The Hollow Kingdom
Autor: Clare B. Dunkle
Editora: Henry Holt (2006)
Páginas: 240
Idioma: Inglês
Sinopse: Hallow Hill has a strange and tragic history. For thousands of years, young women have been vanishing from the estate, never to be seen again. Now Kate and Emily have come to live at Hallow Hill. Brought up in a civilized age, they have no idea of the land’s dreadful heritage-until, that is, Marak decides to tell them himself. Intelligent, pleasant, and completely pitiless, Marak is a powerful magician who claims to be a king-and he has very specific plans for the two new girls who have trespassed into his kingdom.
Opinião:
(Quiz: Quantos retellings de The Beauty & The Beast se podem ler na vida?)
The Hollow Kingdom, o primeiro volume de uma trilogia com o mesmo nome pela autoria da americana Clare B. Dunkle conta a história de Kate Winslow, uma jovem que após a morte do pai vai viver, mais a sua irmã Emily, com um par de tias-avós para um lugar remoto e de passado sinistro: Hollow Hill. Confinadas dentro de portas sem coisa alguma interessante para fazer, as irmãs tornam-se adeptas dos passeios pela floresta envolvente da casa, é então que certo dia, numa destas excursões, elas se perdem e logo são auxiliadas por uma criatura de aspecto perfeitamente aterrador mas com uma personalidade perfeitamente genial, Marak, o Goblin King. Após o salvamento, Marak, vai, educadamente, na sua visão sempre pragmática das coisas, informar Kate de que ela é nem mais nem menos do que a sua futura esposa. Seguem-se então uma série de tentativas de rapto. Tentativas. Oh, este livro é tão, TÃO engraçado.
Eu sei que não devia ser tão divertido ler sobre uma pobre rapariga que é constantemente perseguida por uma criatura assustadora que a quer levar para o seu reino subterrâneo e casar com ela à força de modo a salvar a sua raça…mas é. E a Kate também não é uma personagem passiva que simplesmente se vai deixar levar, não, ela dá luta, com mais armas do que ela própria pensa que está a usar (ou que tem sequer) e ao fim e ao cabo cede por vontade própria (vá…mais ou menos), daí este tema, e o facto de que retirei muito gozo dele, não ser algo tão chocante como pode parecer.
O Marak foi a minha personagem favorita, ele é atencioso, muito perspicaz, paciente, um tanto perverso, e claro está: de rir, não há discurso dele que não seja exemplar, principalmente quando está em teaser mode; quanto ao resto (aquela parte de ele querer roubar a moça e tal) para ser justa ele não tem verdadeiramente culpa…apenas um dever em mãos, eu diria.
Durante toda a narrativa tive a impressão de que vários acontecimentos precisavam de mais background, de uma explicação mais desenvolvida e plausível (e como este livro seria um autêntico fenómeno se assim fosse. E daí estando classificado e dirigido preferencialmente para teens às tantas estou a pedir demais), mas nem essas “falhas” me fazem de maneira alguma baixar a moral ou a boa opinião, go read this book!
Despeço-me, mas não sem antes deixar aqui um double thumbs up a Dunkle e ao seu cérebro deveras criativo; e ainda um pedacinho de trivia, pois descobri que The Hollow Kingdom valeu à sua autora, entre outros, o Mythopoeic Fantasy Award for Adolescent Literature em 2004, prémio também atribuído a nomes sonantes como Terry Pratchett, Diana Wynne Jones e J.K.Rowling, nada mal, einh?
Classificação: 9/10
Filed under: Lidos em 2010, Review | 3 Comments
Etiquetas:fantasia, so much fun
































Este livro parece excelente! E então se faz rir melhor ainda.
Quando à tua quiz: Never! XD
Eu adoro-o, Ana!
Pois é, é impossível uma pessoa que goste de Beauty & the Beast cansar-se do tema, quantos mais livros do género, melhor.