[Opinião] When a Scot Ties the Knot

15Ago16
when-a-scot-ties-the-knotEm português: A Prometida do Capitão
Autor: Tessa Dare
Série: Castles Ever After, #3
Editora: Avon Books
Publicado: Agosto, 2016 
Formato: Paperback
Páginas: 384
ISBN: 9780062349026
Idioma: Inglês

Sinopse: On the cusp of her first London season, Miss Madeline Gracechurch was shyly pretty and talented with a drawing pencil, but hopelessly awkward with gentlemen. She was certain to be a dismal failure on the London marriage mart. So Maddie did what generations of shy, awkward young ladies have done: she invented a sweetheart.
A Scottish sweetheart. One who was handsome and honorable and devoted to her, but conveniently never around. Maddie poured her heart into writing the imaginary Captain MacKenzie letter after letter … and by pretending to be devastated when he was (not really) killed in battle, she managed to avoid the pressures of London society entirely.
Until years later, when this kilted Highland lover of her imaginings shows up in the flesh. The real Captain Logan MacKenzie arrives on her doorstep—handsome as anything, but not entirely honorable. He’s wounded, jaded, in possession of her letters… and ready to make good on every promise Maddie never expected to keep.

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Opinião:

O primeiro livro que li da Tessa Dare e tadah! ele conseguiu quebrar a maldição que se apoderou da minha relação com o romance histórico recentemente. Acontece que as minhas últimas leituras dentro do género não me agradaram nada e andava um bocadinho farta, e foi então que decidi que o melhor remédio era pegar noutro romance histórico e o When a Scot Ties the Knot estava mesmo ali à mão. A minha lógica acabou por funcionar porque gostei tanto do que li que fui logo a correr encomendar outro livro da autora.

A heroína desta história, Maddie, é uma nerd muito tímida e introvertida com resmas de talento para o desenho, especificamente para a ilustração científica, que sofre de ataques de ansiedade e de pânico quando está em público e por causa disso não quer participar da Season e ter que lidar com pessoas (taaaão relatable), e é então que ela inventa um noivo escocês, Captain Logan MacKenzie, que convenientemente está longe, de serviço, durante anos e anos, mas com quem ela “troca correspondência” regularmente.

O problema é que existe mesmo um Captain Logan MacKenzie no exército e a Maddie passa anos a enviar de facto as cartas, pensando que elas acabam num canto escuro algures por abrir, mas ha! o Logan leu tudo e sabe de tudo e certo dia aparece-lhe à porta sem as melhores das intenções. Acho que é fácil imaginar o choque da Maddie e a minha risota.

Gostei muito da maneira como a relação dos dois avança ao longo da história, a Maddie precisa de tempo para se habituar à ideia de que aquele homem existe e está ali tão perto, e mesmo com o Logan a inicialmente ser um precipitado do caraças, acaba por não ser um brutamontes e a respeitar as vontades dela (yay! not a jerk!). Os romances que ficam ali no banho-maria a aquecer, a amolecer, a derreter, lentamente, sem pressas, até chegar ao ponto certo são os meus favoritos, então quando isto é combinado com cenas e diálogos cómicos é a cereja no topo do bolo—tudo coisas em abundância neste livro. Desde as próprias peripécias entre a Maddie e o Logan, até às pet lobsters (yep, pet lobsters) Fluffy e Rex, com quem a Maddie desabafa tantas vezes, passando ali pelo bando de soldados que anda atrás do Logan, quais cãozinhos abandonados, e que me proporcionaram tantas gargalhadas sempre que tentam dar-lhe conselhos para conquistar a Maddie. Que cromos adoráveis, a sério. Gostava que pelo menos um deles tivesse direito ao seu próprio livro.

Também gostei que a Maddie embora fosse uma donzela tímida e practicamente uma reclusa, não fosse uma ignorante total em assuntos que normalmente as heroínas deste tipo de cenário são. Surpreendeu-me, fez-me sorrir de aprovação e levou uns quantos “you go girl”. Dito isto, confesso que o Logan também me surpreendeu pela positiva com umas revelações das quais eu não estava nada à espera, uma em particular que gostava tanto de falar sobre mas acho que é spoiler e não devo… mas… posso pôr o texto a branco para quem estiver curioso, cá vai: ele foi sempre fiel à amada fictícia, OMG! Nem queria acreditar quando li que ele se manteve ali no celibato durante quase 10 anos, aaaah! Isto é tão anormal, mas tão bem-vindo, no romance histórico que eu fiquei parva para a minha vida. Honestamente irrita-me quando praticamente todos os heróis do género são grandes rakes e manwhores que têm amantes atrás de amantes e fazem da conquista de mulheres um desporto. E tudo porque são homens e um homem precisa de sexo tal como precisa de ar para sobreviver, ugh, vómito. Pois bem, aqui está o Logan a apresentar os recibos. *fim de spoiler a branco*

Claro que há um ou outro cliché aqui e ali, e não vou dizer que esta foi uma leitura fora de série, totalmente espectacular tipo The Viscount Who Loved Me ou Romancing Mr Bridgerton, porque não foi, mas foi tão agradável e divertida, que mesmo não sendo perfeita, não consigo apontar-lhe um único defeito que me manche a opinião.

Em suma, um romance muito light e adorável, fofinho mesmo, com personagens que vale a pena conhecer, e um percurso com obstáculos mas sem grandes dramas ou angst em demasia—tudo o que eu estava a precisar no momento. Sem dúvida que recomendo para quem aprecia o género.

4stars

EN | Goodreads | The Book Depository | WOOK

* * *

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4 Responses to “[Opinião] When a Scot Ties the Knot”

  1. 1 p7

    You did it!😀

    Céus, ainda estou para ver como é que cartas escritas a fingir vão parar às mãos dum tipo qualquer. xD Elas estavam endereçadas a alguém em especial??? xD

    • Yes! yay me!😀

      Neste caso a Maddie teve muito azar (ou muita sorte) porque ela escolheu um nome à sorte para o noivo imaginário, Logan MacKenzie, mas o Logan MacKenzie existia mesmo. xD
      Eu tive ali vários momentos de facepalm com a Maddie, especialmente quando percebi que ela ENVIAVA mesmo as cartas. Eu suponho que neste caso de cartas para um membro do exército que de momento está a colocado não seria dificil elas irem ter ao destinatário mesmo que só levassem um nome. Já não é a primeira vez que leio um histórico em que a moça envia cartas para um soldado e na altura já fiquei com a dúvida de como é que ele as recebia. Um dia destes ainda hei-de perguntar à minha tia que enviava resmas de cartas ao meu tio quando ele estava no Ultramar. xD

      • 3 p7

        Ai meu Deus. Primeiro escolheu um nome que existia??? Credo. E depois enviava-as??? triplo facepalm É que podia fingir que enviava. Porque ao enviar, se não fossem entregues arriscava-se a que voltassem para trás, e isso não daria nas vistas? :S

        É assim, pela patente e o nome deve dar para ir lá ter. O exército naquela altura já teria capacidades para ter um registo preciso sobre que soldados tinha aonde, e quem fazia parte de que batalhões e assim. Imagino que o próprio exército se encarregaria da entrega. :S

      • Isso é um daqueles pormenores que decidi ignorar, estava-me a divertir demais com a Maddie para ligar a plot holes. xD Mas sim, toda aquela parte de enviar mesmo as cartas e dos riscos associados é a risota. Ou então não devolviam cartas naquela altura, hehe.


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