[Opinião] The Girl on the Train

06Maio15
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Autor: Paula Hawkins
Editora: Riverhead/Penguin
Publicado: Jan, 2015 
Formato: ebook
Páginas: 336
Idioma: Inglês

Sinopse: Rachel takes the same commuter train every morning. Every day she rattles down the track, flashes past a stretch of cozy suburban homes, and stops at the signal that allows her to daily watch the same couple breakfasting on their deck. She’s even started to feel like she knows them. “Jess and Jason,” she calls them. Their life—as she sees it—is perfect. Not unlike the life she recently lost.
And then she sees something shocking. It’s only a minute until the train moves on, but it’s enough. Now everything’s changed. Unable to keep it to herself, Rachel offers what she knows to the police, and becomes inextricably entwined in what happens next, as well as in the lives of everyone involved. Has she done more harm than good?

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Opinião:

The Girl on the Train foi uma leitura totalmente alucinante e surpreendente, mal consegui pausar para fazer seja o que fosse, ao ponto de ter feito maratona de prai cinco horas seguidas para terminar o livro e obter respostas.

A protagonista, Rachel, é uma personagem fragilizada por um conjunto de situações que lhe aconteceram nos últimos anos, e tudo começou quando ela ainda era casada e não conseguia engravidar, o que resultou numa bola de neve de acontecimentos infelizes e que a transformaram na pessoa solitária, auto-destrutiva, e por vezes difícil de gostar, que ela é hoje. Mais concretamente ela é uma alcoólica hardcore, daquelas que acordam de manhã e a primeira coisa que fazem é acabar a garrafa de vinho do dia anterior—e se não sobrou nada, vai a correr à mercearia da esquina—, ela está constantemente a atazanar o ex-marido e a sua nova família, ela inventa histórias e mente às autoridades, entre outras cenas facepalm do género, conclusão: sofri de tanto embaraço alheio por causa dela. Raaaachel, STOP. Por outro lado também é tão fácil querer vê-la bem, querer que ela dê a volta por cima, querer que ela dê um novo rumo à sua vida.

Uma coisa que me tocou lá no fundo do coração em relação à Rachel foi o facto dela ter a vida de pernas para o ar, dela saber que as pessoas não a levam a sério, e ainda assim decidir envolver-se na investigação do desaparecimento de uma jovem mulher, Megan Hipwell, que ela costumava ver através da janela quando viajava de comboio todos os dias. Ela quer ajudar em parte porque sabe algo sobre Megan, algo que ela viu certa vez numa das suas viagens de comboio; e ainda para que o marido de Megan, que ela acha que é uma vítima nesta história, não seja visto como suspeito. O problema é que para fazer isto ela tem de contar à polícia a verdade sobre a sua situação, e é tão triste vê-la tentar ajudar, mesmo isso lhe custando uma valente humilhação, e na volta ser tratada com desprezo. Deu-me uma raiva.

O enredo desta história alimenta-se muito do mistério por detrás dos episódios de blackout alcoólico da Rachel, isto é, do que ela não se lembra que aconteceu e viu quando estava perdida de bêbeda, no limiar da consciência. A situação é tão má que a certa altura eu, e até a própria Rachel, ficamos a achar que ela pode estar envolvida da pior maneira no desaparecimento de Megan, qual Dr Jekyll e Mr Hyde. Não quero spoilar este livro para ninguém, mas posso dizer que de facto a chave deste mistério está num desses vários momentos de blackout, e que o desfecho deste livro foi muito surpreendente e satisfatório para mim como leitora—ainda que trágico para algumas personagens.

Em suma, uma leitura altamente viciante, um enredo cheio de plot twists, e uma história onde nem tudo, nem todos são o que parecem ser. Recomendo, não só a apreciadores de thrillers/mistérios/crime, até porque este livro não é só sobre o desaparecimento de uma mulher, mas principalmente sobre a luta de outra para voltar a ter controlo da sua vida.

A versão tuga, A Rapariga no Comboio, tem publicação prevista para 08 de Junho deste ano, com edição da Topseller.

Nota: este livro vai ser adaptado ao cinema pela DreamWorks.

4stars

ENGoodreads | The Book Depository


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