[Opinião] Mechanica

11Ago15
mechanicaAutor: Betsy Cornwell
Editora: Clarion Books
Publicação: 25 Agosto, 2015
Formato: ebook/eARC
Páginas: 304
Idioma: Inglês

Sinopse: Nicolette’s awful stepsisters call her “Mechanica” to demean her, but the nickname fits: she learned to be an inventor at her mother’s knee. Her mom is gone now, though, and the Steps have turned her into a servant in her own home.

But on her sixteenth birthday, Nicolette discovers a secret workshop in the cellar and begins to dare to imagine a new life for herself. Could the mysterious books and tools hidden there—and the mechanical menagerie, led by a tiny metal horse named Jules—be the key to escaping her dreary existence? With a technological exposition and royal ball on the horizon, the timing might just be perfect for Nicolette to earn her freedom at last.

Gorgeous prose and themes of social justice and family shine in this richly imagined Cinderella retelling about an indomitable inventor who finds her prince… but realizes she doesn’t want a fairy tale happy ending after all.

Opinião:

***Esta review contém ligeiros spoilers***

Já li o Mechanica há bastante tempo (Abril), e isto porque a autora teve a generosidade de me enviar uma eARC quando o livro ainda nem estava disponível na NetGalley—many thanks!

Dito isto, infelizmente não posso escrever a opinião que queria—super positiva e cheia de exclamações do género “Recomendo! Vão ler este livro já!!”, porque embora Mechanica tenha uma premissa muito interessante (steampunk Cinderella) e um início verdadeiramente promissor, o meu entusiasmo ao longo da leitura foi diminuindo, diminuindo, diminuindo, até que a coisa descambou ali perto do final, e não houve volta a dar.

E porquê? Ora, a heroína desta história é Nicolette, uma moça cheia de genica que me deixava psicologicamente de rastos com todas as tarefas que conseguia fazer no espaço de um dia para as suas horríveis meias-irmãs e madrasta aka the Steps, sem nunca parar um momento para reflectir na vida e sentir pena de si própria. Ela quer muito seguir os passos da mãe, que inventava e construía todo o tipo de criaturas mecanizadas que chegavam a ser sencientes, de tal forma que quem adquiria estas invenções até as tratava como animais de estimação, mas Nicolette nunca chegou a saber qual era o segredo da mãe para praticamente dar vida às suas construções de metal e vidro, e depois também há o pequeno pormenor dela ser a escrava das Steps e de só ter tempo para se dedicar às suas invenções quando elas estão a dormir ou passam horas em eventos chiques.

Esta coisa das criaturas foi a primeira coisa que me foi desiludindo à medida que a história avança, porque por muito que elas sejam adoráveis, eu estava à espera de uma explicação concreta para a sua existência, mas a autora fica-se por falar vagamente de uma espécie de pó ou cinzas mágicas e bibbidi-bobbidi-boo, it lives! Isto é especialmente frustrante porque neste mundo de Mechanica há os humanos comuns, e depois há uma outra espécie de pessoas com uma aparência, costumes e origem diferentes, que são vistas como inferiores na sociedade, e eles sim, possuem uma magia qualquer, mas autora nunca chega a fazer uma ligação concreta entre a mãe da Nicolette e este povo, o que me deixou moderadamente estupefacta.

O romance até não começa mal, mas oh meu Deus, quando eu pensava que estava a ler sobre um casal fofinho, afinal estava a ler sobre uma heroína que se apaixona por um rapaz com quem interagiu prai duas vezes durante breves instantes, e ainda por cima um idiota que gosta de outra pessoa mas que ainda assim pede a Nicolette em casamento. O QUÊÊÊÊÊ?? É isso mesmo que acabei de dizer. Ele ama outra rapariga—mas também gosta da Nicolette, e diz-lhe isto com todas as palavras. A outra rapariga também não se importa nada com esta situação—eu honestamente cheguei a um ponto em que pensei que elas o iam partilhar, ew. Tão, tão bizarro.

Portanto, check! para o triângulo amoroso surpresa—o que vale menos uma estrela no meu rating.

Outra das minhas queixas em relação a este livro foi o facto das Steps praticamente desaparecerem da história na parte final, como se a autora já não tivesse paciência para as incluir nas cenas, o que é pena porque eu gostava de ter visto a reacção delas ao sucesso da Nicolette.

Em suma, não é um livro mau, mas também não é espectacular ou assim tão criativo. A impressão com que fiquei é que a autora até não tinha uma má ideia e inclusivamente começou bem, mas que a meio do caminho já não sabia bem como continuar e portanto decidiu recorrer a plot twists, uns cliché, outros estranhos/que não fazem muito sentido, para compensar o facto de que não consegue avançar com tudo o resto. Autora: “Okay, como é que explico as criaturas mágicas? E as cinzas? As outras pessoas? Como é que faço para o romance evoluir? Como é que explico a amizade do love interest com aquela outra rapariga? Dammit, não sei, não sei, e não sei. Deixa-me tornar esta amizade num triângulo para distrair os leitores, eles nem vão reparar nas pontas soltas!” … Yeah, right… >_>

Nota: contrariamente à crença popular, este livro não tem nada a ver com Cinder—excepto serem ambos inspirados na Cinderela.

2stars

 EN | GoodreadsThe Book Depository


One Response to “[Opinião] Mechanica”


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