Divergent

11Maio12
Autor: Veronica Roth
Série: Divergent #1
Editora: Katherine Tegen Books (2011)
Formato: Hardback
Páginas: 487
Idioma: Inglês

Sinopse: In a future Chicago, 16-year-old Beatrice Prior must choose among five predetermined factions to define her identity for the rest of her life, a decision made more difficult when she discovers that she is an anomaly who does not fit into any one group, and that the society she lives in is not perfect after all.

Opinião:

Beeeem, QUE VIAGEM.

Peguei na minha cópia do Divergent há dois dias atrás, pensando que ia só ler meia dúzia de páginas, porque já era um bocadinho tarde e estava a começar a sentir-me sleepy, mas tirei-o da estante na mesma, acomodei-me, e comecei a ler — quando é o meu espanto, horas e horas tinham-se passado e ainda estava agarrada ao raio do livro, mesmo que os meus olhos já mal se aguentassem abertos e o João Pestana praticamente já me desse marretadas na cabeça. A sério:

Mas adiante!

Este livro passa-se num futuro em que o pessoal, tal como em Hogwarts, está dividido em grupos -ou ‘facções’ como eles lhes chamam- conforme a vocação de cada um, e esta história em particular segue o percurso de Tris, uma miúda que tem mais do que uma aptidão e portanto pode escolher a facção que lhe apetecer, mas isto não é tarefa fácil porque uma vez feita a escolha ela não pode voltar atrás, e se escolher uma diferente da da sua família pode nunca mais voltar a vê-la. (@Cyborgs que pensam nestas regras: WTF??)

A Tris é uma grande maluca porque acaba por optar juntar-se aos Dauntless, um grupo que ela sempre admirou e invejou durante toda a vida; um grupo de gente que, por exemplo, é incapaz de esperar que o comboio pare para desembarcar, porque eles simplesmente saltam das carruagens em movimento. D:< !!

Grande parte da história gira em volta dos treinos pelos quais a Tris e os restantes caloiros têm de passar para se tornarem verdadeiros membros Dauntless, e oh meu Deus, é cada novo exercício pior que anterior. Foi muito, muito enervante estar na cabeça dela durante aquelas actividades terríveis, muito, tanto porque Educação Física sempre foi o meu pior, pior pesadelo na escola (buuu!! awful!! abaixo com isso que é tortura!!), mas principalmente porque ela leva tanto no corpo que a certa altura já só queria esconder-me num canto escuro a chorar.

No entanto, acho que estas dificuldades é que são o apelativo do livro, e a razão porque é tão difícil pausar esta leitura, afinal ela é só uma miúda que nunca se encaixou bem na sua antiga comunidade e depois vem para o meio destes terroristas, todos eles maiores que ela, mais fortes, mais ágeis, mais competitivos, mais tudo, e é suposto ela conseguir integrar-se… ? Come again??

É tal e qual como ver a Katniss, contra todas as probabilidades, ganhar os Hunger Games. Tal. E. Qual. *hint, hint*

Claro que não falta a pitada de romance no Divergent, algures por entre os treinos-vindos-dos-infernos, e aqueles doidos dos Dauntless, a Tris consegue encontrar um rapazinho que é muito fofo, e chega a haver umas cenas bem engraçadas entre os dois, porque ela é tão tapadinha.

A parte final é totalmente alucinante, passa-se muita coisa importante em poucas páginas, e não digo que isto não tivesse funcionado, porque funcionou, mas se tivesse que apontar algo que eu achasse que poderia ser melhorado neste livro, acho que virava o meu indicador na direcção deste desfecho, e na dos vilões. Há qualquer coisa neles que não me convenceu.

Mas ainda assim gostei da maneira como o livro acaba, porque como leitora que tem *sérios* problemas com cliffhangers-do-mal-que-são-totalmente-dispensáveis-porque-eu-ia-comprar-o-próximo-livro-da-série-de-qualquer-maneira-damn-you não me senti defraudada.

WOOK

Claro que recomendo, e antes de terminar, uma salva de palmas para a Porto Editora, se faz favor, que traduziu o Divergent para português. Chegou às livrarias esta semana, yay!

 Classificação: 9/10

EN ǀ Goodreads ǀ WOOK ǀ The Book Depository UK ǀ The Book Depository.com


15 Responses to “Divergent”

  1. 1 slayra

    Kyaaaa! Mais uma distopia em pt! Também gostei, já estou à espera da minha cópia de “Insurgent”… eheh. xD

    • Sim! É bom saber que andam a apostar no género, deve ser por a venda dos Hunger Games estar a correr tão bem. 😀

      Também já encomendei! \o/

  2. 3 iceanna

    ***mental note, meter no wishlist that I shall read when the pixie goes to college*.*

  3. 5 p7

    Ahhhh, o sistema de facções é tão doido, mas consigo ver porque é que as pessoas embarcaram nele. A sensação de pertença e de aderir a um conjunto de valores é tão forte, mas ao mesmo tempo vejo a Tris a ter comportamentos tão variados e que encaixam tanto em várias facções, que parece tão estranho.

    A Tris é uma heroína fantástica, tanta coisa que enfrenta e ainda sai por cima. 🙂 E se achaste que a Tris sofria neste… bem, prepara-te. A Tris é muito boa a carregar o peso do mundo. E imagino que vás ficar mais satisfeita com as motivações dos vilões, estou quase no fim do 2º livro e parece haver uma razão interessante para o que estão a fazer.

    • Completamente. Que se dividam de acordo com aptidões ainda vá que não vá, agora terem que abandonar a familia se mudarem de facção?? idiots. >_>
      Sim, também gostei bastante disso, da maneira como dá perfeitamente para perceber que ela nunca pensa só como membro de um grupo.

      Ai. Medo. Muito medo. (º_º)
      Estou mesmo à espera disso! Eles ainda não se explicaram, claro que querer poder podia ser razão suficiente, mas mesmo assim tem de haver alguma razão mais obscura por trás. Não disse na opinião, mas também fiquei com a pulga trás da orelha acerca do que há para lá da cidade deles… tem de haver alguma coisa… estranha… suponho eu!

      • 7 p7

        Digamos que a máxima facion over blood ainda vai ter muito que se lhe diga…

        Adoro o Tris precisamente pela maneira como é um caleidoscópio de comportamentos e emoções, apesar do cruzamento Dauntless+Abnegation ser óbvio em muito do que faz. 🙂

        Hmmm creio que as tuas divagações nesse último parágrafo têm alguma exploração no 2º livro, mas não vou dizer mais para não spoilar.

      • “..creio que as tuas divagações nesse último parágrafo têm alguma exploração no 2º livro…”
        YEAH!!

      • 9 p7

        Mais: agora que já acabei, posso dizer que fiquei :O com o que se descobre no fim, e com as suas… implicações e repercussões. Tive de ler o fim 2 ou 3 vezes para ver se não estava a ler demasiado nas entrelinhas. 😉

      • D: !

        é coisa boa? ou–ou—c–coisa má?

      • 11 p7

        Worry not, não acontece nada de mau à Tris e ao Four. Não é uma coisa nem boa nem má (isso vai depender da direcção que a autora der ao 3º livro), apenas uma coisa cujas possibilidades são, vá, excitantes.

  4. 12 JK

    Já tenho este livro na wishlist há algum tempo, mas estava com medo que fosse um pouco “imitação” dos Hunger Games. Mas afinal parece-me que não por isso vem já na próxima encomenda!

    • Aah, vais gostar de certeza. 😀
      Lembra um bocadinho os HG (e muita gente faz a comparação) mais porque a heroína passa por muitos trabalhos e parece ter uma tarefa impossível pela frente. E claro, é uma distopia. Mas não é copycat, promise! 😉


  1. 1 Insurgent | Cuidado com o Dálmata
  2. 2 Matched | Cuidado com o Dálmata

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