A Perfect Bride

10Maio10

Autor: Samantha James

Editora: Avon (2004)

Páginas: 384

Idioma: Inglês

Sinopse: Devon St. James must surely be dreaming! She closes her eyes in London’s poorest slum, and awakens wrapped in fine linens . . . staring into the eyes of the most gorgeous man she has ever seen! Sebastian Sterling, marquess of Thurston, is clearly shocked to have a girl from the streets in his bed, though the heat of the desire burning in his gaze is unmistakable. But if he believes Devon will easily submit, he is quite mistaken!

Opinião:

Muito resumidamente eu diria: Cinderela meets Pride & Prejudice + Anastasia.

Menos resumidamente: Lorde (ou neste caso, Marquês) encontra pobre rapariga estendida na rua após ter sido atacada por dois maltrapilhos, leva-a para casa e apaixona-se louca e possessivamente por ela. Mas e as malditas regras da sociedade?

Sim, A Perfect Bride é um bodice ripper, e como todo o bodice ripper que se preze a acção gira toda ela quase exclusivamente em torno da improvável mas previsível relação amorosa entre os dois protagonistas, das suas caprichosas avenças e apaixonadíssimas desavenças, das suas loucas e pormenorizadas noites de paixão ardente que duram pelo menos duas páginas, dos muitos obstáculos que se opõem ao seu final feliz mas que na verdade não são obstáculos mas preciosismos irritantes como o orgulho desproporcionado, a teimosia ignorante, a mãe dele, o pai dela, porque está a chover, porque está Sol, ou porque o raio que o parta só para chatear o leitor e o fazer sofrer – e divertir-se – só mais um bocadinho (se faz favor e obrigada, grr).

Coisas que me agradaram: o facto de o romance se desenvolver clara, mas lentamente, não há coisa mais vil neste género de literatura do que os protagonistas tornarem-se íntimos logo nas primeiras… mmm, sei lá, 50 páginas?; incrivelmente os vários clichés presentes não me reviraram as entranhas, e isto é inexplicável, não sei mesmo o que se passa comigo; e pronto, agradou-me o herói da trama, Sebastian: lost puppy/cardboard alpha male: grande, forte e moreno/é um asshole durante um parágrafo ou dois.

Coisas que me desagradaram: o uso constante do God! o que não é uma coisa muito má, só ligeiramente irritante; e o desenlace final, pois esperava mais acção, drama, lágrimas, desespero, luta, coisas de partir a ir pelo ar, mas  não, tudo se resolveu com um simples dinner-party.

Eu gostei deste livro, e é por causa de livros assim, dentro do género, que eu volto sempre, e passo a redundância, ao género. (Quem nunca leu um bodice ripper e se divertiu à grande com ele, que atire a primeira pedra!) Excuse me, mas entre as minhas competências não figura a resistência a um romance fictício tórrido e perfeitamente inconstante capaz de me fazer ler sem parar pela simples razão de querer saber o que vão eles fazer a seguir?! e pelo caminho me implantar sorriso atrás de sorriso na cara.

Divertidíssimo.

Classificação: 7/10




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