The Sweet Far Thing

19Jul10

Autor: Libba Bray

Editora: Simon & Schuster (2009)

Páginas: 832

Idioma: Inglês

Sinopse: It has been a year of change since Gemma Doyle arrived at the foreboding Spence Academy. Her mother murdered, her father a laudanum addict, Gemma has relied on an unsuspected strength and has discovered an ability to travel to an enchanted world called the realms, where dark magic runs wild. Despite certain peril, Gemma has bound the magic to herself and forged unlikely new alliances. Now, as Gemma approaches her London debut, the time has come to test these bonds.

*Spoiler-ish*

Opinião:

A minha review de The Sweet Far Thing vai ser mais um apanhado da série no seu todo do que outra coisa, porque para além de tal me parecer fazer sentido, dói-me a alma por causa do desfecho e não consigo falar só do terceiro livro.

Há várias razões para eu ter lido esta trilogia seguida (okay, houve uma pausa entre o primeiro livro e os outros dois, mas tinha de esperar que eles me chegassem às mãos, não é), sendo uma delas a voz que a autora dá à protagonista, que me parece ter muito da sua própria voz. Gemma é uma narradora franca, inteligente, e mais que tudo, sarcástica, pois esteja ela a descrever uma escapatória pela vida nos reinos mágicos, ou uma enfadonha aula de francês, consegue sempre fazê-lo com a mordacidade na ponta da língua, o que para mim é sempre um incentivo para virar página atrás de página, afinal ninguém gosta de uma narração que convide o bocejo ou o fechar da pestaninha, e o humor é sempre um bom remédio para isso.

Outra razão é a história em si (que perspicaz da minha parte!), pois se o primeiro, e consideravelmente mais pequeno, volume desta série se lê bem, também não satisfaz, e eu nunca o recomendaria como um standalone; se a Gemma, Realms&Companhia interessou e intrigou um bocadinho que seja o leitor, estou certa de que o segundo livro vai ser imediatamente comprado ou pelo menos adicionado à wishlist. Idem, para o  terceiro.

A razão número três, será o espaço e o tempo em que a acção se desenrola, e os goodies que vêm por arrasto. Ler sobre a Inglaterra da era vitoriana é sempre agradável para mim, mas é preciso que o autor em questão seja um entendido no assunto, que saiba do que está a falar, ou não se aprende nada de nada. (Pausa para exaltar a Libba, que é Americana, mas que sabe da história do UK como uma nativa de lá.)

A derradeira razão, é obviamente a parte romântica da coisa. Diga-se que grande parte das vezes o casal protagonista de numa série é a grande razão porque os leitores voltam a ela de todas as vezes que sai um volume novo, tudo o resto pode ser muito fascinante e original mas quando aqueles dois personagens estão em cena a ter um arrufo por causa de, sei lá… batatas, de súbito, toda a história faz muito mais sentido. E é por isso que a autora me despedaçou o coração com o seu final agridoce (muito mais agri que doce). WHY LIBBA WHY!!! Ler as últimas páginas dO The Sweet Far Thing foi tal e qual como assistir ao fim do Titanic outra (maldita) vez. A visão de um Jack congelado a ser engolido pelas águas negras do Atlântico conseguiu achar-me 12 anos depois, só para me atormentar mais um bocadinho, porque da primeira vez não foi suficiente. (Obrigada, Universo, estás sempre lá.)

E pronto, vou recomendar, já que um livro, ou série, não se pode medir pela triste (triste… triste… triste) perda de uma personagem favorita (… x_x), e apesar de tudo a história é cativante, repleta de aventuras, mistérios por resolver, artefactos ou pessoas para encontrar, magia, visões, espíritos, girl drama, grown-up drama, cenas fofinhas entre enamorados, tea-parties, intrigas, coscuvilhices, e de quase toda a gente a enfardar toffee atrás de toffee.

Agora com licença que vou ali chorar para aquele canto escuro.

Classificação: 8/10

Goodreads ǀ The Book Depository UK ǀ The Book Depository.com


3 Responses to “The Sweet Far Thing”

  1. De vez em quando ler finais menos felizes também é bom pois se tudo fosse um “happilly ever after” seria uma seca.
    Esta saga parece interessante, embora eu não seja grande fã de romances históricos.

    • Eu sei, e concordo…mas…prefiro finais menos felizes de outra maneira qualquer, qualquer coisa que não envolva as tais manobras à Titanic, essas são simplesmente golpes muito baixos😦


  1. 1 Novidade ǀ Uma Grandiosa e Terrível Beleza | Cuidado com o Dálmata

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