Dash and Lily’s Book of Dares

26Out11

Autores: Rachel Cohn & David Levithan

Editora: Ember (2011; 1ª ed. 2010)

Páginas: 272

Idioma: Inglês

Sinopse: Lily has left a red notebook full of challenges on a favorite bookstore shelf, waiting for just the right guy to come along and accept its dares. But is Dash that right guy? Or are Dash and Lily only destined to trade dares, dreams, and desires in the notebook they pass back and forth at locations across New York? Could their in-person selves possibly connect as well as their notebook versions? Or will they be a comic mismatch of disastrous proportions?

Opinião:

Tão engraçado que é este pequeno livro que basicamente conta as andanças e façanhas de dois adolescentes pelas ruas de Manhattan em plena época Natalícia. Tão engraçado.

Tudo começa porque o irmão de Lily acha que ela precisa de um namorado (para ele próprio poder namorar em vez de ter que a aturar), e para a entreter, ao mesmo tempo que tenta que ela atinja este objectivo, dá-lhe a ideia bem original de deixar um bloco de notas numa livraria com algumas mensagens para a pessoa que eventualmente o ache e se interesse por fazer o que elas sugerem. Isto parece a ideia mais fora do normal de sempre para arranjar um namorado para a moça, mas depois de a conhecer ao longo do livro, percebi que é perfeita para Lily. E claro que isto só podia acontecer num trabalho de ficção porque quem acha o bloco de notas é Dash, outro jovem que aprecia situações estranhas, e que tal como Lily, precisa de preencher o tempo. Eles passam então a corresponder-se, e assim a conhecerem-se através do dito bloquinho que vão deixando para o outro encontrar nos mais variados sítios da cidade, e sem alguma vez porem a vista em cima do outro. (Até um dia.)

A primeira metade deste livro é do melhor, entretenimento garantido, para ler e rir chorar por mais. Os miúdos são os dois impecáveis, cada um com as suas taras e manias, e o que mete mais graça: personalidades opostas, mas que de certa maneira têm algo em comum; o Dash é aquele teenager sarcástico, capaz de vaguear pela sua livraria de eleição durante horas, e que anda quase sempre de mal com mundo, enquanto que a Lily é a versão humana de um cupcake de baunilha com frosting cor-de-rosa brilhante e coraçõezinhos de açúcar a acompanhar.

A história vai sendo contada pelos pontos de vista de ambos à vez -um capítulo para a Lily, um capítulo para o Dash, em modo loop– e sinceramente nem consigo ter um narrador preferido, o que até é estranho considerando que cada ponto de vista foi escrito por um autor diferente, a Rachel Cohn escreveu as partes da Lily, e o David Levithan as do Dash, mas é difícil eleger um quando eles se completam tão bem.

E “dividi” o livro a meio porque é mais ou menos aí que os protagonistas se vêem pela primeira vez, e mesmo sendo isso que eu naturalmente queria que acontecesse, a magia da história perde-se um bocado. Também acho que os autores podiam ter arrumado melhor as suas ideias em relação ao rumo dos acontecimentos finais, porque há para ali uma ou duas situações um bocadinho…aleatórias – para não dizer disparatadas.

Depois disto a minha opinião pode parecer um bocadinho contraditória, e por isso para clarificar: eu gostei bastante deste livro, mesmo que na minha opinião a segunda metade não tenha a mesma consistência da primeira, e só me arrependo de não me ter apercebido a tempo de que a história se passava na altura do Natal, porque teria-o guardado para ler nessa altura, só para lhe dar um gostinho especial.

Classificação: 7/10

Goodreads ǀ The Book Depository UK ǀ The Book Depository.com
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7 Responses to “Dash and Lily’s Book of Dares”

  1. 1 quigui

    Parece interessante, é verdade. Vai para aquela lista de quando precisar um livro light (wait, já pus… :P)

    • 2 quigui

      BTW, é isto que vais fazer para arranjares um namorado? Deixar um bloquinho de notas ali na bulhosa?

      • LOL, tu não sabes, mas já o deixei. Candidatos: corram às livrarias! xD

  2. 4 p7

    Este livro parece adorável. Lá vai mais um para a wishlist… 😀

  3. Parece um livro engraçado e se é escrito a duas mãos, possivelmente isso ainda lhe dá mais valo (gosto quando os autores se juntam para criar algo)

    • É muito engraçado, Ana. 😉
      E queres saber mais? Pelos vistos eles não tinham a história planeada. Simplesmente iam escrevendo cada um a sua parte e enviavam para o outro ler e prosseguir (quase como os protagonistas fazem). É notável!


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