The Pledge

12Jan12
Autor: Kimberly Derting
Editora: Margaret K. McElderry (2011)
Formato: Hardcover
Páginas: 323
Idioma: Inglês

Sinopse: In the violent country of Ludania, the classes are strictly divided by the language they speak. The smallest transgression, like looking a member of a higher class in the eye while they are speaking their native tongue, results in immediate execution. Seventeen-year-old Charlaina has always been able to understand the languages of all classes, and she’s spent her life trying to hide her secret. The only place she can really be free is the drug-fueled underground clubs where people go to shake off the oppressive rules of the world they live in. It’s there that she meets a beautiful and mysterious boy named Max who speaks a language she’s never heard before . . . and her secret is almost exposed.

Opinião:

The Pledge passa-se num futuro distante (ou numa espécie de realidade alternativa, dunno), em que por exemplo existe tecnologia suficiente para que sejam feitos, várias vezes ao dia, scans aos bilhetes de identidade dos populares, e no entanto a qualquer momento pode acontecer uma execução ao estilo medieval em plena praça pública. Neste mundo, os governos são exclusivamente matriarcais, e o país da heroína, Charlie, é governado por uma rainha que para além de ser malvada, é poderosa ao ponto de que conseguir passar a sua alma para outro corpo sempre que este já não lhe serve, e que é o que ela tem feito ao longo dos tempos — a coisa ruim simplesmente não morre.

Os movimentos da população são constantemente vigiados, cada grupo só pode falar e perceber a sua própria língua, e há todo um clima de tensão entre os cidadãos das classes mais baixas que assim do nada podem ser acusados pelos ricos de terem feito algo que não deviam e lá vão eles para os calabouços. Charlie é uma cidadã de estatuto médio, e todo este esquema de classes sociais dá-lhe nos nervos, até porque para ela é muito difícil ignorar os ricos e poderosos, já que ela compreende a língua deles, e a de todos, mas sempre foi avisada pelos pais que teria de esconder este dom. Mas vai ser exactamente por causa disto que alguém vai reparar nela e é neste ponto que a história arranca.

Achei as cerca de primeiras 100 páginas um bocadinho paradas, mas percebi porquê, afinal era preciso explicar o que se passava neste mundo, e isto é feito lentamente, ao longo de cenas comuns que envolvem, por exemplo, caminhadas de casa à escola ou saídas à noite. Estas cenas também vão dando para perceber outras coisas, como o facto de que não é só Charlie que esconde algo, mas outras pessoas à volta dela também. Ela tem uma irmã pequenita, chamada Angelina, que não fala, e que eu adorei desde o primeiro instante — a relação das duas é tão, tão fofa que só me apetecia ter uma Angelina para mim e fazer-lhe um squeeze.

Entretanto Charlie conhece Max, e gosta do que vê, mas vai ficar sempre de pé atrás com o moço por alguma razão — não nego que o romance é um bocadinho instantâneo, mas já conhecia a técnica da autora para lidar com jovens casais desde a série The Body Finder, e por acaso é das que me diverte mais. Max também não é o que parece, e confesso que tal como a Charlie, não estava à espera daquela revelação.

Os momentos finais são ligeiramente apressados, com todos os segredos a serem revelados, e toda a gente a ver-se nas garras da coisa ruim; cheguei à última página com a ideia de que este The Pledge era em parte uma espécie de retelling da história do Moisés, ou até do baby Jesus (não estou a brincar!) — algures na terra nasceu uma criança especial que mais tarde vem a ter a oportunidade de salvar o seu povo da tirania de um governante ruim. (See?) Não posso dizer que adorei este livro de morte, ou que se tornou num favorito, mas gostei bastante dele, e sem dúvida que vou continuar a ler o trabalho desta autora.

Classificação: 7/10

Goodreads ǀ The Book Depository UK ǀ The Book Depository.com


13 Responses to “The Pledge”

  1. 1 p7

    Estou a ver que a Kimberly continua em forma. 😀 É mesmo o empurrão que eu precisava para ler o Desires of the Dead antes que o outro saia. 😉

    • Ah! ainda não leste o segundo, pois é minha menina, you must :p e eu também estou a falhar, ainda não tenho o terceiro em pre-order, e já sai em Março! Mas tenho um problema, estão duas versões paperback no BD, e uma tem uma capa que não combina com os dois que já tenho (este: http://www.bookdepository.com/Last-Echo-Kimberly-Derting/9780755389155) e a outra não tem imagem de capa disponível (http://www.bookdepository.com/LAST-ECHO-Derting-Kimberly/9780855389154) :s eu suponho que a que vai combinar com a minha colecção da flor no fundo negro é esta última, mas também tenho receio que a capa que mostra naquele primeiro paperback seja só uma temporária, e seja aquele mesmo. É que ainda por cima são os dois da mesma editora, da Headline. Que tragédia! *sad face*

      • 3 p7

        Eu acho que as páginas são do mesmo livro, a edição britânica. Às o BD duplica a página do mesmo livro, já não é a primeira vez que reparo – suponho que acontece porque criam uma página quando o livro é anunciado e depois criam outra página quando a capa do livro sai. E acho que a capa do primeiro paperback é mesmo definitiva, já fui à página da editora e eles também têm essa. Fiquei mesmo chateada, porque nos outros dois tenho a edição britânica da Headline e agora a meio da série decidiram mudar não sei porquê aquela capa tão gira da flor. :/ É que de qualquer modo se quisermos ler agora o livro não temos hipótese senão comprar essa edição. A edição americana é feita pela Harper/HarperCollins, e o que vai sair agora deles é um hardcover. Se seguirem o que se costuma fazer por terras americanas, o paperback deles só sai daqui a um ano. 😦

      • É uma treta! Não percebo qual a dificuldade de nos darem a edição paperback do fundo negro e flor lilás 😐 *sigh* mas já que não pode ser, espero que pelo menos esta edição tenha as mesmas dimensões dos outros dois <_<

      • 5 p7

        Já nem tento perceber quando as editoras decidem mudar as capas a meio duma série, é tão frustrante porque geralmente mudam para pior. 😐 Já a capa do The Pledge dessa editora não é tão interessante como a do HC americano. *suspiro* Enfim, pelo que o BD diz o tamanho é o mesmo, vamos lá ver.

  2. 6 quigui

    You got me until that last paragraph… Holy Moses and baby Jesus!? Talvez, mas só talvez, um destes dias te peça emprestado (e se eu pedir, não me lembres da parte bíblica, pf.)

    • Aha xD mas não tem a parte religiosa claro — para falar a verdade nem me apercebi se eles acreditavam num Deus ou não, só a rainha tinha que importar.
      (ok!)

  3. Gostei da tua comparação com o baby Jesus. 🙂

    O world-building parece muito interssante nestelivro e as persoangens não parecem más, pelo que referes.
    Esta escritora, pelas tuas reviews, parece ser boa. Tenho mesmo de ler um livro dela.

    • É que fez-me mesmo lembrar xD

      Acho que dentro do YA contemporâneo -e neste caso futurista- é das melhores autoras que andam por aí. As heroínas dela não são daquelas miúdas chatinhas/parvas. 😀

  4. Esta categoria dos Young Adults enerva-me. Faz-me sentir que, das duas uma: ou já “passei do prazo” para ler este tipo de livros ou, por gostar (como gosto de outras coisas), sou… o quê, imatura? Grrrrr.

    • Eheh, é verdade. Mas deixa lá, por outro lado também nos elogia: we are young! Adultas, mas sempre jovens ;D

      • boa! antes isso que “cota”, que me faz lembrar livros em bibliotecas antigas! 😛

      • Completamente! (yep, tipo aqueles livros sem graça nenhuma com capas de pele e letras a dourado xD)


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