Eleanor & Park

01Out14
Eleanor-ParkAutor: Rainbow Rowell
Editora: Orion
Publicação: Feb, 2013 (1ªed.2012)
Formato: Paperback
Páginas: 324
Idioma: Inglês

Sinopse: Eleanor is the new girl in town, and with her chaotic family life, her mismatched clothes and unruly red hair, she couldn’t stick out more if she tried.

Park is the boy at the back of the bus. Black T-Shirts, headphones, head in a book – he thinks he’s made himself invisible. But not to Eleanor…never to Eleanor.

Slowly, steadily, through late-night conversations and an ever-growing stack of mix tapes, Eleanor and Park fall for each other. They fall in love the way you do the first time, when you’re young, and you feel as if you have nothing and everything to lose.

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Opinião:

Que malvada, Rainbow, que malvada!!

Deus me livre, antes de começar a escrever esta opinião até me deu um ataque de choro, muito mais intenso do que aquele que me deu quando estava a ler o livro, o que é estúpido estranho, mas opá, não conseguia parar de pensar na Eleanor-personagem, e nas “Eleanors” deste mundo, e foram LÁGRIMAS.

A Eleanor é a mais jovem protagonista de todos os livros da autora que já li (Fangirl, Attachments, Eleanor&Park), e no entanto é a que tem o percurso mais difícil e traumático. Passei o livro todo totalmente frustrada e zangada com a vida, porque queria tanto entrar pelas páginas dentro e dar colinho à Eleanor, gritar até não poder mais aos ouvidos da mãe dela, partir uma cadeira na cara daquele reles do padrasto, esbofetear as ordinárias que adoram humilhar a Eleanor na escola, e ARRRRGH!! chamar a polícia, a segurança social, os bombeiros se fosse preciso, mas fazer tudo e mais alguma coisa para tirá-la daquela situação.

O que me chocou mais nesta história foi a mãe da Eleanor. Aquela mãe desnaturada que é capaz de pôr um palhaço acima da felicidade, segurança, e bem-estar dos filhos, onde já se viu! Os pais são, ou deveriam ser, aquelas que pessoas que escolhem os filhos sempre, antes de tudo e de todos, o porto-seguro, a fonte de amor incondicional, especialmente quando os filhos ainda são crianças/adolescentes e estão dependentes deles, à mercê do que se passa em casa, e das pessoas que os pais admitem lá dentro, e partiu-me o coração em mil pedacinhos ver que a Eleanor, mesmo tendo pai e mãe, nunca ninguém a escolhia primeiro. Nunca. O pai é outro palhaço, completamente ausente da vida dos filhos, e a mãe, ai a mãe, GRRRRR.

Bendito seja o Park, e os pais dele, que me iam restaurando a fé na humanidade sempre que entravam em cena a fazer alguma coisa completamente normal de pais que adoram os filhos, mesmo que por vezes se gerasse algum conflito entre as partes. No meio das desgraças da Eleanor, eles iam-me fazendo rir, mais o pai do Park, que tem uma saídas hilariantes, embora se calhar o Park não seja da mesma opinião.

Se calhar devia falar mais do romance, que começa muito torto, mas lá se endireita, oh, to be young and in love! Numa palavra: adorável, como estava à espera que fosse. Afinal adorável é o estilo da Rainbow no que toca ao amor, adorável, e tortuosa e deliciosamente lento—sou fã das relações amorosas que não apressam nenhum passo, por muito pequeno que ele possa parecer, e que dão a cada um deles o deu devido valor, por exemplo aquela cena em que eles se tocam pela primeira vez, nas mãos, e ambos ficam totalmente fascinados com a experiência. Pode parecer infantil, ainda por cima com personagens tão jovens, mas não é, a Rainbow torna tudo especial. Lembro-me perfeitamente que no Fangirl, a Cath e o *spoiler* também demoram uma eternidade para se tocarem e foi tão especial, oh boy. E eles até eram mais crescidos e experientes.

O final foi agridoce, mas fiquei tão, tão feliz pela Eleanor, foi um alívio de dimensões épicas vê-la salvar-se, sobreviver àquela situação tóxica, e finalmente encontrar alguém que lhe pode dar tudo o que ela merece e que a mãe é incapaz. E como sou uma daquelas leitoras de que a Rainbow fala naquela nota final, daquelas que acreditam que as personagens continuam a sua história depois do livro acabar, acredito que a relação da Eleanor com o Park não ficou por ali. Quem sabe um dia a Rainbow não escreve uma sequela, assim uns 10, 20 anos depois—ia vender como se fosse pãezinhos quentes.

Claro que recomendo. Rainbow Rowell é uma daquelas autoras. Uma daquelas que só aparecem de vez em quando, e que transformam os leitores. De que é que estão à espera??

4stars

EN | GoodreadsThe Book Depository

waitingonwednesdayO Waiting on Wednesday é um blog hop semanal em que se posta sobre livros pelos quais se espera—e desespera.

Waiting on Wednesday é da autoria do blogue Breaking the Spine.

E esta semana no WOW, o último volume da série Heroes of Olympus, AAAAH OH MY GODS!!! Espero que o “blood” seja só por causa de uns cortezinhos sem importância na trupe. ESPERO.

Mas pronto, é desta que leio o House of Hades (volume #4), é desta.

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Título: The Blood of Olympus
Série: The Heroes of Olympus, #5
Autor: Rick Riordan
Editora: Disney-Hyperion
Páginas: 528
Publicação: 07 Outubro, 2014
Formato: Hardback
ISBN: 9781423146735
Idioma: Inglês

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Sinopse: Though the Greek and Roman crewmembers of the Argo II” have made progress in their many quests, they still seem no closer to defeating the earth mother, Gaea. Her giants have risen-all of them-and they’re stronger than ever. They must be stopped before the Feast of Spes, when Gaea plans to have two demigods sacrificed in Athens. She needs their blood-the blood of Olympus-in order to wake. The demigods are having more frequent visions of a terrible battle at Camp Half-Blood. The Roman legion from Camp Jupiter, led by Octavian, is almost within striking distance. Though it is tempting to take the Athena Parthenos to Athens to use as a secret weapon, the friends know that the huge statue belongs back on Long Island, where it might” be able to stop a war between the two camps. The Athena Parthenos will go west; the Argo II” will go east. The gods, still suffering from multiple personality disorder, are useless. How can a handful of young demigods hope to persevere against Gaea’s army of powerful giants? As dangerous as it is to head to Athens, they have no other option. They have sacrificed too much already. And if Gaea wakes, it is game over.

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falling-for-autumn-read-a-thon-banner1Participante: jen7waters
Blog anfitrião

A Falling for Autumn chegou ao fim, e posso dizer que correu bem. Consegui terminar o The Caller e The Bone Season, que estava a ler quando a read-a-thon começou—ainda tinha muitas páginas em cada livro por ler, mais de metade em cada um—e ainda consegui ler o The Giver inteirinho, e mais 257 páginas do Eleanor & Park, quase que o terminei ontem, quase, faltou-me um bocadinho assim (72 páginas para ser exacta).

Quanto aos desafios oficiais da read-a-thon consegui completar os que queria com um livro apenas, ha!

-Ler um total de 4 livros
-Ler pelo menos 150 páginas por dia
-Ler um livro que tenha uma cor associada ao Outono na capa—vermelho, laranja, dourado, castanho: The Giver
-Ler um livro com um protagonista masculino: The Giver
-Ler o primeiro ou último livro de uma série: The Giver

Aqui ficam todos os meus updates.

E pronto, é tudo. Aqui fica um abraço para a anfitriã.

hug75


english-post
* * *falling-for-autumn-read-a-thon-banner1Participant: jen7waters
Host

The challenge: to spell a fall-themed word with the first letters of book titles.

This challenge is hosted by Books & Cleverness.

And my word is:

Chestnut

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I love these little babies, boiled, roasted, raw, you name it. Chestnuts are one of my favorite things about the fall. :)


Behold!

Yep, a sequela do The Winner’s Curse já tem uma capa toda catita. Adoro o azul eléctrico e o upgrade à arma branca da Kestrel—uma espada bem afiada e shiny, espero que ela lhe dê bom uso. *gargalhada malévola*

Março de 2015, blah.

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Título: The Winner’s Crime
Autor: Marie Rutkoski
Série: The Winner’s Curse, #2
Editora: Farrar Straus Giroux
Publicação: 03 Março, 2015
ISBN: 9780374384708
Formato: Hardcover
Páginas: 416
Idioma: Inglês

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The engagement of Lady Kestrel to Valoria’s crown prince means one celebration after another. But to Kestrel it means living in a cage of her own making. As the wedding approaches, she aches to tell Arin the truth about her engagement…if she could only trust him. Yet can she even trust herself? For—unknown to Arin—Kestrel is becoming a skilled practitioner of deceit: an anonymous spy passing information to Herran, and close to uncovering a shocking secret.

As Arin enlists dangerous allies in the struggle to keep his country’s freedom, he can’t fight the suspicion that Kestrel knows more than she shows. In the end, it might not be a dagger in the dark that cuts him open, but the truth. And when that happens, Kestrel and Arin learn just how much their crimes will cost them.

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 * * *

Entretanto o primeiro livro da série já está disponível no formato paperback.

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Em português: The Giver – O Dador de Memórias, edição Everest Editora
Autor: Lois Lowry
Série: The Giver Quartet, #1
Editora: Houghton Milfin Harcourt
Publicação: 26 Abril, 1993
Formato: Ebook
Páginas: 180
Idioma: Inglês
Dystopia Reading Challenge 2014 ~ 14

Sinopse: In a world with no poverty, no crime, no sickness and no unemployment, and where every family is happy, 12-year-old Jonas is chosen to be the community’s Receiver of Memories. Under the tutelage of the Elders and an old man known as the Giver, he discovers the disturbing truth about his utopian world and struggles against the weight of its hypocrisy. With echoes of Brave New World, in this 1994 Newbery Medal winner, Lowry examines the idea that people might freely choose to give up their humanity in order to create a more stable society. Gradually Jonas learns just how costly this ordered and pain-free society can be, and boldly decides he cannot pay the price.

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Opinião:

Andava há anos para ler o The Giver, clássico moderno, Newbery Medal, banned book, mas acabou por acontecer porque queria muito ver a adaptação, e ainda como se saía o Brenton Thwaites num filme que não fosse uma sequela medíocre d’ A Lagoa Azul. I’m shallow, okay.

Esta foi uma leitura muito rápida, li o livro inteiro de uma assentada e em poucas horas, e embora isto não seja um grande feito porque afinal o livro é relativamente pequeno e direccionado para um público middle-grade, tal não teria acontecido se não estivesse aflita para saber o que ia acontecer a seguir, a seguir, e a seguir.

A premissa do The Giver é a mais básica distopia disfarçada de utopia, aquela coisa do mundo ordenado, perfeito e harmonioso, sem doenças, sem conflitos, sem guerras—um mundo homogéneo, artificial, literalmente sem cor, onde toda a gente tem um lugar e uma tarefa a cumprir, e onde na verdade reina uma apatia total e constante disfarçada de perfeição, e isto é o resultado de 1. drogas, e 2. ignorância de tudo o que alguma vez já causou o ser humano de sentir seja o que for, porque este mundo não apagou só as coisas más, mas também as boas, as que fazem a vida valer a pena.

Diga-se que os habitantes desta sociedade são tipo marionetas com sorrisos permanentemente pintados na face, que vivem como se seguissem instruções, porque a vida para eles é só um longo período com etapas estupidamente bem definidas e onde não há tempo para escolhas, erros, desvios de percurso, emoções ou sentimentos. Quem não se encaixa neste mundo ideal é excluído. DeAd, son.

A ideia é credível até um ponto, porque de facto não é difícil imaginar um futuro deste género, até que entra aquela parte da única pessoa da comunidade que se lembra da história do mundo, o antigo The Receiver/actual The Giver, passar estas memórias para seu sucessor, o protagonista, Jonas, assim:

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Queria muito que houvesse uma explicação para este fenómeno, mas, fuck logic, não há—o filme tenta fazer ali mais qualquer coisa ao colocar um limite, uma “barreira da memória” em volta das comunidades que perfazem esta sociedade, mas depois também não explica exactamente como é que aquilo funciona. Também fica por explicar porque é que se o Receiver for desta para melhor as memórias são libertadas para a população… HOW??

Espero não estar a dar a entender que não gostei deste livro, porque não é verdade, gostei, e é fácil perceber porque é que ele é um clássico, e um leitura obrigatória para miúdos e graúdos. É um livro que deixa o leitor a matutar em várias coisas, nomeadamente no que é ser humano, viver verdadeiramente e sentir todas as coisas boas e más, e como o mundo perfeito é uma ideia artificial e impraticável exactamente porque a humanidade se perde com a obtenção deste ideal, mesmo que a “imperfeição” esteja aliada à dor e à tragédia.

É um três estrelas com méritos. Inicialmente até lhe ia dar mais uma estrelinha, mas como ficaram tantas perguntas a pairar-me na minha cabeça, a torturar-me os miolos e a sanidade, fico-me por este rating.

3stars

ENGoodreadsThe Book Depository

 * * *

The Giver — O Dador de Memórias, o filme

the-giver-poster-ptLi o livro num dia e vi o filme no seguinte, o que quer dizer que tinha a história extra fresca na memória, e posso dizer que gostei bastante do que vi. No joke! Fiquei mesmo muito satisfeita com esta adaptação, primeiro porque, digam as más línguas o que disserem, o filme está bastante fiel ao livro, e depois ainda lhe acrescenta um romance adorável, que faz todo o sentido no filme, uma vez que as personagens principais são adolescentes (não tenho a certeza das idades mas talvez 16, 17?) e não crianças (12) como acontece no livro.

Não falei concretamente das personagens na opinião anterior mas, oh meu Deus, o Jonas e o Gabriel são adoráveis—o Jonas é a personificação da inocência, da curiosidade, da bondade, um autêntico Messias Jesus Cristo superstar que vê cores num mundo em tons de cinza, e ele quer tanto partilhar os feels, ora bolas, oiçam o rapaz! Decorem lá um pinheiro de Natal!

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Também gostei muito da Fiona, e da atriz que lhe deu vida (esta miúda é a nova Angelina Jolie ou quê?), ela que no livro tem pouco protagonismo, mas que no filme é o love interest e tem um papel com muito mais destaque no grande esquema das coisas.

O Jeff Bridges como The Receiver é irrepreensível, assim como a Meryl Streep no papel de Chief Elder, acho que nenhuma atriz consegue impor respeito, ser creepy, e ainda ter todo o aspecto de pessoa que precisa de um abraço forte e longo, tudo ao mesmo tempo.

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Tal como livro, o filme deixa muitas pontas soltas e perguntas sem resposta, do género, afinal aquela comunidade estava isolada do mundo e vivia naquele regime há séculos, mas entretanto havia gente fora dela a viver normalmente, tipo The Village? E como é que funciona a tal barreira? Como é que um espaço geográfico pode limitar a memória, ou, mais impressionante ainda, libertar as memórias de uma pessoa para um grupo? Preciso de respostas, dammit!! 



Esta semana na Mailbox, um debut e uma sequela, dois dos livros publicados este ano porque mais esperei e desesperei!! D':

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Lark Rising, Guardians of Tarnec #1 — Sandra Waugh | BookDepo

The Perilous Sea, The Elemental Trilogy #2 — Sherry Thomas | BookDepo

FINALMENTE THE PERILOUS SEA NAS MINHAS MÃOS MY PRECIOUS IOLANTHE E TITUS *GARGALHADA LOUCA*

E recebi ainda este giveaway prize ADORÁVEL, da Carla @ Monster Blues:

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As fotos são más mas acho que dá para perceber a fofura desta capa com corujas. :3 Ainda não tinha nenhuma destas capas/jackets de tecido.

Por dentro vinha um livro mistério—a sério, eu não sabia qual era—e correu bem porque 1. não tinha este livro e 2. já não leio Dan Brown há muito tempo. Obrigada, mais uma vez, Carla!

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O Símbolo Perdido, Robert Langdon #3 — Dan Brown | BookDepo | WOOK

E é tudo esta semana. :)

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