The Sweetness at the Bottom of the Pie

04Abr10

Autor: Alan Bradley

Editora: Orion Publishing Group (2009)

Páginas: 362

Idioma: Inglês

Sinopse: In his wickedly brilliant first novel, Debut Dagger Award winner (2007) Alan Bradley introduces one of the most singular and engaging heroines in recent fiction: eleven-year-old Flavia de Luce, an aspiring chemist with a passion for poison. It is the summer of 1950—and a series of inexplicable events has struck Buckshaw, the decaying English mansion that Flavia’s family calls home. A dead bird is found on the doorstep, a postage stamp bizarrely pinned to its beak. Hours later, Flavia finds a man lying in the cucumber patch and watches him as he takes his dying breath. For Flavia, who is both appalled and delighted, life begins in earnest when murder comes to Buckshaw. “I wish I could say I was afraid, but I wasn’t. Quite the contrary. This was by far the most interesting thing that had ever happened to me in my entire life.”

Opinião:

(Bem, não estava fácil.)

The Sweetness at the Bottom of the Pie (em português A Talentosa Flavia de Luce) do canadiense Alan Bradley é o primeiro volume da colecção The Buckshaw Chronicles, uma série que visa contar as aventuras (e desventuras) de Flavia, uma personagem absolutamente desconcertante tanto pela sua paixão sem limites pela ciência (entenda-se: pela Química), como pelos seus exímios dotes de detective, pois ela é uma autêntica CSI pré-adolescente/Sherlock Holmes ou Poirot versão feminina e em miniatura.

Claro que no início, ela faz apenas lembrar o Dexter do Dexter’s Laboratory, embrenhada no seu covil a elaborar poções e afins, e até têm, não uma, mas duas irmãs mais velhas para a chatearem de vez em quando, mas certo dia ela tem a grande sorte de tropeçar num estranho moribundo no jardim (volto a lembrar que ela não é uma miúda “normal”), estranho esse que lhe vai dirigir a sua última palavra: Vale! E este acontecimento, assim como o aparecimento de uma ave morta à porta de casa com um selo espetado no bico vão ser os desencadeadores de toda a história; e meus amigos, ninguém pára Flavia de Luce quando esta mete uma ideia na cabeça… pois ela simplesmente tem de descobrir pelos seus próprios meios como é que estes eventos tão díspares se ligam, e porquê, e quando, e quem, e onde, e tudo mais que há para saber acerca do assunto.

O facto de me ter custado um bocadinho terminar a leitura (ainda nem acredito que li dois livros pelo meio) não significa que me apetecesse pousar este The Sweetness at the Bottom of the Pie de volta na estante sem acabar, não, isso às vezes acontece, mas não foi o caso, passo a explicar: como já disse antes, a Flavia, a personagem principal, a única e exclusiva narradora, é uma nerd completamente alucinada pela ciência, e há alturas em que só sabe falar disso, chegando ao ponto de explicar reacções químicas e os seus efeitos nisto e naquilo, e quem descobriu aquela reacção e o que é que acontece se se alterar este e aquele reagente e blá-blá-blá-química-blá-blá-blá-química. Escusado será dizer que para isto já me bastam as milhentas (!) cadeiras desta matéria (and so, so, so many others alike) que frequentei e ainda frequento (for pity’s sake!), quer dizer, eu leio para escapar à realidade, se faz favor e obrigada! (:D)

Adiante. Para além das (muitas) referências à ciência, este livro é também rico em referências de todos os géneros: da história, do cinema, da música, da literatura (técnica e fictícia!), e etc; é impressionante a quantidade de informação que se pode obter deste pequeno volume, e tudo isto sempre saído da gloriosa cabeça de Flavia, sendo este outro aspecto verdadeiramente surreal, pois ela têm apenas 11 anos mas parece ter vivido já décadas; é certo que muito do seu conhecimento é absorvido a partir de outras pessoas (ela retêm quase tudo o que se passa à sua volta, os pormenores mais insignificantes incluídos), mas mesmo assim…  e no que diz respeito à sua vocação é perturbador o número de livros técnicos a que ela faz alusão, pergunto-me com que idade ela começou a raciocinar, a aprender, a ler… suponho que desde o útero. (A grande sortuda.)

No seu todo esta é claramente uma obra de grande criatividade, perspicácia, e génio, mas confesso que me deixei aborrecer por vezes… e no entanto também foram muitas as vezes que as deduções e principalmente as saídas de Flavia me levaram às lágrimas de tanto riso.

Portanto, já só resta dizer que já está disponível o segundo volume desta série sob o igualmente longo e enigmático título de The Weed That Strings the Hangman’s Bag, e que eu ainda estou em conversações comigo própria a decidir se o hei-de ler ou não.

Classificação: 6/10



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