Under the Never Sky

21Mar12
Autor: Veronica Rossi
Série: Under The Never Sky, #1
Editora: Atom (2012)
Formato: Paperback
Páginas: 375
Idioma: Inglês

Sinopse: Worlds kept tem apart. Destiny brought them together.

Aria has lived her whole life in the protected dome of Reverie. Her entire world confined to its spaces, she’s never thought to dream of what lies beyond its doors. So when her mother goes missing, Aria knows her chances of surviving in the outer wasteland long enough to find her are slim. Then Aria meets an outsider named Perry. He’s searching for someone too. He’s also wild – a savage – but might be her best hope at staying alive. If they can survive, they are each other’s best hope for finding answers

Opinião:

Oh boy, isto vai ser longo…

Under The Never Sky passa-se num mundo futurista em que a humanidade está dividida entre os Dwellers, o pessoal que vive no Reverie, numa realidade virtual, com todas as mordomias possíveis e imaginárias; e os Savages, o pessoal que vive fora do Reverie, em tribos, e de uma maneira muito mais primitiva. As duas populações evitam-se a todo custo, pois cada uma acredita que se entrar em contacto com a outra vai morrer de uma miscelânea de doenças, para além de que no Reverie o pessoal aprende que os Savages são todos um bando de canibais. Este mundo também é constantemente alvo de tempestades eléctricas e outras adversidades, o que não torna a vida fácil para ninguém, especialmente para os Savages.

A história começa com a protagonista, Aria, uma Dweller, a querer encontrar a mãe que viajou para lá do Reverie e nunca mais deu sinais de vida, e acaba por se meter numa alhada daquelas. Aria é expulsa da sua comunidade, e deixada para apodrecer no território dos Savages, até que se cruza com um deles, Peregrine, ou só Perry, também ele uma espécie de exilado no momento, e que também anda atrás de uma pessoa, o sobrinho Talon, que foi levado pelos Dwellers.

Este livro foi o perfeito exemplo em como por vezes é preciso ter esperança e simplesmente continuar a ler. Passo a explicar, comecei o Under The Never Sky por um lado empolgada, mas por outro algo céptica, e nem foi preciso esperar muito para que a céptica em mim se começasse a rir muito da empolgada (que entretanto se sentou num canto escuro a chorar), porque as primeiras cento e tal páginas são bem difíceis de digerir, o que é uma pena porque imagino que alguns leitores desistam neste ponto e nunca chegam a ler a parte boa que é basicamente o resto do livro.

Não é que haja algo de terrivelmente errado com esta parte inicial, o problema é que consegue ser bem, bem confusa. Acontece que ao contrário de tantas outras distopias que começam por despejar resmas de wordlbuilding antes das cenas de acção, em Under The Never Sky a autora optou por uma espécie de Show, Don’t Tell, com várias coisas a acontecerem umas atrás das outras muito antes de se ter conseguido perceber os pormenores mais básicos acerca do mundo. Com a continuação da história, fica-se a perceber o que inicialmente era um grande e gordo ponto de interrogação, e até o que antes parecia ser aleatório faz sentido no fim.

Edição HarperCollins

Eu confesso que nem sequer gostei assim muito da Aria ou do Perry no princípio, achei que para além dela não ser nada de especial como heroína, também era um bocadinho parva, e que ele não passava de um irmão mais novo invejoso que se acha muito injustiçado por toda a gente, mas eles acabaram por me conquistar — a Aria porque passa por tantas dificuldades como a outcast naquele mundo que desconhece, e acerca do qual sempre lhe pintaram os piores horrores, e que mesmo assim tem vontade de seguir em frente, sobreviver, encontrar a mãe, e ainda ajudar o Perry; e este porque ajuda a Aria mesmo quando só vê nela o inimigo que lhe vai servir para encontrar o sobrinho.

A jornada destes dois, de modo a encontrarem quem procuram, é realmente a melhor parte do livro, afinal eles odeiam-se e enfurecem-se durante o caminho todo, fase que é sempre a minha favorita em plots do género, mas também porque há vários momentos mais emocionantes, e um ou outro que até me trouxeram a lágrima ao canto do olho.

Outra coisa de que gostei bastante foi das habilidades especiais dos Savages—alguns deles nascem com os sentidos muito mais apurados que o normal, e no caso do Perry isto leva a umas cenas bem engraçadas, imagine-se que ele consegue cheirar tão bem que capta emoções. Agradou-me a maneira como a autora fez uso disto, ainda que a Aria não tenha achado graça absolutamente nenhuma. Gostei ainda que mesmo havendo romance, o livro não seja só sobre dois teens que se apaixonam contra todas as probabilidades; e ainda do desfecho que foi mesmo na mouche: surpreendente, não me deixou de coração partido, fecha a história, e de certa maneira também a deixa em aberto.

De notar que, não acho que este livro seja perfeito, não só por causa daquela dificuldade inicial, mas também porque até quando já estava completamente embrenhada na história e até já gostava das personagens, não concordei com certas atitudes, e sem dúvida que algumas cenas foram apressadas, mas de qualquer maneira tiro o meu chapéu à autora por ter conseguido elevar a minha opinião do meh até ao awesome, recomendo!, já que isto não é proeza fácil. *thumbs up*

5stars

EN ǀ Goodreads ǀ The Book Depository

Aqui fica o booktrailer que é um bocadinho silly, mas que vale a pena ver porque não deixa de ser muito à frente para o trailer de um livro (mais parece de um filme, que pelos vistos vai mesmo acontecer), e que ainda por cima tem uns rapazinhos bem jeitosos. ;D

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6 Responses to “Under the Never Sky”

  1. 1 p7

    Nem tinha visto esta tua opinião, apesar de parecer um livro complicado fiquei com bastante vontade de cuscar… 😉

  2. 3 quigui

    A tua descrição inicial e o book trailer lembraram-me um pouco o Uglies. Talvez um dia te peça emprestado.


  1. 1 Matched | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 Through the Ever Night | Cuidado com o Dálmata

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