Engaging The Enemy

28Jan10

Autor: Nora Roberts

Editora: Silhouette

Páginas: 512

Idioma: Inglês

Sinopses:  Sometimes the last man on earth you’d ever want turns out to be the very one your heart secretly yearns for . . .

A Will and a Way

It wasn’t easy living with her infuriating co-beneficiary, Michael Donohue – even to fulfill her uncle’s last wishes – but headstrong Pandora McVie found it still harder not falling in love with her nemesis.

Boundary Lines

Feisty Jillian Baron and irresistibly arrogant Aaron Murdock seemed determined to carry their families’ feud into another generation. But the battle waged within their own hearts pitted their mistrust against overwhelming desire.

Opinião:

Mais um romance Silhouette dois em um, da senhora Roberts.

Eu tenho de confessar que estes livrinhos podem bem não ser literatura de alto nível, mas que são um festim para a alma e para o coração de um público-alvo, lá isso são.

Não vou dar uma novidade ao mundo em afirmar que Nora Roberts têm, sem dúvida alguma, um jeito muito próprio com as palavras, da mesma maneira que parece ter uma percepção excepcional para com as pessoas, tanto ao descrevê-las, como ao escrever para elas, tendo assim sempre a perfeita noção de como prender o leitor aos seus enredos. Neste Engaging The Enemy ela faz precisamente isso através de quatro personagens, dois casalinhos, cujas respectivas partes nutrem entre si, aquele ódiozinho muito peculiar, muito característico das comédias românticas, aquele ódiozinho do bem cujo limite depressa se confunde com o da paixão desenfreada e descomedida, e que após alguns obstáculos, contos-e-ditos e toda uma panóplia de peripécias que tendem a lançar mais nuvens negras sob as cabeças duras dos intervenientes, se espraia, por fim, irremediavelmente, no maior dos amores.

Em A Will And A Way o casalinho é constituído por Pandora McVie, uma artista dedicada à confecção de jóias, e por Michael Donohue, o guionista de uma conhecida série televisiva. Os dois são quase primos, e ainda assim, afastados, que se conhecem e se desprezam desde sempre. Desprezo esse que é sempre acompanhado por uma quota-parte de desejo mútuo. Quando estas duas almas perdidas, habituadas ao isolamento das suas vidas, herdam, em partes iguais, todo o legado do tio recentemente falecido, muito querido dos dois, com a condição de viverem juntos numa casa que, também sendo parte da herança, diz muito a ambos, a primeira reacção é de que aquilo é o pior que lhes podia ter acontecido, no entanto, com o passar do tempo vamos assistir ao desenvolvimento de uma camaradagem, de uma intimidade ao mesmo tempo terna e frenética, à qual ambos se vão habituar e passar a depender.

Eu gostei bastante desta história, o tema predominante até pode ser a relação amor-ódio entre os protagonistas, mas dado que é tópico que me agrada e ao qual volto sempre para descomprimir de outras leituras que exigem mais da minha sanidade, atrevo-me a dizer que ler Nora Roberts faz bem à saúde. Quanto mais não seja põe-nos o coração a palpitar mais depressa, e consequentemente todo o nosso corpo recebe um extrazinho de irrigação!

Ainda assim, a minha favorita foi a segunda história deste volume, Boundary Lines.

Jillian Baron e Aaron Murdock, proprietários de duas herdades unidas por um lago muito especial e separadas por uma cerca que teima em aparecer destruída, até podem ser vizinhos mas nunca tinham posto os olhos um no outro até ao belo dia de verão em que Jillian se decide refrescar no tal lago e Aaron calha de passar por lá. A faísca é imediata mas Aaron vai ter muito que pedalar para conseguir chegar àquele coraçãozinho magoado que Jillian transporta no peito, resguardado por espessas e sucessivas camadas de orgulho e  auto-preservação.

A magnitude do amor-ódio faiscante, do desejo terno e desenfreado, da paixão louca e descomedida, da dependência e do amor irremediáveis entre estes dois, é elevada várias vezes em expoente, quando comparadas com a relação dos pombos em A Will And A Way. Talvez seja do cenário mais selvagem que os rodeia (que tanto me fez lembrar Irish Thoroughbred!).

Classificação: 6,5/10



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