente tranquila em que só estavam umas cinco pessoas.

Ora então, os positivos primeiro:

  • Chirrut Imwe: I’m one with the Force. The Force is with me.  I’m one with the Force. The Force is with me. I’m one with the Force. The Force is with me. Opá, a melhor personagem. Ainda estou heartbroken.
  • K-2SO: Esta saga não seria a mesma coisa sem os seus robôs e andróides fofinhos e tão cómicos sem sequer tentarem. Este Kaytoo em particular fez-me lembrar tanto do Sheldon de Big Bang Theroy, hehe.

captain-says

Os problemas:

  • Plot repetitivo: começo a achar que não há mais ideias para fazer um novo filme Star Wars e cada um é apenas o recontar de filmes anteriores. Era mesmo necessário este filme ter como base a Jyn Erso criança ser separada dos pais e a crescer praticamente sozinha e abandonada? Quer dizer, onde é que eu já vi isto antes? A sério que não há outra plotline para começar algo nesta saga?
  • Custa-me dizer isto porque já vi estes dois actores em outros projectos e gostei bastante das prestações deles mas realmente não amei nem a Felicity Jones nem o Diego Luna nos papéis principais. Opaaaaaá, nem me perguntem porquê porque nem eu sei bem… sei lá… só não senti assim grande ligação com as personagens ou os actores. Se calhar devia era culpar a Rey, o Poe e o Finn porque gostei tanto deste trio que pensei que a coisa se ia repetir com os protagonistas do Rogue One.
  • Aquelas personagens CGI tão creepy: não sei se toda a gente notou mas o General Tarkin, aquele mau da fita que parecia um cadáver era CGI + um outro actor parecido com o actor que interpretou esta personagem no episódio IV, Peter Cushing, ele que já morreu há mais de 20 anos. Pelos vistos nem é a primeira vez que usam estas técnicas para ressuscitar o actor e com ele a personagem, mas yikes, que impressão que me fazia quando ele falava e pior, quando ele pestanejava—não parecia nada humano. Há um tipo no Youtube que fez um vídeo a explicar tudo, se estiverem interessados aqui fica o link. A Leia CGI só teve direito a uns segundos de screentime e portanto não foi tão creepy como o Tarkin, mas entretanto a Carrie Fisher também morreu e yep, multiplicou o creepy.
  • Todas aquelas mortes: não queria spoilar mas OPÁ, não estava nada a contar com aquela taxa de sobrevivência dos infernos. A sério que não podia ser ligeiramente mais positiva? Detesto personagens/destinos Jesus-like.

Claro que este não deixa de ser um filme que vale a pena ver, que vale uma ida ao cinema e o preço do bilhete mas que este Rogue One me soube a pouco lá isso soube. E pronto, é tudo, e o post já nem foi tão curto assim.

Trailers: Só me recordo que passou o do Assassin’s Creed e honestamente a ideia do Fassy como figura de acção ainda não me convenceu.

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4 Responses to “Rogue One: Uma História de Star Wars, o filme”

  1. 1 p7

    Sabes que mais? Fui ver este no dia de estreia, quando estava de férias em Tavira, na primeira sessão do dia. Também só estávamos cinco pessoas. Eu, a minha mãe, e três pessoas não relacionadas connosco, um pai com dois filhos. 😛 Foi um pouco estranho por ser um filme tão conhecido, mas no sítio que era e à hora que era…

    Ok, devo dizer que não me considero particularmente fã de SW, vi a trilogia original há séculos e só me lembro dos highlights, acho que nunca vi a trilogia mais recente toda (sou capaz de ter visto o primeiro e talvez o segundo, mas nunca o terceiro, disso tenho a certeza, e não me lembro de nada da dita, excepto mais ou menos da Padme e do Anakin), e não fui ver o VII. Sorry, sinto que devo fazer este disclaimer antes de comentar qualquer coisa de SW. xD

    Tendo dito isto, até gostei bastante, estou familiarizada com a história o suficiente para reconhecer alguns Easter eggs e referências, mas fui surpreendida em partes por não saber/lembrar de certas coisas. Toda a gente morrer foi uma surpresa; a mortandade ia a meio e eu a perceber “wait, vão matá-los a todos??? SOCORRO NÃAAAOOO”.

    A segunda parte do filme é mais emocionante, começa a apresentar uma gravidade emocional e a mostrar a fasquia elevada, o desafio que se apresenta, e dá gosto por torcer pelos personagens conseguirem o seu objectivo.

    A primeira parte? É uma mess. Salta ali entre muitos sítios e não me parece que contribua para avançar a história principal. Além disso, o filme faz um trabalho não tão bom a construir os personagens, a fazer-nos preocupar com eles. Um par de cenas eficazes para cada um, e estava a torcer por eles muito mais cedo do que quando isso realmente aconteceu. A minha preocupação e investimento no decorrer do clímax do filme teve mais a ver por compreender os sacrifícios que se fazem numa guerra, e que os bons atingem os seus objectivos aos ombros de muitos anónimos. Essa parte do filme é um bom tributo aos inúmeros anónimos. 🙂

    E pronto, acho que a falta de caracterização dos personagens leva a que os personagens da Felicity e do Diego não nos pareçam tão cativantes. Também senti o mesmo que tu; gosto de ambos os actores, mas queria ter gostado muito mais dos seus protagonistas. Queria ficar absurdamente destruída com o fim, por me preocupar demasiado com ambos.

    A piada da coisa: não notei nada de particularmente estranho com o Tarkin. Eu sabia que o nome me era familiar, mas não fazia ideia que o actor já tinha morrido. Em retrospectiva admito que o personagem, como é apresentado, pode parece algo estranho, mas na altura não notei. E a coisa da cena final da Leia deixou-me tão animada, porque compreendi que isto levava directamente ao início do Ep. IV, e adorei poder estabelecer as ligações. xD

    Bem… peço desculpa pelo testamento? Infelizmente não tenho tido ninguém com quem trocar ideias do filme. Não é que não hajam fãs de SW por aí aos pontapés, mas… como novata não me inspiram confiança para trocar ideias sobre isto. 😛

    • Mas mas mas não viste o Force Awakens?? Nooooooo! é TÃO BOM you must! Claro que agora se calhar vais achar tu que o plot repete um bocado, a Rey e a Jyn Erso têm algumas semelhanças. Deixa lá que eu também não sou fangirl da saga, e nem me lembro de metade do que acontece na trilogia mais antiguinha. Aqueles filmes com o Anakin e a Padmé são tão mauzinhos xD mas sei lá, dão uma certa graça ao franchise.

      Pois é, eles morrerem todos foi um choque, eu quando vi o Chirrut morrer já fiquei naquele estado de “pronto o meu favorito já se foi agora mais nada interessa” mas confesso que fiquei boquiaberta quando vi que eles iam morrendo todos um a um. Pensei que a Jyn ainda se ia salvar mas dammit, não havia maneira de sair dali.😦 Mas pior pior é aquela coisa que disseste, queria ter ficado completamente desolada, chorar baba e ranho com aquele final, mas só fiquei assim mais para o WTF? morrem todos? quer dizer, eu curiosa para saber se a Jyn ou outra das personagens seria o antepassado de alguma personagem do Force Awakens e eles morrem-me todos U_U

      Concordo, concordo, aquela primeira metade é um bocado messy, e não dá grande espaço para a gente se envolver emocionalmente com as personagens, a Jyn ainda por cima faz logo aquele salto de criança abandonada para adulta badass e só depois é-nos dito que ela passou por isto e por aquilo, eh. Nem aquelas cenas com o pai a morrer ali à chuva me fizeram soltar a lágrima. Agora queria fazer a comparação com a Rey mas não te quero spoilar, tu hás-de ver o filme um dia destes, JÁ DISSE QUE É TÃAAAO BOM??

      Não notaste no fake Tarkin que sorte, porque eu notei e depois sempre que ele aparecia notava ainda mais e mais e mais assim em crescimento exponencial, ao ponto de que ele já só me parecia uma personagem animada. -__-

      No way! Nada de pedir desculpas, eu também não tenho muita gente com quem falar destas coisas. Nós book bloggers somos uma espécie que repara em coisas que nem toda a gente repara e opinamos sobre coisas que nem toda a gente opina. Falar destas coisas assim numa conversa banal é estar a pedir para levar com olhares de “olha esta nerd”. E pior seria falar com super fãs de Star Wars. xD

      Edit tão estranho e engraçado ter-mos visto as duas em sessões com tão pouca gente. Eu achei que mesmo indo já depois de ter estreado há mais de uma semana ainda ia apanhar uma sessão bem cheia, afinal é Star Wars e férias para tanta gente, mas nope, 5 pessoas já contando comigo e com a minha amiga. So weird.

      • 3 p7

        Nop, não vi. Na altura pensei que era melhor actualizar-me na história antes de me meter a caminho, mas depois o objectivo de rever o resto dos filmes perdeu-se a caminho do ano. xD A ver se em 2017…

        Céus, a mortandade foi horrível. Estava com esperança que alguém se safasse, e como tu disseste, estivesse relacionado com algum dos filmes que decorre depois, mas nop. Passei dias, dias! Traumatizada. Nem pensei que ficaria tão afectada por uma coisa acerca da qual não sou assim tão fã, mas damn.

        Loooool eu achei o Tarkin um pouco esquisito, mas achei que a creepiness era de propósito, ele era evil! xD De certo modo, até é bastante adequado, porque os vilões que aparecem do Ep.IV são ele e o Vader, ou seja, só os consegues ver na sua vilania e estranheza, nunca a sua humanidade. É um pouco diferente com o Krennic (?), que me parece que é um novo vilão, só deste filme, e que consegues entender a vilania dele e a sua humanidade através das suas ambições, que o puseram a fazer esta coisa horrível para subir na vida…

        Side note: morri a rir com o comentário do Vader sobre o Krennic a engasgar-se com as suas ambições. 😄

        Acho que notamos certas coisas nas histórias sendo book bloggers porque num livro ou acertas com o ritmo da história e com a apresentação dos personagens, ou estás lixado. Num filme dá para disfarçar com efeitos especiais e imagens bonitas, mas com o nosso background estamos treinadas para notar quando algo soa mal a contar uma história. Dois exemplos:

        uma é este filme, e li esta semana http://www.tor.com/2017/01/05/least-effort-fixes-for-rogue-one/ este artigo, escrito por um escritor profissional, e que faz muito sentido. Bastava remontar um bocadinho as coisas e o filme soava logo melhor.
        outra é o Suicide Squad, que eu queria mesmo gostar pela premissa, mas foi fraquinho pelas mesmas razões: falta de desenvolvimento dos personagens e ritmo do enredo todo errado.

        Contrapondo a estes dois filmes, diria que o Guardiões da Galáxia faz o mesmo a que se propõem com muito mais sucesso. O Peter Quill é um semi-protagonista, como a Jyn é/devia ser, e tens um background e uma história dele bem delineada que te faz entender o personagem; e ao mesmo tempo tens uma história para cada um dos outros personagens e momentos que te fazem ter empatia por eles. E ainda assim, o filme sucede a criar um enredo bem montado. É possível fazer isto tudo, e por isso aborrece-me que o Rogue e o SS não o tenham conseguido fazer.

        Loool não tenho muito boas experiências com alguns fandoms e pessoas a não serem muito agradáveis com quem não concordam dentro do fandom, por isso saltar para dentro do de SW, por mais amigável que seja, não é coisa que esteja preparada para fazer. Quero dizer, estas pessoas sabem a classe de nave que aparece no ecrã! Raios, isso é intimidante. xD

      • Hehe eu a fazer a ligação com os livros/leitores/bloggers e esse reviewer profissional do link também a fazer uma comparação do género. xD Muito boa a review.

        E rapariga, tens mesmo de arranjar um tempinho para ver o Force Awakens—quer dizer não conheces o BB8 que é assim a coisa mais fofa de sempre. :3 E eu o Suicide Squad, que já estou à espera de nem gostar assim tanto mas tenho uma curiosidade mórbida. Idem para o Passengers com as suas reviews péssimas. xD


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