Artemis Fowl: O Ouro das Fadas
Autor: Eoin Colfer
Série: Artemis Fowl, #1Editora: Dom Quixote (2002; 1 ed. 2001) Formato: Capa mole Páginas: 264 Idioma: Português
Sinopse: Com apenas 12 anos e uma prodigiosa inteligência criminal, Artemis Fowl vê-se envolvido num estranho e poderoso mundo: ao raptar uma criatura do Povo das Fadas, defronta-se com a capitã Holly Short da LEPrecon e com um perigoso exército de gnomos, fadas, duendes, elfos e trolls munidos de armas muito avançadas. Aliando acção, internet e magia, as aventuras de Artemis Fowl conquistaram em todo o mundo uma legião de leitores, sendo um rival à altura de Harry Potter.
Opinião:
O Ouro das Fadas é o primeiro volume da série juvenil Artemis Fowl, nome de um rapazinho nada vulgar, que em vez de fazer coisas de miúdo, comporta-se como um adulto — um adulto que persegue fadas e outras criaturas do género.
Neste primeiro capítulo é exactamente isso que ele faz, persegue e captura uma fada, Holly Short, e consequentemente vem toda uma equipa de resgate fairy atrás dos dois. Artemis pretende extorquir uma carrada de ouro em troca da prisioneira -que puto diabólico-, mas pelo meio consegue redimir-se, porque ajuda a mãe, que ficou meia doida desde o desaparecimento do marido.
Este é o típico livro que eu teria apreciado muito mais se tivesse lido quando tinha aí uns 12, 13 anos, porque realmente está cheio daquelas coisas que toda a criança sonha em fazer, como não ir à escola, não ter os pais à perna, ser levado a sério pelos adultos, viver aventuras por esse mundo fora, decifrar códigos e desvendar segredos impossíveis, apanhar uma fada (!), entre outros; com essa idade provavelmente também não teria achado falha nenhuma no Artemis, que é sempre tão composto e cool, e que ainda por cima consegue estar sempre um passo à frente de toda a gente. No entanto, como li esta aventura agora, com estes olhos críticos de adulta, não consigo deixar de o achar um pirralho a quem eu dava umas quantas bofetadas se ele me aparecesse à frente — onde já se viu, tratar uma fairy daquela maneira!
Em sua defesa, tenho de admitir que ele não é insensível de todo, afinal preocupa-se com mãe, sente a falta do pai, é generoso com os empregados, e pelo meio dos seus planos de rapto e extorsão vai tendo uns instantes breves, muito breves, de consciência pesada, especialmente depois de reparar que a fada que capturou é uma rapariga, e que ela se parece tanto com uma miúda humana, mas aquilo passava-lhe depressa e ele prosseguia sempre com os seus planos do mal.
Também achei que, como protagonista, o Artemis não é bem explorado, e fora aqueles momentos que referi antes sobre ele se preocupar com alguém, achei-o uma personagem muito fria. Já a Holly é bem engraçada, assim como todas as outras criaturas que fazem parte da LEPrecon, esse temido exército de criaturas encantadas que sem dúvida envergonharia qualquer força policial humana (eheh).
Recomendado aos mais miúdos.
Classificação: 6/10
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Filed under: Lidos em 2012, Review | 5 Comments
Etiquetas:juvenil






































































O que eu gosto mesmo é da interacção entre o Artemis e a Holly. Até é de admirar que ela ainda não lhe tenho torcido o pescoço. Há medida que a série avança o Artemis vai ficando assim um pouco mais humano, mais bonzito (ele acho que nunca vai ser realmente bom, demasiado evil genius para isso).
Ela devia ter feito isso mesmo! xD
Engraçado como ele basicamente é o herói, e o vilão. (E puto.)
Lol, o divertido deste livro é mesmo a noção de um puto de 12 anos a fazer todas aquelas coisas e a ser um evil genius.
Acho que vai ganhando algum resquício de consciência ao longo dos livros, mas pequenina, pequenina… Tenho pena de não ter lido mais livros desta série, ainda consegui ler até ao quarto por métodos alternativos, mas na altura estava a anos de ouvir falar dessa coisa magnífica que é o BookDepository.
É bom que ele ganhe um bocadito que seja de consciência, porque bem precisa.
Ui, por métodos alternativos? xD
Teve que ser… na altura não tinha oportunidade (mas muita vontade) de mandar vir livros em inglês, seja porque não sabia como fazê-lo seja porque não tinha idade para ter cartão de crédito. Agora que descobri o mundo de “encomendar-pela-net” até me faz confusão usar tais métodos.