[Opinião] Murder in G Major

11Out16

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Autor: Alexia Gordon
Série: Gethsemane Brown Mysteries, #1
Editora: Henery Press
Publicado: 13 Setembro 2016 
Formato: Paperback
Páginas: 290
ISBN: 9781635110579
Idioma: Inglês
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Sinopse: With few other options, African-American classical musician Gethsemane Brown accepts a less-than-ideal position turning a group of rowdy schoolboys into an award-winning orchestra. Stranded without luggage or money in the Irish countryside, she figures any job is better than none. The perk? Housesitting a lovely cliffside cottage. The catch? The ghost of the cottage’s murdered owner haunts the place. Falsely accused of killing his wife (and himself), he begs Gethsemane to clear his name so he can rest in peace. Gethsemane’s reluctant investigation provokes a dormant killer and she soon finds herself in grave danger. As Gethsemane races to prevent a deadly encore, will she uncover the truth or star in her own farewell performance?

Opinião:

Gosto muito de usar a NetGalley para experimentar autores que de outra maneira provavelmente nunca experimentaria, especialmente autores que passam ao lado da cena mais mainstream e que são tão difíceis de saber que existem sequer. Ainda assim fazer requests é uma autêntica roleta russa, umas vezes corre bem e fico super contente por ter mais um autor para seguir, e outras vezes corre mal e ainda por cima tenho de acabar de ler o livro e escrever opinião—isto para dizer que nesta ocasião tive muita sorte e encontrei uma autora que eu espero que venha a escrever muito mais coisas e depressa, porque adorei este Murder in G Major e a sua heroína totalmente destemida, atrevida e esperta. Só não leva as cinco estrelas porque acaba num cliffhanger, dammit.

Mas voltando ao que interessa, a Gethsemane é uma protagonista absolutamente fantástica, ela que é a outsider numa pequena comunidade na Irlanda e que ainda por cima mal lá chega dá numa de Miss Marple e põe-se a remexer no passado e em assuntos pessoais de um punhado de personagens que não acham graça nenhuma ao assunto. E isto porquê? Porque ela foi viver para uma casa assombrada por um tipo que lhe pede para investigar o homicídio da esposa e já agora o dele também. É verdadeiramente notável como a Gethsemane encara todas estas estranhezas e obstáculos e provas, ela que ainda por cima tem mais que fazer no seu novo emprego como professora de música numa escola só para rapazes, com uma competição a aproximar-se. Acima de tudo adorei aquela atitude cínica dela em relação a tudo e todos, sobretudo com aqueles que a tentam enganar de alguma forma. Tão spirit animal esta Gethsemane.

Mais coisas, adorei a relação dela com os seus alunos, aliás, gostava que tivesse havido muitas mais cenas com eles que são assim uma mistura saudável de rebeldes com introvertidos, todos muito respeitadores; com o quase/espero-que-venha-a-ser love interest e compincha no crime Francis Grennan, que é outro grande nerd e que está claramente apanhadinho—é tão engraçado vê-lo a tentar disfarçar hehe (slow-burn FTW!); e claro, com o Eamon, a assombração, eles desenvolvem uma relação de profunda amizade ao longo da narrativa, por muito que por vezes resmunguem sem parar um com o outro.

Histórias a envolver fantasmas e coisas do género podem muito facilmente cair no ridículo e eu ainda por cima sou muito alérgica àquela coisa de impor regras à morte e à vida no Além, porque uns eram assim e vão para o paraíso, e outros porque eram assado e vão para o inferno, e outros porque nem eram assim nem assado não vão para lado nenhum e ficam a rondar para sempre entre os vivos e etc em parvoíces, o que me deixou ligeiramente de pé atrás quando a certa altura o Eamon revela que ele próprio só pode fazer isto e aquilo, mas no grande esquema das coisas isto acabou por não me aborrecer nada, até porque acho que autora não exagerou no tema.

Outro ponto super positivo que foi o facto de tudo o que se passa nesta história ter um propósito, todos os momentos, todos os diálogos, todas as cenas são mais uma pecinha do grande puzzle que é o mistério da morte do Eamon e da sua esposa. Mesmo que no momento nem a Gethsemane nem eu como leitora tivéssemos percebido.

Recomendo completamente, esta que é uma história super absorvente, que é contada com propósito e mestria muito para além da experiência da autora, dado que este é o seu livro de estreia; uma história em que a sequência de eventos foi clara e cuidadosamente pensada para convergir num final que só não foi espectacular porque este é o primeiro volume de uma série e a autora decidiu arrastar os problemas do Eamon e da Gethsemane até à sequela ou sequelas, não sei. Queeeero tanto.

4stars

EN | Goodreads | The Book Depository


2 Responses to “[Opinião] Murder in G Major”

  1. Oi Carla

    Se meu inglês fosse ao menos razoável eu embarcaria com certeza nessa autora. Super amo histórias de detetives e mais ainda se forem eles amadores e muito mais se estamos falando de mulheres destemidas e curiosas….haha Oh meu Deus, como eu gostaria de poder ler esse livro. Já tentei ler alguns livros do Netgalley, ok, digamos que fui teimosa ao tentar ler uma fantasia como minha primeira experiencia lendo em inglês, talvez eu devesse tentar outro gênero primeiro… Enfim, levarei essa preciosidade anotada em minha lista, quem sabe nesses próximos feriados navideños eu acabe me animando e me presenteie lendo algo em inglês….
    Adoro tuas resenhas, pouco comento porque às vezes o tempo é curtinho, mas hoje passo aqui com mais calma pra dizer que teu blog é um dos que mais gosto por justamente trazer conteúdo diferente e variado.

    Beijos

    • Olá Alice!

      Pois é, histórias com detectives amadores podem ser leituras super divertidas, adoro acompanhar cada momento da investigação, especialmente quando ela é feita com os protagonistas basicamente a serem uns grandes coscuvilheiros e a darem cabo do juízo à polícia. Este foi mesmo um grande achado, se bem que agora já percebi que a editora deste, a Henery Press, tem muitos autores de mistérios do género, nem de propósito esta semana fiz request de outro murder mystery, espero que seja tão bom quanto este.😀

      Pois, a fantasia às vezes consegue ser uma leitura muito lenta e difícil de perceber tudo à primeira, eu própria que já me considero uma leitora de inglês muito experiente às vezes ainda tenho dificuldades com high fantasy, aquele género em que os autores criam todo um novo mundo e usam palavras inventadas e etc, portanto imagino que a tua primeira leitura não tenha sido a melhor experiência. Olha gostas de romance? é um bom género para começar a ler em inglês, a minha prima nunca pensou que conseguiria ler em inglês mas tinha muita raiva de eu ter estantes cheias de livros que ela queria ler mas que estavam e inglês e ela nunca tinha experimentado, até que experimentou e adorou e já lhe emprestei sei lá quantos livros. Ela agora é tão viciada em Julia Quinn quanto eu.

      Aww, as coisas bonitas que tu me dizes! obrigada. Fico muito feliz, a sério.🙂


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