Outlander

26Jun10
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Bantam Dell (2005)
Páginas: 850
Idioma: Inglês

Sinopse: Claire Randall is leading a double life. She has a husband in one century, and a lover in another… In 1945, Claire Randall, a former combat nurse, is back from the war and reunited with her husband on a second honeymoon – when she innocently touches a boulder in one of the ancient stone circles that dot the British Isles. Suddenly she is a Sassenach – an “outlander” – in a Scotland torn by war and raiding border clans in the year of our lord…1743. Hurled back in time by forces she cannot understand, Claire’s destiny is soon inextricably intertwined with Clan MacKenzie and the forbidding Castle Leoch. She is catapulted without warning into the intrigues of lairds and spies that may threaten her life…and shatter her heart. For here, James Fraser, a gallant young Scots warrior, shows her a passion so fierce and a love so absolute that Claire becomes a woman torn between fidelity and desire…and between two vastly different men in two irreconcilable lives.

Opinião:

Outlander conta a história de Claire Beauchamp, uma jovem mulher –casada– que após ter entrado um círculo de pedras nas Highlands, Escócia, volta 200 anos atrás no tempo até ao ano 1743 onde por tralhas e por malhas vai-se ver no centro de uma batalha e cativa de um grupo de highlanders, entre eles o grande, belo, escultural e utilizador frequente dessa épica peça de vestuário, o kilt: Jamie Fraser.

Nas oito centenas de páginas seguintes fica-se a saber muito da história de algumas personagens ligadas a Jamie, e mais ainda do próprio, havendo várias passagens de storytelling da parte dele, mas o rumo das coisas tende claramente para se focar na relação deste com Claire, e se no início isto começa lentamente, com um teasing aqui e ali, e outras manobras  para marinar o assunto, desengane-se o leitor pois quando menos se espera BAM-BAM-BAM: paixão desvairada a todo o momento.

No início custou-me um bocadinho a digerir o facto de estar a ler sobre uma heroína adúltera, mas algures na quarta ou quinta CENTENA de páginas isto deixou de me incomodar, talvez porque o primeiro esposo tem tão pouca visibilidade que uma pessoa simplesmente se esquece que ele existe, ou então porque o segundo esposo, bem… é grande, belo, escultural e usa um kilt diariamente.

Ora as coisas que me deram nos nervos:

  • A Claire fica tão chocada com a ideia de casar por conveniência (ou de casar sequer, uma vez que ela já o é) mas nunca questiona não consumar o casamento (Oh, Frank, tantas saudades que eu tenho tuas! – NOT), podia pelo menos ter tido a decência de ter um pensamento que fosse contra a ideia, por mais apelativa que esta fosse;
  • A parte do vou-te espancar repetidas vezes com este cinto, mas é para teu bem, seguida de Oh Claire, I’ll never lay a hand on you again, love…nem vou explicar porque odiei esta cena, é auto-explicativo;
  • Perdi as vezes em que tentaram violar a Claire. Ela é boa e cheira bem, já deu para perceber, so stop it already;
  • Sinceramente eu dispensava as descrições pormenorizadas de todas as maldades infligidas ao Jamie…é deprimente, e o físico do moço não tem um capítulo de descanso (e suponho que se consegue imaginar que um livro de 850 páginas tenha muitos e muitos capítulos);
  • No seu todo achei a história demasiado extensa, e mesmo estando a gostar, antes de chegar a metade do livro dei por mim a desejar que se chegasse ao cerne da questão de uma vez por todas de modo a acabar com o meu sofrimento.

Sem dúvida que Gabaldon tem um talento especial para combinar factos históricos, aventura, romance, acção e humor, no entanto eu fico por aqui. Uma dose de time traveling drama é-me suficiente.

2stars



2 Responses to “Outlander”

  1. 1 quigui

    Pode ser que ainda te peça emprestado, quando a minha pilha de livros para ler diminuir consideravelmente. Mas só porque a ideia parece engraçada (homens de Kilt!) e já estou farta de o ver a aparecer em recomendações.

    Já agora, ela deve cheirar bem nos primeiros dias lá. Depois deve ficar com o cheiro de escocês molhado que vive na floresta… A não ser que tivesse o sabonete e o perfurme no bolso antes da viagem no tempo.

    • Sim, homens de kilt são sempre um bom incentivo.

      Vês? Então ela era só boa. Aqueles highlanders são uns desavergonhados.


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