O Herdeiro de Sevenwaters

25Jan10

Autor: Juliet Marillier

Editora: Bertrand

Páginas: 477

Idioma: Português

Sinopse: Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma. Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão – o novo herdeiro de Sevenwaters – Clodagh é incumbida de cuidar da criança duarnte a convalescença da mãe. A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso princípe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes… (retirado do site da Bertrand)

Opinião:

Devo dizer que foi penoso voltar lá… a floresta de Sorcha, a casa de Sorcha, o seu pequeno jardim de ervas, a tapeçaria da rapariga e dos cisnes… e ainda a querida da Clodagh a evocar o avô e a avó de vez em quando. Penoso. Não fosse o Becan e o Cathal eu teria tido, certamente, um colapso mental e não  tinha terminado a leitura… mas lá consegui, e adorei. Claro.

Há algo de diferente e de especial – de uma maneira muito subtil – em ler Juliet Marillier quando o palco é Sevenwaters. A floresta, o Outro Reino, as Criaturas Encantadas, têm sempre um brilho muito próprio, uma magia mais espectacular, descrições que nos despertam mais os sentidos, e agora que voltei quero mais, mais, muito mais. 477 páginas de regresso a Sevenwaters é pouco, muito pouco.

Tenho a impressão que me repito sempre ao opinar sobre os livros da Juliet, então vou antes falar das personagens, só para ser diferente.

Willow: a Juliet é uma contadora de histórias exímia, e quando na própria história que ela nos está a contar, entra outra contadora de igual talento é para a cabeça do leitor fazer puff. Willow, a errante, é uma delicia de se ouvir. E quando uma personagem destas faz as suas aparições, já se sabe que é necessário prestar muita atenção ás suas palavras, ser toda ouvidos, absorver cada pormenor, e nunca, NUNCA, a ignorar ou aborrecer.

Sean: o Sean nunca foi dos meus preferidos, não se escapa nem por ser filho de quem é, e neste Regresso mostrou-se mais tirano do que nunca. Não trates desse mau feitio Sean…

Sibeal: ela é amorosa. Eu só espero que a Sibeal seja a protagonista do próximo livro. Uma pessoa pode sonhar.

Deirdre: a gémea malvada. Ou parva.

Johnny: NÃÃÃÃÃÃOOO! São sempre os melhores.

Mac Dara: uma palavra chega: infame.

Becan: nunca um monte de raminhos e folhinhas e pedrinhas foi mais fofo e encantador.

Cathal: Cathal, Cathal, Cathal… és galante rapaz, acredita. É talvez o mais arrojado dos protagonistas masculinos da Juliet. Não me consigo lembrar de mais algum que tenha, à grande lata, beijado a rapariga por três vezes sem ninguém estar à espera. És o maior!

Clodagh: a velha fórmula para construir protagonistas femininas da Juliet continua a dar bom resultado. Corajosas, doces, sábias, e muito apaixonadas, assim são elas, e é com personagens destas que gostamos de nos identificar.

Agora só resta esperar… esperar… esperar… por mais.

Excerto:

– Não me vais largar, pois não?

Eu podia aterrar no sítio certo, mas se ele me largasse, aforgar-me-ia, e Becan também.

– Não – respondeu. – Eu tinha muitas razões lógicas para ficar lá em cima, sabias? Mas parece-me que a lógica deixou de intervir nas minhas decisões. E por via das dúvidas…

Cathal inclinou a cabeça e beijou-me  (…) Quando nos separámos, pareceu-me que respirava com dificuldade, como eu, mas continuou a apertar a minha mão com firmeza.

– Pronta? – perguntou.

– Sim – menti.

(…) E caímos.

Classificação: 10/10



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