[Opinião] The Secrets of Sir Richard Kenworthy

23Mar15

The Secrets of Sir Richard Kenworthy - 01/02

Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet, #4
Editora: Avon
Publicação: 27 Jan, 2015
Formato: Mass Market Paperback
Páginas: 378
Idioma: Inglês

Sinopse: Sir Richard Kenworthy has less than a month to find a bride. He knows he can’t be too picky, but when he sees Iris Smythe-Smith hiding behind her cello at her family’s infamous musicale, he thinks he might have struck gold. She’s the type of girl you don’t notice until the second—or third—look, but there’s something about her, something simmering under the surface, and he knows she’s the one.

Iris Smythe-Smith is used to being underestimated. With her pale hair and quiet, sly wit she tends to blend into the background, and she likes it that way. So when Richard Kenworthy demands an introduction, she is suspicious. He flirts, he charms, he gives every impression of a man falling in love, but she can’t quite believe it’s all true. When his proposal of marriage turns into a compromising position that forces the issue, she can’t help thinking that he’s hiding something… even as her heart tells her to say yes.

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Opinião:

Just Like Heaven, A Night Like This, The Sum of All Kisses, The Secrets of Sir Richard Kenworthyand that’s a wrap!

Opá que saudades eu vou ter das Smythe-Smith, daqueles concertos horrendos, da pseudo-surdez crónica das mães e tias, do embaraço sem fim das artistas, da agonia dos convidados que proporcionam as cenas mais hilariantes, e claro, das mini Smythe-Smith/Pleinsworths que infelizmente só tiveram direito a uma cena neste livro (eu queria muito mais!).

Este último volume é o da Iris, a única Smythe-Smith que consegue tocar o seu instrumento (violoncelo) com moderado talento, mas ainda assim ela detesta actuar nos musicais, porque no meio do quarteto dos infernos mal se nota que uma das performers sabe o que está a fazer.

Devido à sua extrema palidez e falta de cor no geral, a Iris está habituada a ser invisível, raramente um gentleman olha para ela duas vezes, no entanto ela não se chateia nada com isso, muito pelo contrário, durante os bailes ela prefere acomodar-se nas periferias e observar os outros. Até que o dia do malfadado concerto anual chega e vai-se lá entender, mas está um homem, deveras jeitoso, a observá-la o tempo todo. Whaaa?

Este é o herói, Richard Kenworthy, e o que eu não me ri com ele naquela cena que antecede o concerto—e durante. Ao contrário do amigo que o arrastou ao evento, o Richard nunca tinha assistido a um musical das Smythe-Smith, nem fazia a mínima do que o esperava, e o relato dele fez-me dobrar de riso.

O título deste livro é muito apropriado, porque por mais que se tente perceber o que há de errado com o Richard, qual é o motivo escondido para ele de súbito prestar tanta atenção à Iris, é impossível lá chegar. O próprio vai dando umas hints acerca do assunto e dá pelo menos para entender que a razão não está presente, que está longe, possivelmente na sua propriedade, que fica no norte, e é preocupante porque QUE RAIO VAIS TU FAZER À IRIS, you smooth motherf*cker? E porquê a pressa? Qual é o mistério, Dick?? Entretanto a Iris está a ficar caidinha por ele, mesmo sabendo que algo não bate certo, e que o Richard quer-se casar com ela por alguma razão que não seja a sua estranha aparência ou pequeno dote.

O romance entre estes dois depressa se torna agonizante por várias razões, pelo facto do Richard começar a desejar a Iris como um homem desesperado mas mal se atrever a tocar-lhe sequer, pelo facto da Iris querer que ele se aproxime mas porque ele se controla sempre, ela acaba por se sentir rejeitada cena após cena; e claro, o raio do segredo. WTF IS IT??

Gostei muito da Iris, do seu humor inteligente, da sua personalidade no-f*cks-to-give, da sua auto-confiança, do facto dela ser uma rapariga nada popular na sociedade, ter perfeita consciência disso, mas não sentir pena de si própria, muito pelo contrário, ela sabe que não é bonita ou um bom partido, mas sabe que é inteligente, e que se as pessoas lhe derem uma segunda oportunidade vão apreciar a sua companhia; gosto ainda da maneira como ela lida com o Richard mesmo sentindo-se ligeiramente intimidada e fora do seu elemento. A certa altura ela até admite que não sabe flirtar, e é tão engraçado quando ela depois percebe que o está a fazer com o Richard, e que ambos estão a gostar, hehe. Iris.

Quanto ao Richard, mesmo não sabendo qual é a agenda do gajo, é difícil resistir-lhe, ele nem sequer é aquele tipo de herói que se acha o maior pavão do sítio (tipo Colin), o tipo dele é muito mais subtil, ele tem a confiança serena e imperturbável de um actor de palco, às vezes até dá a impressão que ele consegue sempre o que quer só através do pensamento positivo—o próprio fica aparvalhado com a eficácia do seu grande plano. E gosto sobretudo dos diálogos fáceis entre ele a Iris, tendo ela um humor tão específico, mas surpreendentemente ele fala a mesma língua.

O segredo acabou por ser algo que eu realmente não estava à espera, e por muito que o Richard tenha agido mal, mal, muito mal com a Iris no início, é impossível não lhe dar o mínimo dos descontos.

E pronto, o meu favorito da série continua a ser o The Sum of All Kisses, ninguém bate a doida da Sarah e o Hugh, mas acho que este fica num sólido segundo lugar.

4stars

ENGoodreadsThe Book Depository


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