[Opinião] Ruby Red (livro) e Rubinrot (filme)

16Mar15
ruby-red2
Título original: Rubinrot
Título em português: Rubi
Autor: Kerstin Gier
Série: The Ruby Red Trilogy, #1
Editora: St Martin’s Press
Publicado: Março, 2015 (1ª ed.2009)
Formato: Paperback
Páginas: 352
Idioma: Inglês

Sinopse: Sixteen-year-old Gwen lives with her extended—and rather eccentric—family in an exclusive London neighborhood. In spite of her ancestors’ peculiar history, she’s had a relatively normal life so far. The time-traveling gene that runs like a secret thread through the female half of the family is supposed to have skipped over Gwen, so she hasn’t been introduced to “the mysteries,” and can spend her time hanging out with her best friend, Lesly. It comes as an unwelcome surprise when she starts taking sudden, uncontrolled leaps into the past.

She’s totally unprepared for time travel, not to mention all that comes with it: fancy clothes, archaic manners, a mysterious secret society, and Gideon, her time-traveling counterpart. He’s obnoxious, a know-it-all, and possibly the best-looking guy she’s seen in any centrury…

Opinião:

Acho que não teria lido o Ruby Red se não tivesse sido pelas meninas do read-along, até porque eu nem votei nele para ser lido no romance paranormal, mas depois queria participar na leitura e lá me juntei à festa, assim um bocado às cegas, e correu bem!

Ruby Red conta a história de Gwen, uma adolescente com uma vida mais ou menos normal, até que completa os malfadados dezasseis anos de idade, e descobre que consegue viajar no tempo sem que ela tenha controlo algum sobre isso. Isto ainda a vai obrigar a envolver-se com uma sociedade secreta, cujos membros se recusam a dar-lhe todas as respostas que ela quer e precisa. Ainda por cima ela é o Ruby, a última viajante de uma linhagem muito antiga, e possuiu um talento/magia especial, que eu suponho que esteja de alguma forma ligado a uma profecia, mas isso fica para as cenas dos próximos capítulos.

Os viajantes normalmente são treinados desde tenra idade nas mais diversas áreas, história, línguas, etiqueta, etc, isto é o que lhes permite passarem despercebidos quando viajam para séculos totalmente diferentes daqueles em que eles nasceram—mas como a Gwen entrou nesta coisa de time travel aos trambolhões, não tem preparo nenhum para o que lhe espera, e isto naturalmente resulta numas cenas bem divertidas, e outras nem tanto.

O ponto forte deste livro para mim é a Gwen, o que eu não me diverti com esta rapariga, ela é tão engraçada, tão esperta, tão tola, tão cheia de genica, e tão boa pessoa sem ser uma Mary Sue, que eu acho impossível alguém ler este livro e ficar-lhe indiferente, mesmo sendo o plot completamente louco e improvável. E outra coisa, este livro foi originalmente escrito em alemão, eu li a tradução inglesa, que, diga-se, está impecável, mas ainda assim por vezes nota-se uma ligeira estranheza, mais nos diálogos, mas não é que isso para mim torna o livro ainda mais engraçado?? Não sei se é porque ajuda à confusão geral em que se torna a vida da Gwen, já que a maior parte do tempo ela não sabe bem o que se está a passar… opá, não sei, só sei que não me incomodou nada.

Os dois únicos problemas deste livro para mim foram: 1. acontecer pouca coisa, este é sem dúvida um livro introdutório, fica-se a conhecer o mundo e ideia da história no geral, mas no fim ainda ficam tantas perguntas no ar à espera de resposta, e por muito que a pobre da Gwen ande o livro todo às avessas, a tentar perceber onde é que se encaixa nesta loucura dos viajantes do tempo, no fim fiquei com a sensação que pouco ou nada tinha acontecido; e 2. a maneira como acaba, honestamente aquilo não parece um final (ou sequer cliffhanger), parece ser apenas o parágrafo que a editora achou por bem ser o último, para poder dividir a história por mais volumes e vender mais livros. Malvados.

Dito isto, quero muito ler os próximos livros da série (já estão a caminho! :D), e, Jasus, ver o próximo filme!! Desespero***

Inicialmente tinha dado a este livro três estrelas, mas estava a escrever a opinião e não parava de pensar que não me sentia bem com esse rating, por isso aqui fica o upgrade para as quatro estrelas—até porque eu gostei mesmo da Gwen, e para mim as personagens são sempre o mais importante.

4stars

ENGoodreads | WOOK | The Book Depository

* * *

Rubinrot, o filme

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Quanto ao filme, oh meu Deus, vou-me repetir, mas é tão divertido, e está fiel ao livro quase até ao ponto do exagero, embora a ordem de alguns acontecimentos tenha sido trocada, e haja algumas cenas novas, que, na minha humilde opinião, foram um excelente acréscimo, até porque como disse antes, o livro é muito introdutório, e falta-lhe assim qualquer coisa mais… intensa, conclusiva, o que sem dúvida foi conseguido com os tais acréscimos.

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E nota-se tão bem que os alemães são os maiores picuinhas no que diz respeito a pormenores e a querer fazer tudo certinho e direitinho, prova número 2 (a número 1 é o que já disse antes acerca da adaptação estar muito fiel): os actores escolhidos para os papéis principais parece que foram literalmente arrancados das páginas do livro, não só a nível físico, mas por causa das interpretações.

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Absolutamente tudo o que eu disse sobre a Gwen-livro posso repetir para a Gwen-filme, ainda por cima a atriz que a interpreta é tão—e à falta de melhor palavra—fofinha, tão adorável, um boneca autêntica, que só apetece pegar nela, protegê-la de todos os males do mundo, e fazer-lhe trancinhas no cabelo; por outro lado é terrivelmente divertido vê-la meter-se em embrulhadas de toda a espécie, tropeçar, cair, espalhar todo o conteúdo da carteira no chão, espalmar o tabuleiro do almoço na camisola, ficar completamente descomposta na presença do Gideon, ainda por cima ela é super pálida e fica logo com as maçãs do rosto rosadinhas, haha, tão divertido.

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Quanto ao Gideon, de quem eu nem falei na opinião do livro, o moço é tão convencido, mas tão totó ao mesmo tempo, aquela combinação forehead slap perfeita. O Gideon sabe fazer tudo, esgrima, danças de época, krav maga, ele toca violino, consegue desbobinar por ordem todos os reis de Inglaterra, de trás para a frente se for preciso, entre outras coisas, até que lhe aparece uma Gwen no caminho e ai meu Deus, a minha missão! Ela não sabe fazer nada! Vai destruir todo o meu trabalho! Ela nem sabe quem sucedeu os Stuarts em 1702! Quer dizer?? 

Cala o bico, Gideon! xD

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Mas ele na verdade tem bom coração e *gasps* sentido de humor, e isso vai-se notando cada vez mais ao longo do filme. Até porque eu não suporto jerks, e posso dizer que ele não é um—é mais um betinho, e como tal tem um bocadinho a mania.

E um guarda-roupa asqueroso prai dois ou três tamanhos acima.

E um cabelinho a precisar de um corte urgente.

(De resto, é muito jeitoso.)

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A parte final é muito emocionante, ia-me dando uma paragem cardiorrespiratória por causa da Gwenny, mas não quero spoilar.

Em suma, um filme muito boa onda, divertido, romântico, e que funciona como um complemento do livro. Quero tanto ver o Saphirblau, que tem tão bom aspecto, aaah! *O*

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Nota: Vi o Rubinrot com a dobragem em inglês porque foi o que arranjei, e posso recomendar. Ainda que seja estranho pensar que estou a ver um filme originalmente falado em alemão, quando as personagens são suposto ser britânicas, e a dobragem ainda faz o desfavor de ser com sotaque americano. A alternativa é ver com o audio original, alemão, arranjar subtitles em inglês, e ter as personagens a fazer de conta que são naturais de Londres. Basicamente é ignorar estes pormenores e ver uma versão qualquer, pela Gwenny, vale a pena!

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7 Responses to “[Opinião] Ruby Red (livro) e Rubinrot (filme)”

  1. Olá 🙂
    No filme só não gostei da parte do baile. Acho que a forma que o beijo aconteceu no livro foi bastante melhor. No filme pareceu a tipica cena dos filmes teen americanos. Mas de resto gostei mais do romance no filme.

    O livro para mim foi muito apressado. Ficamos a querer mais. Mal posso esperar para começar o Safira.
    Beijinhos

    • Aw, eu gostei do beijo durante a dança :3 (embora tenhas razão, é super teen movie, toda a cena lembra muito o prom do twilight). Coitados, eles tentam várias vezes antes mas alguém interrompe sempre dammit, e finalmente durante o baile tiveram um momento só deles.

      Concordo, o romance está muito melhor no filme, também acho que aquelas cenas extra ajudam, o livro dá-nos muita informação, mas depois acaba ali no meio de uma cena e parece que nem há tempo para desenvolver o romance. Ainda bem que fizeram um filme com 2 horas, dá tempo para tudo e mais alguma coisa.

      Idem! Quero muito saber o que vem aí 😀

  2. Oi!! Amei a resenha!! Onde você comprou o livro? Ele estava em inglês ou pt?


  1. 1 Filmes e Séries 2015 | Cuidado com o Dálmata

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