[Opinião] The Chaos of Stars

29Dez14
The Chaos of StarsAutor: Kiersten White
Editora: HarperTeen
Publicação: Setembro, 2013 
Formato: Paperback
Páginas: 278
Idioma: Inglês

Sinopse: All good stories have a few false starts… Myth: The children of immortal gods are immortal, too. Reality: Isadora isn’t going to be around forever—and her parents barely seem to notice she’s alive right now. Myth: Once a god, always a god—that kind of power never fades away. Reality: These days, Isadora’s relatives are clinging to the little bit of power they have left. And some of them would do anything to take it all. Myth: Every teenage girl dreams of falling in love. Reality: From what Isadora’s seen, love is a painful mess. All she dreams of is a normal life away from her crazy family-minus any romantic drama. Myth: If you go far enough, you can leave the past behind. Reality: Isadora moves halfway around the world to San Diego for a fresh start, but quickly finds that there’s no such thing as a clean break from family—and that leaving her old life may mean sacrificing more than she ever guessed.

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Opinião:

* * * Sem triângulo amoroso * * *

Não estava a contar gostar tanto deste livro, e tudo porque parti para esta leitura influenciada pelo rating relativamente baixo que ele tem no Goodreads (neste momento: 3.60)—coisa que tantas vezes me leva a não querer ler um livro—e acabei por levar um estalo virtual bem merecido da Kiersten White e de todo o awesome que é o The Chaos of Stars. 

Confesso que o início desta história é MUITO estranho, ao ponto de ter lido a primeira página e pensar, what the f*ck? E não é para menos, imagine-se que a protagonista, Isadora, é filha dos deuses egipcíos Isis e Osiris, mas ao contrário dos pais, e de alguns dos seus irmãos, ela não é imortal, o que a leva a pensar que os pais não se importam com ela, e que ela nasceu com o único propósito de perpetuar a existência deles (os deuses só existem se houver gente que acredite neles e lhes reze com frequência).

O livro começa exactamente com a cena em que a Isadora, ainda criança, se apercebe disto, momento esse que a transforma numa adolescente/jovem-adulta revoltada, amargurada, completamente descrente do amor, com uma vontade cega de sair por esse mundo fora e nunca mais voltar, e de basicamente fazer tudo e mais alguma coisa que possa chatear a mãe. No entanto, ela é uma rebelde só na sua cabeça, porque apesar de tudo, faz sempre o que é esperado dela, obedece à mãe, completa as suas tarefas, executa os rituais, e eu confesso que me diverti imenso a ler sobre esta luta interna da pseudo-rebelde Isadora, em parte porque ela fazia-me lembrar da minha própria vontade de ser mais maluca quando era adolescente.

Aproveitando-se de um pressentimento negativo da mãe, a Isadora lá a consegue convencer a deixá-la ir viver com um dos seus irmãos para os EUA, e foi a partir daqui que passei a gostar mesmo da história, porque rendi-me completamente às interacções da Isadora com o mundo “normal”, e com pessoas (mortais!) da mesma faixa etária.

Para mim, o melhor deste livro acaba por ser a personalidade no-f*cks-to-give da Isadora, por muito que ela pareça fria e antipática—achei refrescante ter uma heroína que não é a típica moça boazinha, cheia de sorrisos, e que só faz o que é socialmente aceitável. Embora também se tenha que ter em conta que ela não faz ideia do que é socialmente aceitável, porque passou a vida toda em casa, num recôndito do Egipto, apenas rodeada de familiares. Mas ainda assim a miúda tem atitude.

O romance avança a passo de caracol—outra coisa que gostei bastante—a Isadora não quer mesmo rapazes com segundas intenções na vida dela, e deixa isso bem claro ao seu pretendente, que também não é o típico herói do YA contemporâneo. Inicialmente só me dava vontade de rir porque o caso deles é grave: ela não quer, não quer, não quer, e ele parece que vive no mundo da lua, sempre com o nariz enfiado num bloco de notas, a escrever poesia—como é que isto vai acontecer mesmo??

E não posso terminar esta opinião sem falar na Tyler, uma rapariga super energética e sociável, tipo golden retriver versão humana, que desde o primeiro momento consegue mandar abaixo todas as defesas STAY AWAY da Isadora, e o resultado é uma amizade fácil, e que me fez sorrir muito, especialmente quando se metia o namorado da Tyler à mistura, porque ele é outro cromo daqueles.

The Chaos of Stars acaba por ser uma espécie de coming of age mais light (e com deuses à mistura), embora aborde assuntos sérios nas entrelinhas, e inclusivamente me tenha feito vir a lágrima ao canto do olho numa e noutra ocasião.

Recomendo, e quero mais Kiersten White.

4stars

EN | GoodreadsThe Book Depository


6 Responses to “[Opinião] The Chaos of Stars”

  1. «uma rapariga super energética e sociável, tipo golden retriver versão humana,»

    xD O que eu me ri com isto!

  2. Depois desta review o livro só pode entrar na minha lista de futuras leituras🙂

    beijinho

    http://o-feitico-dos-livros.blogspot.pt/

    • Aw, thanks😉

      Este foi uma das surpresas do ano para mim. E nem de propósito, logo a seguir li a colecção de histórias de natal, My True Love Gave to Me, e também adorei a história da Kiersten White. Nunca tinha lido a autora e assim de repente fiquei fã.


  1. 1 Favoritos ~ 2014 | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 [Opinião] Illusions of Fate | Cuidado com o Dálmata

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