Favoritos 2015

13Jan16

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Yay! O artigo dos Favoritos! Demorei a escrever tudo o que queria mas finalmente terminei e tadah cá está ele. Honestamente, acho que as minhas escolhas nem vão ser assim muito surpreendentes porque ao longo do ano já tinha carimbado a maior parte delas como leituras favoritas do ano, ora nas próprias opiniões, ora nos Top Tens, mas ‘bora lá fazer isto outra vez porque a repetição faz maravilhas pela minha ansiedade.😀

Portanto:

The Scorpio Races, Maggie Stiefvater — Começo com o grande favorito do ano, título e autora, porque (re)descobri a Stiefvater em 2015 e oh meu Deus, porque é que ela andou escondida de mim este tempo todo?! O Scorpio Races era tudo o que eu queria e precisava e tudo e tudo e tudo. A protagonista, Kate Connolly rapidamente se transformou numa das minha heroínas favoritas de sempre—adoro o carácter dela completamente sem falsidade ou pretensões, a maneira como ela diz o que tem de ser dito seja a quem for, a maneira como ela ama os irmãos acima de tudo, a maneira como ela não desiste do que quer fazer mesmo quando parece que nada está a seu favor. O romance é deliciosamente lento e awkward, exactamente como eu gosto. RECOMENDO EM MAIÚSCULAS. ★★★★★ | Opinião

The Raven Boys, The Dream Thieves e Blue Lily, Lily Blue, Maggie Stiefvater — Claro que depois do Scorpio Races me ter deixado num absoluto estado de êxtase atirei-me sem pestanejar ao Raven Cycle. Há muito que queria experimentar esta série mas tinha receios, em retrospectiva gostava de poder agarrar nos meus próprios ombros e abanar-me com força, porque o que eu andei a perder. A história, combinada com o estilo da Maggie e o seu humor, é diferente de tudo o que eu já li até hoje; já as personagens são absolutamente fantásticas, FANTÁSTICAS, tanto os protagonistas como as personagens secundárias e até os vilões. O único “problema” desta série é que há um cliffhanger do mal no ar deste os primórdios do primeiro livro e que se arrasta ao longo dos três volumes e que dá com uma pessoa em doida. Custa-me dizer isto mas, de certa maneira, este sofrimento acaba por fazer parte da experiência de ler o Raven Cycle. Recomendo sem reservas, acima de tudo porque vale tanto a pena conhecer estas personagens. ★★★★★ | Opinião

Grave Mercy e Dark Triumph, Robin LaFevers — Hidden gem da fantasia. Já disse isto antes e repito, o estilo da LaFevers faz-me lembrar muito da Juliet e eu não podia estar mais feliz por ter juntado mais uma autora extraordinária do género à minha lista de obrigatórios—o problema agora é esperar que a LaFevers escreva mais coisas, will she ever?? D: As protagonistas desta série são fenomenais, badass, guerreiras até ao tutano mas ao mesmo tempo tão vulneráveis e com tantos demónios interiores. Estes livros fizeram-me sentir tudo. Tudo. Recomendo, recomendo, recomendo. ★★★★★

Tower of Thorns, Juliet Marillier — Mais um mistério para Blackthorn & Grim, mais uma carga de trabalhos e chatices para a Blackthorn, mais um desafio interior para o Grim, mais uma viagem de emoções para mim. Esta sequela segue a mesma fórmula do Dreamer’s Pool, com a dupla a ter que ir investigar o que se passa numa determinada torre onde vive uma criatura um tanto ruidosa, no entanto o ponto forte desta sequela para mim acabou por ser a evolução das personagens, tanto como indivíduos—mesmo que tenha sido preciso repetir erros para ver a luz; e tanto como dupla—now kiss!; e ainda todas aquelas revelações relativas ao passado de cada um, especialmente do Grim, ele deixa-me numa agonia, a sério. Como é possível já estarmos em 2016 e *ainda* não ser possível entrar num livro e abraçar uma personagem? Como? ★★★★★

Winter, Marissa MeyerIn a nutshell: montanha-russa de emoções. Credo, que desfecho, ora estava tudo bem, tão bem, ora estava tudo mal, tão mal, ora estava o grupo reunido e eu com um sorriso de orelha a orelha, ora estava o grupo desfeito e eu com um frown tão profundo que se me formava uma unibrow. A Marissa realmente deu-lhe forte e feio neste desfecho e não poupou nem no bloodshed nem nas cenas chocantes—ainda mal posso crer que ela fez aquilo ao Wolf, e aquilo à Cress, e aquilo ao Thorne. Um calmante, se faz favor! No meio do caos e da loucura, a Winter e o Jacin levam a taça, porque, oh meu Deus, eles são o casal mais adorável de que há memória. Gostava tanto de uma sequela só com eles nas mais variadas aventuras. ★★★★★

Illusions of Fate, Kiersten White  — Mais uma protagonista fantástica, destemida e teimosa que eu adorei de morte. O romance neste livro é completamente adorável, do género insta para ele, e não-quero!-mas-sinto-coisas para ela. Achei o máximo as semelhanças com o Howl’s Moving Castle, quase como se fosse um retelling muito criativo e num mundo totalmente diferente.  ★★★★★ | Opinião

The Winner’s Crime, Marie Rutkoski — Opá, gostava de ter dado cinco estrelinhas a este mas aaaah que nervos, que ódio, QUE RAIVA!! Que vontade de esbofetear toda a gente, que vontade de esganar o Arin até ele ficar inconsciente e dormir um soninho que, com alguma sorte, lhe descansava o cérebro e o deixava pensar outra vez com alguma lucidez, porque Deus do céu, PORQUE É QUE ELE É TÃO ESTÚPIDO?! Esta série trás o pior de mim ao de cima, fico a ver tudo vermelho. E ainda por cima isto piora com o tempo, não estava tão enraivecida quando terminei o livro. Mas agora: grrrrrr. ★★★★☆ | Opinião

Ruby Red, Sapphire Blue & Emerald Green, Kerstin Gier — Surpreendentemente, a trilogia Ruby Red também foi das minhas leituras favoritas de 2015—“surpreendentemente” porque já tinha ouvido falar tanto desta série mas por alguma razão não achei que fosse a minha praia, e, bem, estava redondamente enganada. Acima de tudo gostei da heroína, Gwenny, que me divertiu tanto. A história em si envolve time-travel e é um bocadinho silly às vezes, mas nem isso, nem nada conseguiu diminuir a minha admiração pela série. ★★★★★ | Opinião

The Girl on the Train, Paula Hawkins — Este leva o prémio de unputdownable do ano, ainda me lembro como ignorei, com muito custo, fome e sede e pausas de qualquer origem para saber o que raio se estava a passar neste livro e o que é que aconteceu à Megan e basicamente ver sem interrupções tudo em que o desastre ambulante Rachel Watson se metia e respectivas embaraçosas consequências. Sofri de um severo caso de secondhand embarrassment durante toda a leitura do The Girl on the Train. ★★★★☆

Saga. Vol.4Saga Vol.5Brian K. Vaughan & Fiona Staples — Saga é aquela coisa, nunca desponta, é sempre genial, emocionante, surpreendente e hilariante. O único problema é que sabe sempre a pouco. Minto, há outro problema, o facto do final de cada volume ter quase sempre uma revelação que me deixa KO, e eu não posso fazer nada porque o volume termina imediatamente a seguir. Não está correcto. ★★★★★

Life in Outer Space, Melissa Keil — Uma das melhores surpresas do ano para mim, adorei o protagonista que é tão cómico e um grande nerd, o seu grupo de amigos—todos eles uns miúdos adoráveis, e claro, a sua crush que é a miúda mais cool, amorosa e simpática. Outra coisa que gostei muito acerca deste livro foi o facto da autora conseguir dar a volta a uns quantos clichés no que toca ao romance YA no high school. ★★★★★ | Opinião

Every Last Word, Tamara Ireland Stone — O Every Last Word foi uma das leituras mais emocionantes de 2015 para mim (entenda-se: CHORADEIRA). A protagonista, Sam, sofre de OCD, e as mil e uma dúvidas, medos e inseguranças dela fizeram com que esta personagem me tocasse lá no fundo do coração, naquela parte que dói. Há uma revelação bem chocante na parte final deste livro e que me deixou em parte KO, em parte num estado de awe com a perícia da autora.  ★★★★☆

A Little Something Different, Sandy Hall — Protagonistas extremamente tímidos e socially awkward, a sofrer de um severo caso de amor à distância quando vivem ali tão pertinho um do outro. Tão fofo este livro, a sério, não há melhor palavra para o descrever. Também é muito cómico e completamente doido com um esquilo e um banco de jardim a terem direito a POVs. ★★★★☆ | Opinião

The Fill-in Boyfriend, Kasie West — O The Fill-in Boyfriend foi a minha estreia em Kasie West e fiquei bem impressionada porque a autora consegue contar uma história que pode não ter nada de extraordinário mas que reflecte tão bem acontecimentos e pessoas que é quase como se eu conhecesse aquelas personagens na vida real, e que ainda por cima, totalmente sem eu estar à espera, me pôs as emoções à flor da pele. Esta história envolve ainda um fake-boyfriend, que é um dos meus plot devices favoritos pela simples razão de que é tão divertido ver duas pessoas a fingir uma relação que querem que seja de verdade mas acham que outro não quer e que só lhes está a fazer um grande favor e yep, é coisa boa. ★★★★☆ | Opinião

First & Then, Emma Mills — Outro romance que me apanhou desprevenida por ser mais complexo e emocionante do que o que eu estava à espera. O First & Then é em parte inspirado no Pride & Prejudice mas desengane-se quem pensa que este é um retelling linear que usa cena por cena do P&P, nada disso, a autora conseguiu pegar em alguns pontos chave e depois afastou-se o mais possível da história, contando a sua própria, o que me agradou bastante. A minha coisa favorita acerca deste livro acabou por ser a relação da protagonista com o seu primo, que está a passar por um mau bocado e, bem, foram lágrimas. O miúdo deixou-me de rastos. ★★★★☆ | Opinião

Emmy & Oliver, Robin Benway — Este foi a última boa surpresa do ano para mim, e mais um que parecia ser apenas um romance light e fofinho, mas nope, houve alturas em que me pegou no coração e lhe deu uns apertões e uns abanões e ouch, que me dói. Adorei o casal protagonista, a maneira fácil como eles se entendem, mesmo quando parece que tudo é tão estranho e complicado. ★★★★☆

His Christmas Gift, Sarah MayberryHis Christmas Gift é um pequeno livro que li só por causa de uma read-a-thon festiva e que acabou por me deixar rendida e a desejar que tivesse muito mais páginas ou uma sequela—ele fez-me rir, fez-me chorar, fez-me sentir tudo e mais alguma coisa pelo meio, surpreendeu-me várias vezes, e eu sei lá como é que tantas emoções resultaram de um livro tão pequeno. O romance é completamente delicioso, com as personagens principais a apaixonarem-se devagar, devagarinho, primeiro criando uma cumplicidade que me deixou literalmente colada ao ecrã do telemóvel a sorrir e a suspirar e coisas. O herói, Sawyer, é um encanto, tímido, humilde, atencioso e tão jeitoso. #CuteLumberjacksFTW. ★★★★☆ | Opinião

Neanderthal Seeks Human & Neanderthal Marries Human, Penny Reid — TÃO divertido. Esta autora é genial e cómica e eu amo a maneira como ela aplica isso na heroína, Janie. O romance é muito engraçado porque parece que autora se conteve muito quando escreveu o primeiro livro, mas depois no segundo perdeu a cabeça. Recomendo porque é uma história muito romântica, muito intensa, cómica e ainda por cima repleta de factos interessantes—e outros nem por isso—porque é assim que o super cérebro da Janie funciona. ★★★★☆ | Opinião

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Mas que vem a ser isto, não é? Menções honrosas de quatro estrelas quando na lista de cima tenho vários livros com o mesmo rating? Concordo que é estranho mas na minha cabeça faz sentido. *shrugs*

End of Days, Susan EeEnd of Days! O desfecho da história da extraordinária Penryn que eu amo de morte. Desesperei tanto por este livro, tive tanto medo, um ou dois ataques de ansiedade naquela semana do lançamento, pesadelos! Porque, a sério, esta série é tão dark que eu só conseguia imaginar um final trágico. Mas, yay! correu bem, e Deus do céu todas as cenas Penryn & Raffe!! A Susan Ee foi outra que se conteve, conteve, conteve ao longo de dois livros e depois soltou a franga no terceiro, bem haja. O meu problema com este desfecho acabou por ser tudo o resto para além do romance e dos protagonistas. O Beliel teve mais protagonismo do que o que eu queria e precisava, sobretudo no último livro de uma trilogia, e também achei a batalha final um bocadinho anticlimática, aquela cena com o palco e as actuações deixou-me num estado de WTF? ★★★★☆

Fairest, Marissa Meyer — Li o Fairest num completo estado de fascínio e horror, a Levana é tão louca, tão sem escrúpulos, completamente delirante e sem noção nenhuma da realidade. Parte do meu horror também veio do facto de que dei por mim a sentir um bocadinho assim pequenino, minúsculo, tão minúsculo de pena dela porque realmente a irmã era maquiavélica e ela nunca teve hipótese. Chega a ser irónico como ao querer livrar-se da Cinder ela acabou por salvá-la, aquela família não bate bem do miolo e crescer em Luna parece que só piora exponencialmente as coisas. Nas menções honrosas só porque a Levana não tem direito à mesma categoria da Winter, da Cress, da Scarlet e da Cinder. ★★★★☆ | Opinião

Carry On, Rainbow Rowell — Rainbow Rowell é fantástica a escrever romance de todas as maneiras e feitios e oh meu Deus, o que eu não fangirlei com o Simon e o Baz o tempo todo, o meu problema foi com tudo o resto, o mundo, plot e até as personagens secundárias—tudo isto me deixou um bocadinho de pé atrás. O mundo e a história em si são demasiado parecidos com o Harry Potter, ao ponto de me deixar desconfortável; e quanto às personagens, secundárias, foi muito estranho mas não consegui gostar nem da Penelope, nem da Agatha, nem de ninguém. Portanto, quatro estrelinhas para o Simon e o Baz e o romance. ★★★★☆

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Em suma, 2015 foi o ano de Maggie Stiefvater, do romance contemporâneo e das heroínas extraordinárias. Nice.

Stay tuned para o giveaway, que deve aparecer por aqui nos próximos dias.

confeti



2 Responses to “Favoritos 2015”


  1. 1 Wrap-up dos desafios de leitura 2015 | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 [Top Ten Tuesday] As 5 estrelas mais recentes | Cuidado com o Dálmata

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