Leviathan

06Abr12
Autor: Scott Westerfeld
Ilustrações: Keith Thompson
Série: Leviathan #1
Editora: Simon & Schuster (2010; 1ª ed. 2009)
Formato: Paperback
Páginas: 440
Idioma: Inglês
Challenge: Steampunk 2012 ~ 3/12

Sinopse: In an alternate 1914 Europe, fifteen-year-old Austrian Prince Alek, on the run from the Clanker Powers who are attempting to take over the globe using mechanical machinery, forms an uneasy alliance with Deryn who, disguised as a boy to join the British Air Service, is learning to fly genetically-engineered beasts.

Opinião:

Ai, dói-me o coração porque queria tanto, tanto amar o Leviathan, e ter mais uma série para seguir, mas infelizmente a primeira coisa não aconteceu e a segunda não vai acontecer. Aborreci-me até às lágrimas durante grande parte da leitura, e nem as várias cenas de acção me deram um abanão e me fizeram interessar mais pelo que se estava a passar. *sad face*

A história passa-se numa espécie de realidade alternativa, pela altura da 1ª Guerra Mundial, e tem um par de miúdos como protagonistas — Alek, o príncipe que acaba de ficar órfão e tem de se pôr em fuga para sua própria protecção, e Deryn, a rapariga que se faz passar por rapaz para ser admitida no British Air Service e seguir a sua paixão por aeronaves e afins.

Sobre o Alek não tenho muito a dizer, porque acho que se fica a conhecer muito pouco desta personagem durante todo o livro; quanto à Deryn, não posso dizer que tenha sido uma heroína espectacular, mas dos dois foi quem me interessou mais. Neste primeiro volume da série ela ainda é muito criança, uma bem rebelde, e talvez por isso não tenha conseguido pôr-me na pele dela. No entanto tenho de louvar a determinação e coragem da rapariga, afinal, entre outras façanhas, ela consegue voar em bichos estranhos e não entrar em pânico.

Alek e Deryn passam grande parte do livro separados, sem se conhecerem sequer, coisa que eu estava sempre à espera que acontecesse, porque pensei que ia arrebitar a história e levantar-me o ânimo em relação ao livro, mas acho que estava tão aborrecida com tudo o resto que quando eles finalmente se cruzam não consegui importar-me.

Mas atenção que não acho este um livro mau, longe disso, o mundo criado por Westerfeld é bem interessante e criativo, e houve coisas das quais gostei, como por exemplo dos messenger lizards, uns bichinhos que funcionam como uma espécie de telemóvel ou walkie talkie, e entregam mensagens de cá para lá, so cute; os Huxleys que a Deryn trata com tanto carinho e dedicação, e que são umas medusas que servem de balões de ar quente, tão eww, mas imaginativo; e claro que gostei do próprio Leviathan, que é um bicho gigantesco e que serve de aeronave para uma tripulação inteira.

WOOK

Ainda nem consegui explicar o que se passa ao longo desta história, e isso é porque a achei um tanto confusa, mas basicamente o Alek ajuda a tripulação do Leviathan numa altura de crise, e recebe ajuda em troca, porque ele precisa fugir do pessoal que o quer ver com cruzinhas nos olhos. E pronto, the end.

Este livro foi editado em português no ano passado pela editora Vogais, e tem o título de Leviatã.

Classificação: 5/10

EN ǀ Goodreads ǀ The Book Depository UK ǀ The Book Depository.com

* * *

Esta foi uma leitura conjunta com a quigui @Spoilers and Nuts, que felizmente gostou muito mais do Leviathan do que eu.

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9 Responses to “Leviathan”

  1. 1 p7

    :O Que pena, achei um livro bem giro, ultrapassando o facto de ser escrito com uma audiência mais Middle-Grade em mente. Toda a história da Deryn vestida de rapaz tem tanto potencial… No segundo acontecem umas coisas giras por causa disso. 😉

    • Confesso que não sabia que era assim tão middle-grade quando o comecei a ler. :s
      Pois acredito que sim, mas este livro fez-me lembrar a minha relação com o Gone: quero saber o que acontece a seguir mas não tenho vontade de ler mais livros da série. Alguém que me conte o fim, sff. xD

      • 3 p7

        Bem, o Golias/Goliath já saiu e com um bocadinho de sorte compro-o e leio-o em breve, mas queres mesmo que te spoile com o fim? 😛

      • Totalmente, sempre que leres um desta série contas-me o fim com muitos spoilers. :mrgreen:

  2. 5 quigui

    Oh… foi mesmo uma pena não teres gostado. Eu achei mesmo piada ao mundo, e à dinâmica entre o Alek e a Deryn. A escrita para mim foi mesmo o ponto fraco, mas acho que não é uma questão de ser middle-grade, mas sim do próprio Scott Westerfeld que só a utiliza para contar uma história, e não para conta-la de uma forma bonita (não sei se me explico bem… mas dificilmente consigo uma quote dos livros dele que goste pela beleza da escrita).

    • 6 p7

      Percebo o que queres dizer, a escrita dele é mais funcional do que propriamente bonita… já na saga dos Midnighters tinha reparado nisso, mas aqui o worldbuilding distraiu-me disso.

      Ehehe, a dinâmica Alek-Deryn é bem gira, morri a rir quando o Alek pensa que o Dylan é melhor rapaz do que ele! xD

    • @quigui Yep, percebo perfeitamente, porque nota-se bem isso. Ele tem mesmo estilo de escrita de gajo.

      @p7 Muito sensato o Alek, porque a Deryn é mesmo melhor “rapaz” que ele, mesmo sendo rapariga. Ehehe


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