[Opinião] The Book of Ivy

20Jan15
the-book-of-ivyAutor: Amy Engel
Editora: Entangled Teen
Publicação: Nov, 2014
Formato: Paperback
Páginas: 304
Idioma: Inglês

Sinopse: After a brutal nuclear war, the United States was left decimated. A small group of survivors eventually banded together, but only after more conflict over which family would govern the new nation. The Westfalls lost. Fifty years later, peace and control are maintained by marrying the daughters of the losing side to the sons of the winning group in a yearly ritual.
This year, it is my turn.
My name is Ivy Westfall, and my mission is simple: to kill the president’s son—my soon-to-be husband—and restore the Westfall family to power.
But Bishop Lattimer is either a very skilled actor or he’s not the cruel, heartless boy my family warned me to expect. He might even be the one person in this world who truly understands me. But there is no escape from my fate. I am the only one who can restore the Westfall legacy.
Because Bishop must die. And I must be the one to kill him…

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Opinião:

* * * Sem insta-love ou triângulo amoroso * * *

Uma agradável surpresa o The Book of Ivy, e nem sequer é um livro muito complexo—aliás, foi isso que mais gostei nele, o facto de ser essencialmente um romance dentro de uma utopia-distopia. Ainda por cima na altura em que o li estava mesmo a precisar de algo mais light, que pudesse consumir e digerir rapidamente sem dar muitos nós no cérebro, e foi isso exactamente que este livro me proporcionou.

Também confesso que com as dystopias, um género que tenho lido muito nos últimos anos (porque gosto, claro), chego a um ponto em que já pouco ou nada é novidade, e cada novo livro dentro do género que começo a ler é só mais uma história de uma rapariga que quer mandar abaixo o governo e acabar com as injustiças sociais—por isso, foi refrescante ler algo dentro do género que dá mais destaque ao romance do que a outra coisa qualquer.

No entanto, o The Book of Ivy também lida com o tipo de plot habitual das dystopias—a protagonista, Ivy, é obrigada a casar-se com o filho do todo o poderoso do sítio, e o plano é assassiná-lo, seguido do sogro, para que o seu pai e apoiantes, tomem o poder. Ela não quer fazer isto, mas por outro lado quer agradar ao pai e à irmã e lá aceita o seu destino; entretanto ela também está à espera da tarefa se revelar relativamente fácil, porque está a contar que o futuro esposo seja um desgraçado que a trate mal, que seja violento, que a obrigue a fazer coisas que ela não quer, e sabe-se lá mais o quê (ela toda a vida ouviu histórias deste género, e que ocorrem frequentemente com outras raparigas), mas acontece que o Bishop está completamente do outro lado do espectro deste perfil, e ainda por cima é giro que se farta todos os dias.

Gostei bastante de acompanhar o dia-a-dia dos recém-casados, especialmente porque depois da Ivy se aperceber que o Bishop é boa gente, é super divertido vê-la a não saber como lidar com isso. Ela parte para este casamento à espera de se mostrar uma esposa submissa e super obediente, e fica completamente a leste do que fazer ou como se comportar à volta de um rapaz simpático e atencioso, que desde o primeiro dia dorme no sofá para que ela tenha o quarto só para si, que cozinha porque sabe que não é grande fã, que se oferece para lavar a roupa, embora nem saiba como, que lhe trás uma caixinha de morangos porque se lembra de ela uma vez dizer que gostava muito do fruto, entre outras coisas do género.

Embora a complexidade do mundo não seja o forte deste livro, para mim ele compensa noutros aspectos, e já nem estou a falar do romance deliciosamente lento e adorável, mas sim no percurso da protagonista, como ela cresce, ganha personalidade e ideias próprias, e como ela finalmente consegue sair da sombra do pai e da irmã, e ver como eles a usam para os seus propósitos sem se preocuparem muito com ela.

O que me leva à parte final, que é de uma pessoa ficar a puxar os cabelos, a Ivy quer salvar toda a gente—o Bishop, o pai, a irmã, as ene raparigas que todos os anos são obrigadas a casar com rapazes que não conhecem—nem que a única maneira de o fazer acabe por a excluir deste grupo. IVY, NO.

A má notícia é que a sequela, The Revolution of Ivy, tem publicação marcada para Novembro deste ano—ainda falta taaanto; e a boa notícia é que esta série é apenas uma duologia, o que significa que há menos probabilidade da autora se pôr a encher chouriços. Venha.

4stars

ENGoodreadsThe Book Depository


One Response to “[Opinião] The Book of Ivy”


  1. 1 [Waiting on Wednesday] The Revolution of Ivy | Cuidado com o Dálmata

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