Sangue Quente, o filme

13Fev13

sangue-quente-posterFui ver o Warm Bodies no fim de semana passado, e confirma-se, é coisa boa, embora eu perceba que este seja um daqueles casos hit or miss, e que para muita gente vá ser um dos piores filmes que alguma vez já pagaram para ver—esta última parte foi o veredicto de uma das pessoas que foi comigo ao cinema. Grande fã de Walking Dead, já do Warm Bodies: not so much.

Este é um filme muito silly, estranho, onde pouca coisa se passa, pouca coisa se diz, poucas personagens entram, e que basicamente é 80% composto de cenas entre o zombie R (Nicholas Hoult),  e a humana Julie (Teresa Palmer), ele a grunhir e a olhar fixamente para ela, e ela a perguntar continuamente “what are you?”, e então porque é que é coisa boa, jen? Exactamente por causa disso, e porque o Hoult é divinal a fazer de zombie—a falar, a andar, a correr, a mover-se no geral—ri-me tanto com ele! E nem 10 minutos tinham passado já eu estava completamente arrependida de não ter tratado de comprar e ler o livro antes. Ocorreu-me que o monólogo interior do R deve ser muito mais abundante lá, e que eu queria saber de tudo o que lhe ia na moleirinha.

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A Teresa Palmer foi outra bela surpresa, porque embora soubesse quem era a figura, não tinha grande ideia das capacidades de acting dela, acho que a única vez em que a vi num filme foi os cerca de 5 minutos em que ela aparece no I Am Number Four, que diga-se, é tão mau em todos os sentidos que uma pessoa nem consegue fazer um esforço para separar as partes menos boas e dizer, sim senhora, aquela moça até esteve bem.

Pormenor com extrema importância: a banda sonora ajuda imenso às cenas, especialmente nas cómicas, entre outros exemplos, a cena em que o R vê a Julie pela primeira vez é a risota (e não, não toca a mesma música que se ouve no trailer). Por isso, duplo thumbs up para o pessoal do áudio&afins.

E pronto, já chega—vou recomendar o Sangue Quente a quem tiver um sentido de humor abrangente, e deixar uma nota para quem o for ver: este filme é sobre um zombie e uma miúda que se apaixonam contra todas as probabilidades, por isso no fim pode-se reclamar de tudo, mas sair do cinema a dizer “Ah que parvoíce, então a gaja vai-se apaixonar por um zombie nojento, pelo amor de Deus, ele estava morto e comia pessoas! Ugh!” é que não. Terra para pessoa X: essa é a premissa do filme.



17 Responses to “Sangue Quente, o filme”

  1. Seems great! Acabei de comprar o livro, quero ver se o leio… e se vejo o filme🙂

  2. 3 Helena

    De fato, não parece ser ruim, mas não acho que seja um filme que vale a pena pagar no cinema. Veria na TV.

  3. Eu fui ver ao cinema e saí de lá de olhos a brilhar. Ri-me que nem uma maluca, senti o coração apertadinho naquela cena da fonte (ei que só pensei: oh, não. oh não, não, não! E gostei bastante da estética do filme, além de que o Nicholas está ge-ni-al. Gostei imenso e apetecia-me ver outra vez, nem que fosse pelo sorriso e pela gargalhada. =)

    • Ai, pois é, a cena da fonte é completamente, OH NOOOOOO!
      Sim, percebo o que queres dizer com a estética do filme—a nível visual, a imagem, as cores, os cenários (a fotografia ou lá como eles lhe chamam) está excelente.
      Também quero ver se vejo outra vez, de certeza que vou reparar em coisas que não reparei antes.

      • São tantos aqueles pormenorzinhos que tornam o filme especial, por mais «parvo» ou «sem sentido» que possa ser. A banda sonora que, como referiste, está excelente. As pequenas coisas que ele colecciona (lembraste do globo de neve? Oh, achei tão fofo ele o levar depois de ela, enfim, estar de olho nele). As próprias atitudes do R… opah, tanta coisa!

      • Yep, é um coleccionador e pêras ele, ou hoarder, como a Julie lhe chama. xD Só por isso já se via que ele era diferente dos outros. E ele a ouvir música!

  4. Desconfio da premissa da história, sempre desconfiei, porque não consigo imaginar as palavras “zombie” e “apaixonado” na mesma frase e a fazer sentido. xD Acho que foi por isso que nunca li o livro. Bem, isso e ter lido há pouco tempo sobre o autor a fazer uma birra porque achava que o livro não devia ser considerado YA, como se se ser considerado YA fosse o maior crime do mundo. :revira os olhos:

    Mas sou capaz de dar uma hipótese ao filme, parece ter um sentido de humor de encontro ao meu.😀

    • Eu também, mas queria ver na mesma porque parecia divertido, e acabei por me render à história. Sim, o “apaixonado” não soa muito bem, mas se queres que te diga nem achei o filme… cheesy nesse aspecto, porque eles nunca falam em estarem apaixonados, ou estão sempre a esfregar isso nas nossas caras. Por parte do R é mais o “Keep you safe, keep you safe”, ele fica doido se a Julie lhe sai do campo de visão, e por parte dela é aquele fascínio (inicialmente o terror) de conhecer um zombie que não lhe quer comer o cérebro, e depois perceber que há mais, e então quer ajudá-los. Gostei bastante.🙂

      Sim, é escusado fazer drama por um livro ser considerado YA #authors behaving badly

      • Bem, pela tua descrição parece uma história bem desenvolvida ao menos… pode vir a ser muito interessante.🙂

        Ugh, da maneira como as pessoas falam às vezes, parece que o YA é uma forma de literatura menor, escrita para tontinhos.:/

      • Yep, como se não houvesse maus exemplos de literatura em todos os géneros e para todos os tipos de público-alvo. E claro que “maus exemplos” é relativo.
        Um género que põe tanta gente (de todas as idades!) a ler não devia ter tão má fama.
        Digam o que disserem, este mundo seria muito triste e sobretudo BORING sem YA.

  5. Ainda não vi nem li o livro mas é um filme que está na minha lista de prioridades >.< E o facto de haver pouco diálogo é definitivamente diferente xD Isso e um zombie a apaixonar-se…

    • Espero que vejas e que gostes, Ana!🙂

      Há pouco diálogo, mas percebe-se bem o que o R quer só com expressões e movimentos. Está mesmo muito bem este actor no papel de zombie.


  1. 1 In My Mailbox (105) | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 Warm Bodies | Cuidado com o Dálmata

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