[Opinião] Tell Me Three Things

03Jul16
Tell Me Three Things
Autor: Julie Buxbaum
Editora: Delacorte Press
Publicado: 05 Abril, 2016 
Formato: ebook
Páginas: 336
ASIN: B011G3HBFQ
Idioma: Inglês

Sinopse: Everything about Jessie is wrong. At least, that’s what it feels like during her first week as a junior at her new ultra-intimidating prep school in Los Angeles. It’s been barely two years since her mother’s death, and because her father eloped with a woman he met online, Jessie has been forced to move across the country to live with her stepmonster and her pretentious teenage son.
Just when she’s thinking about hightailing it back to Chicago, she gets an email from a person calling themselves Somebody/Nobody (SN for short), offering to help her navigate the wilds of Wood Valley High School. Is it an elaborate hoax? Or can she rely on SN for some much-needed help?
In a leap of faith—or an act of complete desperation—Jessie begins to rely on SN, and SN quickly becomes her lifeline and closest ally. Jessie can’t help wanting to meet SN in person. But are some mysteries better left unsolved?

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Opinião:

***Sem triângulo amoroso***

O YA contemporâneo com o high school como pano de fundo é sempre muito hit or miss para mim, em parte porque o género é muito propenso a abusar dos clichés e a basicamente parecer o enredo de mais um american teen movie, e eu nem sequer vou tentar fazer-me de snobe e dizer que não aprecio nada este tipo de história, nope, ela tem o seu charme e se não for mais nada pelo menos é sempre entretenimento garantido, mas realmente prefiro que, quando no formato de livro, ela se descole o mais possível desta tendência, que a narrativa tenha camadas e mais camadas e ainda camadas surpresa, e que acima de tudo me presenteie com personagens com as quais me consigo identificar e com as quais me preocupo sem sequer tentar.

Isto para dizer que o Tell Me Three Things acabou por ser uma mistura destas duas coisas—há de facto um ou outro cliché, um ou outro plot device/plot twist que não é de todo original, mas nada disto teve direito a eyeroll porque gostei muito da heroína, Jessie, que é assim pró nerdy/socially awkward, da sua voz franca e sarcástica, do seu percurso emocionalmente atribulado, e do romance que mete um love interest anónimo que lhe envia mensagens tipo You’ve Got Mail e que eu confesso ser uma das minhas fraquezas. Adoro o trope do correspondente anónimo, adoro.

O que acontece é que a Jessie perdeu a mãe faz uns dois anos e o pai voltou a casar assim de um momento para o outro com uma dondoca que mora noutro estado, o que obrigou a Jessie a deixar casa, escola, amizades e tudo mais que lhe é familiar para trás e a recomeçar num novo lugar onde toda a gente parece ser “mais” do que ela em todos os aspectos. E a única coisa que a vai ajudar a superar a solidão, a estranheza de tudo e ainda uma certa revolta é o Somebody/Nobody, SN for short, alguém que a conhece da escola e a quer ajudar mas que se quer manter no anonimato. (E que eu não vou revelar quem é.)

As conversas via mensagens entre estes dois foram das minhas coisas favoritas desta história, e eu até gostava que o anonimato tivesse durado mais uns meses e que este livro fosse mais longo de modo a haver mais daquelas trocas. Também foi divertido ver a Jessie tentar adivinhar quem seria o moço, ainda por cima quando eu adivinhei logo mal eles têm uma cena juntos mas ela passa o livro todo clueless e a pensar que é este e aquele, com o verdadeiro SN ali tão pertinho. Tão dorks, a sério, é a melhor maneira de os descrever.

Romance fofinho à parte, a Jessie deixava-me de rastos sempre que mencionava a mãe, e ainda mais de rastos fiquei quando terminei o livro e li numa nota da autora que ela passou por esta situação quando era adolescente e que portanto, esta história era em parte autobiográfica. Nem sequer vou comentar porque fico já aqui toda destabilizada. Nope. Nope. Nope.

Em suma, uma leitura rápida, cativante e muito comovente que me fez querer ler mais coisas da Julie Buxbaum. Recomendo para quem gosta de se aventurar no YA contemporâneo ou para quem gosta de histórias, à falta de melhor palavra, “fofinhas” mas com substância.

4stars

EN | Goodreads | The Book Depository


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