[Opinião] Brightly Woven

09Ago11
Autor: Alexandra Bracken
Editora: Egmont (2011; 1ªed.2010)
Páginas: 354
Idioma: Inglês

Sinopse: When Wayland North brings rain to a region that’s been dry for over ten years, he’s promised anything he’d like as a reward. He chooses the village elder’s daughter, sixteen-year-old Sydelle Mirabel, who is a skilled weaver and has an unusual knack for repairing his magical cloaks. (…) The pair rushes toward the capital, intent to stop an imminent war, pursued by Reuel Dorwan and plagued by unusually wild weather. But the sudden earthquakes and freak snowstorms may not be a coincidence. As Sydelle discovers North’s dark secret and the reason for his interest in her and learns to master her own mysterious power, it becomes increasingly clear that the fate of the kingdom rests in her fingertips. 

Opinião:

Brightly Woven, o primeiro livro de Alexandra Bracken, conta a história de uma jovem, Sydelle, que certo dia é levada da sua terriola por um feiticeiro, como recompensa por ele ter feito chover naquele lugar onde não caía uma gota de água há muito. E acontece que este feiticeiro, de sua graça North, precisa de chegar a um sítio chamado Provincia de modo a avisar os poderosos do reino de um esquema malvado que põe em perigo toda a gente, já que ameaça terminar em guerra—então lá vão eles, Syd e North, viajar durante várias semanas, atravessando aldeias e florestas, fazendo amigos e inimigos, 90% do tempo dando-se mal, 10% do tempo dando-se mais ou menos. Pelo caminho, Sydelle, vai tentar desvendar qual o mistério por detrás dessa personagem estranha que é o seu companheiro de viagem e descobrir ainda que ela própria possui um poder muito fora do comum.

Esperei muito por este livro, tinha uma vontade enorme de o ler mal ele saiu em hardcover no ano passado, mas obriguei-me a esperar pela versão paperback que saiu há coisa de 1-2 meses, e como tinha planeado fazer, passei-o à frente de toda essa pilha imediata de livros “a ler”, portanto, como dá para perceber, as expectativas eram elevadas, tanto que ainda temi sair desta história desiludida, mas posso dizer que tal não aconteceu, ainda que Brightly Woven não tenha sido um livro completamente extraordinário.

Gostei de muitas coisas, ou melhor, gostei de quase tudo: da narração feita por Sydelle, dos diálogos quase sempre cómicos, das personagens, do worldbuilding, ainda que simplista, e da progressão dos eventos—o que de certa maneira identifica-me como uma leitora muito fácil de agradar quando uma história envolve um casal constantemente às turras que tem de atravessar um reino para cumprir um objectivo. Ajudou bastante que Syd fosse refilona o suficiente para me entreter, e que North tivesse claramente um passado obscuro que eu quisesse descortinar.

Entre a minhas partes favoritas tenho de destacar todas as cenas em que se testemunha a total incapacidade que uma personagem com o nome de North tem para *literalmente* encontrar o Norte. Ou qualquer outro ponto cardeal. Ele é o maior totó no que diz respeito a escolher a direcção certa, e é de rir ver o desespero de Sydelle, que tem a sorte de ser uma autêntica agulha magnética e de se lembrar de caminhos que só viu uma vez antes, num mísero mapa. Gostei ainda da magia apresentada neste livro, magia que no caso da Sydelle está ligada à sua arte de tecer (e não só… mas spoiler), e que com o North manifesta-se através das suas capas coloridas (a desfazerem-se de tanto uso).

Então e o que é que falha neste livro? Se eu não soubesse que esta era a primeira obra da extremamente jovem autora, se calhar nunca ia entender, mas como sei, consigo encontrar duas falhas que são, a meu ver, consequência disso:

1. Há alguns momentos em que, como leitora, não percebi o que se estava a passar, e senti que, de certa maneira, a autora se tinha esquecido de que quando outra pessoa fosse ler a sua história, não ia saber tudo acerca das personagens (como ela sabe), ou do que se estava a passar com elas.

2. Brightly Woven tem uma plotline principal e depois mais duas ou três secundárias, e é de louvar que uma escritora tão inexperiente—e praticamente amadora na altura em que começou esta “brincadeira”—tenha conseguido sequer desenvolver mais estas linhas secundárias, conjugando-as com a principal, no entanto, nota-se que existem ali momentos que precisavam de maior dedicação, *spoilers ahead* como é o caso do rapto de Sydelle, que tinha potencial para fazer crescer ainda mais a personagem, mas que acaba por se resolver tão depressa, sem grande alarido, e quatro ou cinco páginas mais à frente já ela estava de volta sã e salva, mesmo tendo passado um tempo consideravelmente longo com os seus captores e em fuga; outro exemplo, o facto de não se ficar a saber como funciona a nova capa de North—fiquei muito aborrecida com isto, já que a Syd passa o livro inteiro a fazer-lhe a coisa e nunca chega a haver uma cena em que ele usa a bendita. Grande fail. *fim de spoilers*

Mas não queria ser muito chatinha com o Brightly Woven porque, como já deixei claro antes, gostei bastante dele—mesmo com as falhas—, e sem dúvida que o recomendo para quer gostar de fantasia assim mais para o light.

Por enquanto, este é um standalone, e tudo indica que assim permanecerá. A autora agora está a trabalhar num dystopian, com o título The Darkest Minds, que será uma trilogia, e cujo primeiro volume tem lançamento previsto para o próximo ano—vou ficar ansiosamente à espera.

4stars

Goodreads ǀ The Book Depository


6 Responses to “[Opinião] Brightly Woven”

  1. É engraçado que este livro nunca me tenha chamado a atenção, mas depois de ler a tua opinião, acho que vou acabar por o ler. Parece engraçado (especialmente porque eu não tenho sentido nenhum de orientação, como o tal do North -> Nome perfeito! ).
    E um livro não precisa ser uma obra-prima para nos agradar, só tem que entreter e fazer-nos passar bons momentos, o que pareceu ser o caso. 🙂

    • Não me parece que ele tenha tido grande campanha de publicidade Ana, por isso é normal que não te tenha chamado a atenção, eu própria só fiquei a saber dele por acaso (acho que foi numa listopia) e não porque andava muita gente a falar dele ou assim.
      *Eheh* és tu e eu! coitadinho do rapaz, rir-me dele era rir-me um bocadinho de mim própria xD
      Nem mais! Disseste tudo. Este livro está longe de ser perfeito, mas tem os seus momentos. 🙂

  2. 3 p7

    LOL. Aposto que o North também se recusa a pedir direcções ou ajuda, não é? 😀

    Em geral, parece mesmo giro. Estou contigo no que se refere a casais às turras. 😉

    • Se ele fosse um homem do tempo moderno, de certeza que se recusaria a pedir informações a estranhos *típico xD*, no livro não chega a ter oportunidade porque geralmente quando eles tem que escolher uma direcção nunca há mais ninguém à vista sem ser ele próprio e a Syd, e ele nem se importa que ela diga qual é o caminho, mas é de rir porque às vezes ele tenta sozinho e lá vão eles na direcção errada xD


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