[Opinião] The Raven Boys

28Out15
raven-boysAutor: Maggie Stiefvater
Série: The Raven Cycle, #1
Editora: Scholastic UK
Publicado: Setembro, 2012
Formato: Paperback
Páginas: 421
ISBN: 9781407134611
Idioma: Inglês

Sinopse: Blue has spent the majority of her sixteen years being told that if she kisses her true love, he will die. When Blue meets Gansey’s spirit on the corpse road she knows there is only one reason why—either he is her true love or she has killed him.
Determined to find out the truth, Blue becomes involved with the Raven Boys, four boys from the local private school (lead by Gansey) who are on a quest to discover Glendower—a lost ancient Welsh King who is buried somewhere along the Virginia ley line. Whoever finds him will be granted a supernatural favour.
Never before has Blue felt such magic around her. But is Gansey her true love? She can’t imagine a time she would feel like that, and she is adamant not to be the reason for his death. Where will fate lead them?

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Opinião:

O meu plano era começar a ler esta série após o lançamento do último livro e só depois de ter a certeza de que ela não terminava em tragédia-que-me-vai-deixar-marcada-para-o-resto-da-vida, mas depois li o The Scorpio Races e não consegui esperar até 2016 para ler mais Maggie Stiefvater. Tem graça que antes de me apaixonar por esta autora por causa do Scorpio Races, já tinha lido o Shiver mas como não fiquei fã da história na altura, durante muito tempo nem olhei duas vezes para outros livros dela, até que de súbito o Scorpio Races veio-me parar às mãos e oh boy.

Adiante.

The Raven Boys é o primeiro volume do quarteto The Raven Cycle, um livro introdutório sobre uma longa, complexa e misteriosa jornada a envolver um grupo de adolescentes, um rei adormecido, uma rede mística de linhas de poder, visões futuras, espíritos e ainda um número vasto de praticantes—e de práticas—de ocultismo. Ainda assim ele consegue ter a sua própria história no grande esquema das coisas, o seu próprio vilão, e sei lá eu como em apenas 421 páginas, dar a conhecer tanto sobre todas as personagens e seus relacionamentos.

Concretamente, o que se passa é que há um grupo de rapazes, Gansey, Adam, Ronan e Noah, que anda à procura de Glendower, um herói galês, governante no século quinze, que supostamente está adormecido e escondido algures em Henrietta (Virginia, EUA), à espera de ser encontrado e acordado—quem o conseguir fazer poderá pedir-lhe o que quiser. A esta boyband junta-se Blue, uma heroína muito decente, esperta, com garra e completamente sem papas na língua—o que me fez lembrar tanto da Kate do Scorpio Races.

Foi absolutamente delicioso ver este grupo formar-se, interagir, criar laços, aventurar-se na procura do Glendower, neste primeiro capítulo da série ainda com uma dose saudável e cómica de estranheza porque ainda que os rapazes já estejam habituados uns aos outros, eles têm personalidades muito diferentes e cada um tem uma maneira de lidar com o facto de, de súbito, haver uma pessoa nova nas suas vidas.

Podia ficar aqui horas a escrever sobre tudo o que gostei acerca das personagens, principais e secundárias, cada uma é fascinante à sua maneira; os rapazes, todos com histórias tão diferentes e que se vão desenrolando aos bocadinhos, conseguiram, um a um, deixar-me com o coração apertadinho—o Gansey que supostamente só tem mais um ano de vida (não é spoiler, diz na sinopse!), o Adam por todos os abusos que sofre em casa, o Ronan com todos os seus demónios interiores agravados pela dor da perda do pai, e o Noah, que ainda assim tem a história mais trágica de todas mas não posso desenvolver porque é spoiler. Confesso que tenho um amor mais intenso pelo Ronan porque ele diverte-me horrores, já para não falar na sua Chainsaw, oh meu Deus! amo a Chainsaw, AMO (pet baby raven!!!).

Quanto ao romance, okay, o meu ódio por triângulos é internacionalmente conhecido e é um bocadinho difícil para mim dizer se há um ou não neste livro, porque sim, é um facto de que a Blue se vê ligeiramente dividida entre dois dos rapazes, no entanto, por causa da profecia “if she kisses her true love, he will die“, ela não se mete em relações sérias com ninguém, ponto. Já para não falar que um dos rapazes só pensa no Glendower e nem parece reparar que a Blue é uma rapariga a maior parte do tempo. E depois ainda há o facto do romance não ser o foco desta história, e de nenhum dos envolvidos no pseudo-triângulo me ter massacrado a paciência com o assunto.

Que me falta dizer? Escrita e personagens fabulosas, narração cómica—mesmo durante cenas trágicas ou mórbidas—, uma jornada com ajudas e obstáculos ora normais, ora paranormais, romance com promessa de slow-burn, e ainda um pet baby raven! Pet baby raven!! Maggie Stiefvater escreve YA como ninguém, com os clichés à parte, completamente a outro nível. Recomendo.

5stars

GoodreadsThe Book Depository


One Response to “[Opinião] The Raven Boys”


  1. 1 [Opinião] The Dream Thieves | Cuidado com o Dálmata

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