The Giver (livro e filme)

27Set14
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Em português: The Giver – O Dador de Memórias, edição Everest Editora
Autor: Lois Lowry
Série: The Giver Quartet, #1
Editora: Houghton Milfin Harcourt
Publicação: 26 Abril, 1993
Formato: Ebook
Páginas: 180
Idioma: Inglês
Dystopia Reading Challenge 2014 ~ 14

Sinopse: In a world with no poverty, no crime, no sickness and no unemployment, and where every family is happy, 12-year-old Jonas is chosen to be the community’s Receiver of Memories. Under the tutelage of the Elders and an old man known as the Giver, he discovers the disturbing truth about his utopian world and struggles against the weight of its hypocrisy. With echoes of Brave New World, in this 1994 Newbery Medal winner, Lowry examines the idea that people might freely choose to give up their humanity in order to create a more stable society. Gradually Jonas learns just how costly this ordered and pain-free society can be, and boldly decides he cannot pay the price.

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Opinião:

Andava há anos para ler o The Giver, clássico moderno, Newbery Medal, banned book, mas acabou por acontecer porque queria muito ver a adaptação, e ainda como se saía o Brenton Thwaites num filme que não fosse uma sequela medíocre d’ A Lagoa Azul. I’m shallow, okay.

Esta foi uma leitura muito rápida, li o livro inteiro de uma assentada e em poucas horas, e embora isto não seja um grande feito porque afinal o livro é relativamente pequeno e direccionado para um público middle-grade, tal não teria acontecido se não estivesse aflita para saber o que ia acontecer a seguir, a seguir, e a seguir.

A premissa do The Giver é a mais básica distopia disfarçada de utopia, aquela coisa do mundo ordenado, perfeito e harmonioso, sem doenças, sem conflitos, sem guerras—um mundo homogéneo, artificial, literalmente sem cor, onde toda a gente tem um lugar e uma tarefa a cumprir, e onde na verdade reina uma apatia total e constante disfarçada de perfeição, e isto é o resultado de 1. drogas, e 2. ignorância de tudo o que alguma vez já causou o ser humano de sentir seja o que for, porque este mundo não apagou só as coisas más, mas também as boas, as que fazem a vida valer a pena.

Diga-se que os habitantes desta sociedade são tipo marionetas com sorrisos permanentemente pintados na face, que vivem como se seguissem instruções, porque a vida para eles é só um longo período com etapas estupidamente bem definidas e onde não há tempo para escolhas, erros, desvios de percurso, emoções ou sentimentos. Quem não se encaixa neste mundo ideal é excluído. DeAd, son.

A ideia é credível até um ponto, porque de facto não é difícil imaginar um futuro deste género, até que entra aquela parte da única pessoa da comunidade que se lembra da história do mundo, o antigo The Receiver/actual The Giver, passar estas memórias para seu sucessor, o protagonista, Jonas, assim:

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Queria muito que houvesse uma explicação para este fenómeno, mas, fuck logic, não há—o filme tenta fazer ali mais qualquer coisa ao colocar um limite, uma “barreira da memória” em volta das comunidades que perfazem esta sociedade, mas depois também não explica exactamente como é que aquilo funciona. Também fica por explicar porque é que se o Receiver for desta para melhor as memórias são libertadas para a população… HOW??

Espero não estar a dar a entender que não gostei deste livro, porque não é verdade, gostei, e é fácil perceber porque é que ele é um clássico, e um leitura obrigatória para miúdos e graúdos. É um livro que deixa o leitor a matutar em várias coisas, nomeadamente no que é ser humano, viver verdadeiramente e sentir todas as coisas boas e más, e como o mundo perfeito é uma ideia artificial e impraticável exactamente porque a humanidade se perde com a obtenção deste ideal, mesmo que a “imperfeição” esteja aliada à dor e à tragédia.

É um três estrelas com méritos. Inicialmente até lhe ia dar mais uma estrelinha, mas como ficaram tantas perguntas a pairar-me na minha cabeça, a torturar-me os miolos e a sanidade, fico-me por este rating.

3stars

ENGoodreadsThe Book Depository

 * * *

The Giver — O Dador de Memórias, o filme

the-giver-poster-ptLi o livro num dia e vi o filme no seguinte, o que quer dizer que tinha a história extra fresca na memória, e posso dizer que gostei bastante do que vi. No joke! Fiquei mesmo muito satisfeita com esta adaptação, primeiro porque, digam as más línguas o que disserem, o filme está bastante fiel ao livro, e depois ainda lhe acrescenta um romance adorável, que faz todo o sentido no filme, uma vez que as personagens principais são adolescentes (não tenho a certeza das idades mas talvez 16, 17?) e não crianças (12) como acontece no livro.

Não falei concretamente das personagens na opinião anterior mas, oh meu Deus, o Jonas e o Gabriel são adoráveis—o Jonas é a personificação da inocência, da curiosidade, da bondade, um autêntico Messias Jesus Cristo superstar que vê cores num mundo em tons de cinza, e ele quer tanto partilhar os feels, ora bolas, oiçam o rapaz! Decorem lá um pinheiro de Natal!

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Também gostei muito da Fiona, e da atriz que lhe deu vida (esta miúda é a nova Angelina Jolie ou quê?), ela que no livro tem pouco protagonismo, mas que no filme é o love interest e tem um papel com muito mais destaque no grande esquema das coisas.

O Jeff Bridges como The Receiver é irrepreensível, assim como a Meryl Streep no papel de Chief Elder, acho que nenhuma atriz consegue impor respeito, ser creepy, e ainda ter todo o aspecto de pessoa que precisa de um abraço forte e longo, tudo ao mesmo tempo.

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Tal como livro, o filme deixa muitas pontas soltas e perguntas sem resposta, do género, afinal aquela comunidade estava isolada do mundo e vivia naquele regime há séculos, mas entretanto havia gente fora dela a viver normalmente, tipo The Village? E como é que funciona a tal barreira? Como é que um espaço geográfico pode limitar a memória, ou, mais impressionante ainda, libertar as memórias de uma pessoa para um grupo? Preciso de respostas, dammit!! 




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