[Opinião] The Winner’s Crime

25Mar15
winner's-crime-PB-UKAutor: Marie Rutkoski
Série: The Winner’s Trilogy, #2
Editora: Bloomsbury
Publicação: Março, 2015 
Formato: Paperback
Páginas: 400
Idioma: Inglês

Sinopse: Lady Kestrel’s engagement to Valoria’s crown prince calls for great celebration: balls and performances, fireworks and revelry. But to Kestrel it means a cage of her own making. Embedded in the imperial court as a spy, she lives and breathes deceit and cannot confide in the one person she really longs to trust…
While Arin fights to keep his country’s freedom from the hands of his enemy, he suspects that Kestrel knows more than she shows. As Kestrel comes closer to uncovering a shocking secret, it might not be a dagger in the dark that cuts him open, but the truth.
Lies will come undone, and Kestrel and Arin learn just how much their crimes will cost them in this second book in the breathtaking
Winner’s trilogy.

Opinião:

* * * Sem triângulo amoroso * * *

Bem, isto foi doloroso. Claro que já estava à espera desta sequela não ser pêra doce, só nunca pensei que me esperasse tamanha dose de dor atroz, embrulhada numa camada de puro desespero, atada com uma fitinha a dizer: “Continua exactamente daqui a um ano. Enjoy!

rocking-back-forth

Porra, que é mesmo angustiante este livro. Pergunto-me se a Rutkoski é algum tipo de dementor que se alimenta da felicidade dos leitores, porque foi isso que senti o tempo todo ao ler o The Winner’s Crime, como se todas as coisas boas e felizes que existiam dentro de mim tivessem sido lentamente sugadas por uma criatura que andou a pairar à minha volta durante os quatro dias que precisei para ler este livro.

Entenda-se que esta é uma sequela brilhante, maravilhei-me com a criatividade de alguns elementos, com a beleza da escrita, com a destreza e genialidade da autora, com a maneira como ela consegue construir esta história aos bocadinhos, por camadas, sem revelar tudo de uma vez—tantas vezes determinadas cenas parecem ser só um à parte, um pormenor sem importância no grande esquema das coisas, mas vai na volta, dez, vinte, trinta capítulos mais tarde aquilo torna-se crucial para o que está a acontecer no presente, e o meu cérebro fazia poof! 

Quanto às personagens, fiquei a gostar muito mais da Kestrel depois deste segundo livro, não é que eu não gostasse dela antes, mas havia ali qualquer coisa que não permitia que ela caísse totalmente nas minhas boas graças, de certa maneira o final até parece um castigo—agora que consigo admirar esta personagem na totalidade, por tudo o que ela fez, por tudo o que ela tentou fazer, por tudo o que ela passou, por tudo o que ela arriscou, o raio do livro termina daquela maneira. Aaaargh!

Arin – Opá, eu por um lado percebo-o, que mais pode um gajo fazer, não é? A Kestrel passa o livro inteiro a desejar a presença, a proximidade dele, quando ele está ausente, e a rejeitá-lo da maneira mais snobe possível quando ele está presente. Tendo em conta que ele só se apercebe desta última parte, que ela só faz para o proteger, óbvio que só há maneira dele sair magoado. Em todo o caso gostava que naquela parte final ele tivesse posto os neurónios a funcionar mais um bocadinho, pensa meu idiota, PENSA. Este livro é uma aflição.

Verex – O Verex é o filho do imperador, o príncipe que está noivo da Kestrel, e claro que fui para esta história decidida a odiá-lo com todas as forças, mas surpresa! não foi preciso—numa parte inicial, com aquelas atitudes de pobre menino rico com daddy issues, ele só me conseguiu causar uns reviramentos de olhos, depois ao longo da narrativa fui percebendo cada vez mais esta personagem, e acontece que ele é só mais um peão infeliz nas mãos do imperador, e acabei por gostar bastante da amizade que se forma entre ele e a Kestrel. Contra todas as probabilidades ele é um aliado, e eu tenho cá para mim que se calhar ele ainda vai ser uma mais valia para o desfecho da série. Não há componente romântica qualquer na relação dele com a Kestrel. Zero.

Tensen – F*CKBOY. Tanto ódio por esta pessoa. Grrrr.

Pai da Kestrel – A maior desilusão deste livro, mas não posso comentar muito mais porque spoilers. Só espero é que a Kestrel não se prejudique mais por causa do pai.

Imperador – Isto é uma cobra autêntica que aqui anda. Mal posso esperar para ler o que lhe espera no último livro. Figas para que seja estupidamente doloroso e que dure muitas horas.

Jess – A ex-melhor amiga. Tão parvinha esta miúda, a sério. Que raio de amiga é que fica chateada daquela maneira porque quer que a Kestrel faça isto e aquilo, mas a Kestrel não quer…? Credo, já não chega a Kestrel ser manipulada constantemente pelo imperador e pelo pai, ainda tinha de ser a boneca da Jess? Ugh.

Roshar – Mais um aliado interessante. Conseguiu divertir-me naquelas cenas em que se põe a atazanar o Arin quase como se fosse um irmão ou um velho amigo, o Arin precisa de mais pessoas assim à volta dele.

E pronto, quem conseguir esperar mais um ano para começar ou continuar a ler esta série, recomendo que o faça, porque de facto estes livros são super angustiantes, especialmente este segundo volume, aquela parte final, aquele cliffhanger do mal, AAAAAHH—era isso que eu teria feito se tivesse conhecimento do verdadeiro horror que são aquelas páginas finais. Em nome da boa saúde mental.

4stars

ENGoodreadsThe Book Depository


2 Responses to “[Opinião] The Winner’s Crime”


  1. 1 Favoritos 2015 | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 2015 End of the Year Book Survey | Cuidado com o Dálmata

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