For Darkness Shows the Stars

22Fev14
for-darkness-shows-the-starsAutor: Diana Peterfreund
Editora: Balzer + Bray
Publicação: Jul, 2013 (1ªed. 2012)
Formato: Paperback
Páginas: 407
Dystopia Reading Challenge 2014 ~ 1

Sinopse: In the dystopian future of For Darkness Shows the Stars, a genetic experiment has devastated humanity. In the aftermath, a new class system placed anti-technology Luddites in absolute power over vast estates—and any survivors living there.
Elliot North is a dutiful Luddite and a dutiful daughter who runs her father’s estate. When the boy she loved, Kai, a servant, asked her to run away with him four years ago, she refused, although it broke her heart.
Now Kai is back. And while Elliot longs for a second chance with her first love, she knows it could mean betraying everything she’s been raised to believe is right.
For Darkness Shows the Stars is a breathtaking YA romance about opening your mind to the future and your heart to the one person you know can break it.

Opinião:

Decididamente não comecei bem o ano, devia estar possuída por algum demónio que ascendeu dos infernos e se veio sentar no meu ombro para me sussurrar ao ouvido nesse fatídico dia em que olhei para as estantes e escolhi os primeiros livros para ler em 2014. Yep. Sem dúvida que foi isso que aconteceu.

Jeeez, estás tão azeda, Jen. Pois claro que estou, e com razão! Primeiro, porque esperei horrores por este livro, tive o paperback em pre-order prai desde que ele apareceu no BookDepo, e foram meses, e meses, e meses de espera até à publicação—o que me deixa sempre mais ansiosa—quando honestamente mais valia ter cancelado a encomenda e deitado o dinheiro fora, tendo em conta a gigantesca dor de cabeça que este livro me deu.

E segundo, para quem não conhece a premissa do For Darkness Shows the Stars, ele é inspirado no Persuasão da Jane Austen, e a minha pobre Janey só pode estar a dar voltas no caixão ao saber o que esta autora fez à Anne e ao Wentworth. Ela é uma totó sem respeito próprio, que claramente sofre do síndrome Quanto Mais Me Bates Mais Eu Gosto de Ti, se se olhar para este ‘bater’ maioritariamente como violência psicológica; e ele é um grande otário, rancoroso, e violento (!!!), que só merecia que lhe dessem joelhada atrás de joelhada na zona entre pernas.

Desculpe lá, Diana Peterfreund, mas eu não gosto de heroínas que não se importam de ser tratadas abaixo de cão, ou de heróis infantis, que quando não conseguem o que querem do love interest fazem de tudo para magoar essa pessoa. E um imbecil destes é que é suposto ser inspirado no mui nobre Captain Frederick Wentworth? Travesty!!

Sim, o Frederick também tem os seus momentos de idiota em que só me apetece dar-lhe um par de estalos com as costas da mão enquanto estou a usar vários anéis, mas isso acontece-me com todos os heróis a certa altura, até com os meus favoritos. Mas ainda assim este Kai é um insulto à personagem original. O Frederick quando volta mantem-se frio e distante com a Anne, e aquela situação com a outra tolinha que parte a cabeça é mais porque ela é exactamente tolinha e não o larga.

Meanwhile, o Kai faz de tudo para que a Elliot se sinta mal, que o veja com a outra miúda, ele chega mesmo a agarrá-la e insultá-a em frente de toda a gente, e mais do que uma vez manda-a embora como se ela fosse um cão vadio que lhe apareceu à porta. E assim de súbito, como se tivesse dupla personalidade—o Jerk Maior e o Jerk Menor—já não a trata mal, já percebeu a escolha dela, blabla, e fica tudo bem.

Are-you-fucking-kidding-me

Começo a pensar que estou a ser perseguida por personagens chamadas ‘Kai’ que são bestas. A sério, nunca conheci um Kai que tivesse gostado/que não fosse um otário, posso listá-los e tudo:

  • o Kai das Lunar Chronicles
  • o Kai do Sweet Evil
  • o Kai deste

O que mais me irrita é que este livro tinha potencial, e depois de tudo isto só não lhe dou uma mísera estrela porque de facto a autora conseguiu dar à história no geral o vibe do Persuasão, é possível reconhecer a maior parte das cenas; e também acho que ela esteve bem na parte do worldbuilding que é assim uma mistura entre sociedade distópica, e vida no campo na Era da Regência. Mas porque é que ela tinha que estragar tudo com estas personagens. Porquê.

2stars

ENGoodreadsBookDepository.comBookDepositoryUKAmazon


2 Responses to “For Darkness Shows the Stars”

  1. 1 Ne

    Se o nome Kai fosse giro… mas nem isso LOL.

    Então dizes que vais dar “uma misera estrela” e depois dás 2?

    • Yep. Para mim este nome já nem é Kai, é só ai.

      Dava-lhe só uma estrelinha se não fosse pelo worldbuilding e o facto de que a autora consegue de alguma forma recontar o Persuasão de uma maneira original, mas as personagens estragam tudo, baah. Detesto quando isto acontece. Prefiro ou gostar de tudo, ou odiar tudo, agora gostar de uma parte da história e detestar tudo o resto deixa-me pior que estragada. :s


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