The Door in the Hedge

08Fev10

Autor: Robin McKinley

Editora: Firebird

Páginas: 216

Idioma: Inglês

Sinopse: Princess Linadel lives in a kingdom next to Faerieland – where princesses are stolen away on their seventeenth birthdays, never to be seen again. And Linadel’s seventeenth birthday is tomorrow.

Princess Korah’s brother was bewitched by the magical Golden Hind, who he chased across the country until he was close to death. Now it is up to Korah to break the spell…

There is only one being who can help Princess Rana save her kingdom from the evil Aliyander: a common frog. A talking frog.

Twelve princesses, enspelled to dance through the soles of their shoes every night, have no one to rescue them from their fate… or do they?

Award-winning storyteller Roin McKinley spins two tales in this collection – and two old tales anew.

Opinião:

The Door in the Hedge é um conjunto de quatro short-stories: dois fairy tales clássicos e, atrevo-me a dizer, conhecidos de todos – The Princess and the Frog e The Twelve Dancing Princesses, e dois originais – The Stolen Princess e The Hunting of the Hind, todos contados pela voz inconfundível da americana Robin McKinley.

The Stolen Princess, a mais longa e primeira das quatro, conta a história de Alora e mais tarde da sua filha Linadel, respectivamente rainha e princesa. Elas vivem num Reino como tantos outros mas com a particularidade de fazer fronteira com um lugar encantado cujos habitantes são imortais e que por tradição vêm roubar bebés e jovens donzelas aos seus vizinhos. A devida explicação para este hábito aparentemente cruel nunca chega a ser dada, mas tudo fica bem quando acaba bem e Linadel põe decididamente um ponto final no assunto.

Segue-se The Frog Prince, que é a mais sucinta das histórias, mas deveras a mais cómica. Eu já sabia que o facto da princesa ter de beijar o sapo para quebrar o feitiço e este voltar a ser um príncipe, era um lascivo desvio ao original dos Grimm, mas sendo esta a imagem de marca do conto, nem eu (nem ninguém!) já tinha a mais vaga ideia de como é que afinal se desfazia o encantamento, e nesta versão, a alternativa deixou-me perplexa (e a rir).

The Hunting of the Hind foi talvez a minha preferida. A heroína é mais uma princesa, de seu nome Korah, que basicamente é uma versão da Aerin de The Hero and the Crown pela mesma autora, sendo que ambas ficaram órfãs de mãe desde muito cedo, e que ambas são ignoradas e preteridas por quase toda a gente; e se desta vez não há dragões para caçar, há sim que fazer frente a um malévolo feiticeiro que mantém uma jovem rapariga e o seu irmão presos sob o seu poder. E onde é que entra a Korah na história? Bem, ela deve salvar estes dois para poder salvar a vida do seu próprio irmão.

Finalmente, The Twelve Dancing Princesses, a história das doze princesas envoltas num mistério que as condena a dançar, dançar, dançar até os seus sapatos ficarem em retalhos irreconhecíveis. Mas esta narrativa, ou esta versão dela, dá claramente mais importância ao herói improvável que desvendará este enigma: um mero soldado do rei. Um verdadeiro underdog com a personalidade mais terna. E como se sabe, nestas histórias, uma alma generosa e um coração puro são as únicas chaves para resolver todos os problemas.

Um leitor assíduo deste género literário sabe à priori, que vai, sem sombra de dúvida, encontrar no texto todo o tipo de descrições inebriantes dos elementos  que compõe a fantasia: outros reinos, criaturas encantadas, florestas misteriosas, etc, e como era de esperar este The Door in the Hedge não foge à regra: a sua estrita é bela, mágica e bem ao estilo de McKinley, mordaz quanto baste. Outra característica clássica e sempre presente nas obras da autora, até neste conjunto de short-stories, é o uso constante de analepses e prolepses, e para aqueles que têm as figuras de estilo enferrujadas na memória, estas são nada mais, nada menos do que interpolações passadas e futuras contadas no presente, que ainda que requeiram bastante atenção por parte do leitor (ou uma pessoa perde-se na história…) têm a sua graça, para além de poder informativo. Todas as histórias (talvez mais as três primeiras) têm ainda em comum o factor iniciador, encorajador, aquilo que faz mover os protagonistas através da aventura, mesmo quando aparecem adversidades, e tal coisa só podia ser: o amor. E não me refiro só ao amor por aquela pessoa que faz as bochechas enrubescer e o coração disparar, mas também e com igual importância, ao amor fraternal, maternal e paternal.

Classificação: 7/10



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