Casamento de Conveniência

31Mar10

Autor: Madeline Hunter

Editora: ASA (2010)

Páginas: 352

Sinopse: Ele viu-a e pagou uma fortuna para ficar com ela. Pelo menos, era o que todos pensavam. Mas este casamento não é o que parece…
Lady Christiana Fitzwaryn está apaixonada. Infelizmente, o seu futuro marido não é o homem dos seus sonhos mas sim um perfeito desconhecido, com quem o próprio rei Eduardo negociou o enlace. Sobre este homem, Christiana apenas sabe tratar-se de um mero mercador plebeu. Não estava, pois, preparada para o primeiro encontro: David de Abyndon revela ter um carisma extraordinário e nutre uma indiferença desconcertante em relação ao estatuto social dela. Para sua grande surpresa, é a aristocrata quem se sente perturbada na presença daquele homem de enigmáticos olhos azuis.

Opinião:

Inglaterra do século 14. Londres. Corte Real. Christiana é uma bela jovem órfã e de linhagem nobre que estando sob a tutela do Rei, certo dia é compelida a casar com um homem muito abaixo da sua estirpe: David, um enigmático, bastardo e simples mercador. Ou então era isso que Christiana pensava.

Eu à partida já tinha mais ou menos ideia do que me aguardava neste Casamento de Conveniência, ou não fosse Madeline Hunter para mim sinónimo de donzelas virtuosas e (inicialmente) equivocadas, de heróis belos, musculados, e sempre com segundas intenções, e de, evidentemente, muito romance tórrido entre as duas partes. Claro que este pessoal não se limita a protagonizar cenas eróticas durante o livro (como alguns que eu cá sei!). Quase, mas não. Há também sempre um mistério, ou vários, no passado de um ou de ambos os protagonistas, e intrigas, muitas intrigas e bate-bocas que estão na origem do drama que obscurece o percurso das personagens (nada que uma noite de paixão avassaladora não consiga ultrapassar).

Na verdade a autora até desenvolve bastante a parte não-romântica da história, mais até do que no outro livro que li anteriormente dela, Jogos de Sedução. Ou assim me pareceu. Mas isto acontece mais para o fim, pois é óbvio que ela dedica grande parte da narrativa à construção da relação do casal, e depois lá mais para a frente é que se lembra que tinha uma cena de acção não relacionada com isso e desenvolve-a com razoável mérito.

Coisas que me chatearam: a dependência enervante q.b. que Christiana desenvolve pelo marido, especialmente quando este se ausenta de casa, mas claro que, quem sou eu para julgar uma personagem fictícia muito sensível cujo apaixonado partiu para destino incerto, podendo bem nunca mais voltar; por mais ingénua que ela seja, a parte de a moça não saber se é virgem parece-me um bocado forçada (quer dizer…*roll eyes*); o facto da relação de David com o Rei ser muito naquela base de compinchas é estranho, no mínimo; e pronto, um ou outro cliché. Dentro do género já li muito melhor.

À parte da história propriamente dita devo dizer que é muito aborrecido haver tantas gralhas no texto, como é possível faltarem tantas letras! (*Tchpah!* chibatada virtual na ASA.) D:

Classificação: 4/10



No Responses Yet to “Casamento de Conveniência”

  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: